quarta-feira, 23 de novembro de 2011

CRISTO: O Grande Médico

  
                                       

Cristo é o grande Médico. Ele mesmo suportou nossas aflições e as nossas dores levou sobre si [...] e pelas suas pisaduras, fomos sarados (Is 53. 4-5).
Há cura em Jesus, pois Ele veio para pregar boas-novas aos mansos[...] restaurar os contritos de coração[...] apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram.
(Is 61. 1-2).
O ano aceitável do Senhor é o Ano do Jubileu, quando todas as dívidas são canceladas, as terras retornam aos verdadeiros donos, e os escravos são libertos da servidão.

Louve a Deus! O Ano do Jubileu vem sendo proclamado pela volta do nosso Salvador. Seus pecados podem ser perdoados; há uma herança para receber. Você não precisa mais viver sob o jugo da escravidão. Quando o Senhor entra em sua vida, sara o passado, cura as feridas e liberta da prisão. A Escritura diz, ainda, que o Senhor dar-lhe ornamento por cinza, óleo de alegria por tristeza, veste de louvor por espírito angustiado.
(Is 61. 3).
A beleza, a alegria e o louvor podem fazer parte da existência quando a pessoa recebe a unção restauradoura desse amor.

O nosso Redentor diz: Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo.
(Ap 3. 20).
Ele espera que você abra a porta e O convide a entrar. Sua presença amorosa trata da restauração de sua alma. Um outro texto bíblico registra: Levou-me à sala do banquete, e o seu estandarte em mim era o amor.
(Ct 2. 4).
O Príncipe da Paz prepará uma mesa para aqueles que estão sozinhos e não se sentem amados ou desejados. O Rei dos reis colocará o estandarte de Seu amor incondicional sobre essas vidas, porque as acolhe em qualquer circunstância. Não é necessário fazer-se de "bonzinho" nem conquistar Seu afeto por meio de um desempenho pessoal. Jesus pode proporcionar beleza no lugar de ruínas. Permita que Ele entre em sua vida e seja seu Médico, de modo a libertá-lo da prisão.

Nosso Libertador lhe perdoou; perdoe, então, a quem o feriu. Jogue fora todas as promissórias guardadas por tanto tempo. Liberte aqueles que o machucaram, e o Pai celestial irá curá-lo das dores.
Experimente essa benção!

Escolha amar. Jesus disse: Um novo mandamento vos dou: Que vos amei uns aos outros; como eu vos ameia vós, que também vós uns aos outros vos ameis.
(Jo 13. 34).
Por ter recebido amor incondicional, ame todas as pessoas da mesma maneira. Fechar-se para os outros é sinal de rejeição, a qual é uma forma de ódio, e não é possível andar em comunhão com Cristo e odiar seu irmão. Na verdade, aquele que alimenta o rancor anda em trevas (1 Jo 2. 11).
Abra seu coração, escolha ser afetuoso e andar na luz do amor de Deus e em Sua presença. Só então você achará a cura para sua alma.

Liberte-se do passado. Convide o Senhor para conduzi-lo às experiências passadas que foram dolorosas e deixe-O interceder com Seu tratamento e amor naquela situação. Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente. (Hb 13. 8).
Ele é capaz de netrar em seu passado para tratá-lo. Na cobertura do Seu cuidado fraterno nessa circunstância, você experimentará cura e libertação.

Quaiquer que sejam as necessidades de seu coração, o Príncipe da Paz poderá satisfazê-las. Ele pode curar suas mágoas e livrá-lo de todas as amarguras. O nosso Mestre é perfeitamente capaz de restaurar tudo o que o inimigo destruiu. Porque restaurarei a tua saúde e sararei as tuas chagas, diz o SENHOR; pois te chamam enjeitada, dizendo: É _________________ por quem ninguém pergunta.
 (Jr 30. 17).
Diga seu nome no espaço em branco acima e seja curado. Deus fará coisas novas e você experimentará em seu interior uma paz sem igual. Ao passar pela libertação espiritual, veja a recomendação bíblica:
Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que farei uma coisa nova, e, agora, sairá à luz; porventura, não a sabereis?
 (Is 43. 18-19).
Espere as novidades que logo acontecerão mediante a presença de Cristo em sua vida.
Receba a sua benção!

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A CURA DO HOMEM NO RELACIONAMENTO CONJUGAL


Eduardo era um indivíduo bem-sucedido na área secular.
Sua profissão o colocara em um papel de liderança diante das pessoas. Era corajoso e responsável. Atendia bem a todos, e a comunicação não parecia ser problema para ele. Sua imagem era a de um homem que inspirava confiança e sucesso e dava a impressão de ser bastante expansivo. No entanto, a moeda tem dois lados. Em seu lar, agia de modo oposto ao que era no mundo. A liderança em casa fora assumido pela esposa, e ele contentava-se em manter a passividade e continuar envolvido nos próprios prazeres particulares. O diálogo quase não existia, e a televisão o atraía mais que a sua família. Esse personagem extrovertido do mundo renunciara a toda liderança e responsabilidade em seu lar.

A esposa de Eduardo reclamava de negligência, indiferença e falta de amor. Na verdade, queixava-se de não conhecer bem seu marido, porque a personalidade dele mudava de acordo com as características do amigo com quem ele estava no momento, enquanto em casa era completamente apático. Quem era aquele homem com o qual se casara? Como teria caído nessa? Agora, restava-lhe a decepção, as mágoas e o abandono. Seu casamento tornara-se insuportável.

Muitos homens, à semelhança de Eduardo, demonstram ser bem-sucedidos, mas, dentro do lar, são passivos indiferentes e calados.
O que causa essa reversão de papéis?
No caso de John, era a raiz da rejeição, vinda de sua infância, e a perda de identidade. Em sua mente, ele lutava para descobrir seu papel. No mundo, conseguira encontrar um desempenho que çhe trouxe sucesso. Conseguiu amigos com sua habilidade para se adaptar e ser flexível. Tudo isso ele construiu de modo superficial. No entanto, no lar, a comunicação tinha de ser feita sobre os moldes de seu valor pessoal. Seu jogo de cena foi descartado para um modo de ser mais passivo, sendo responsável pelo abandono da família. Os assuntos financeiros, a disciplina das crianças e a maioria das outras decisões ficavam por conta da mulher.

Quando isso acontece, o que a mulher deve fazer?

Primeiro, reconhecer a causa do problema. Eduardo era provavelmente de um lar no qual não costumava ter boa acolhida da parte do pai. Enquanto seus irmãos iam para a floresta trabalhar, ele tinha de ficar em casa com a mãe e ajudar nas tarefas domésticas. Antes de ele nascer, os pais queriam uma menina ao invés de um menino, e, por esse motivo, prejudicaram-no no sentido de encontrar a si mesmo. Além disso, o fato de precisar cumprir tarefas mais comuns às mulheres, levou-o a perder sua identidade. A falta da aceitação paterna cedeu terreno para o crescimento da amargura e,em seguida, à auto-rejeição. Consequentemente, ele não conseguia transmitir amor à esposa. Por sua vez, ela tinha a impressão de nunca chegar a conhecê-lo verdadeiramente.
Segundo, deve acabar com as mágoa e frustrações. Ao reconhecer a raiz do problema, precisa liberar o marido de todas as decepções e expectativas. Tenha uma atitude de perdão para com ele e soltar a amargura interior. Somente assim haverá terreno para comunicação e mudança. Esposa, tome a iniciativa.
Terceiro, deixe o Pai celeste desenvolver amor e aceitação em você. Isso produzirá um bom resultado; embora fraco no começo, seja paciente. Com isso, Deus terá como trabalhar em seu favor, e a comunicação fluirá melhor.
Quarto, procure ajudá-lo a acabar com a auto-imagem negativa que surgiu da rejeição. Para isso, faça todo o possível para edificar a auto-estima dele.
Fale de coisas positivas que o elogiem e mostre-lhe seu amor e respeito. Valorize os pontos significativos da personalidade dele. Mantenha sempre as declarações bíblicas em mente quando estiver conversando ou falando dele: Quanto mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo,tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (Fp 4. 8).
Quinto, gradativamente, transfira a responsabilidade do lar para ele, recusando-se a tomar decisões que cabem a ele. Cuidadosamente, mas com firmeza, coloque mais vezes nas mãos dele a incumbência com as crianças e a disciplina delas. Conte-lhe sobre as questões da casa que precisam ser resolvidas. Explique-lhe claramente as necessidades do convívio familiar e recuse-se a resmungar, caso ele não se ocupe delas imediatamente.
Sexto, faça coisas que ele aprecia. Prepare sua comida predileta, dê-lhe atençao especial efaça dele a pessoa mais importante do lar. Diga-lhe o quanto ele é essencial para você. Encontre maneiras de alegrá-lo e mostrar-lhe seu respeito e admiração. Faça de seu horário de chegada, após o trabalho, um momento de festa; arrume-se e espere por ele. Transmita amor, respeito e alegria a seus filhos, ao dizer-lhes que guardem seus brinquedos e se arrumem, e estimule-os com alegria à chegada do pai com palavras como: "O papai está chegando!". Faça isso todos os dias. Não receba na porta com problemas. Tais questões podem esperar até depois do jantar.
Sétimo, não seja egoísta em sua atitude. Você tem uma escolha: pensar o tempo todo nas próprias necessidades e decepções, ou mudar a situação e tornar-se uma esposa amável e com facilidade de perdoar. Dê-lhe bastante carinho e atenção, e tudo retornará, com dividendos, em seu próprio benefício. Invista em seu marido e no bom convívio no lar. Isso não significará que você  perderá identidade, mas ajudará o esposo a desenvolver um caráter mais fortalecido.
Oitavo, não se promova. Em época de direitos iguais, um espírito competitivo por parte da esposa pode levar o cônjuge a se retrair para a passividade e a falta de comunicação. Ele irá sentir-se ameaçado e intimidado por aquela que está determinada a ter seu próprio lugar. Ao promover o esposo, você estará promovendo-se também. Ele não poderá ser o homem dos seus sonhos, se você estiver o tempo inteiro em destaque.


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domingo, 13 de novembro de 2011

A CURA DA MULHER NO RELACIONAMENTO CONJUGAL







 O mais importante e íntimo convívio que alguém pode ter é o casamento.
Ele sempre fez parte dos planos de Deus, pois o homem não foi criado para viver sozinho. No interior de cada um, há o interesse pela vida conjugal, porque os seres humanos precisam relacionar-se entre eles. Contudo, o pecado e as conseqüências da queda trouxeram à humanidade uma série de fatores que atingem a vida conjgal a ponto de desfazê-la. Ao agirem na alma humana, os sentimentos de culpa, inferioridade, abandono, desconfiança e baixa auto-estima, costumam levar graves problemas aos relacionamentos.

Após a queda do homem, a comunhão com Deus tornou-se enfraquecida pelo medo, de modo que se escondeu do Criador. Não houve mais interesse em amnter a comunicação. Seu interior ficou fechado pelo receio da condenação e de ser desprezado.

Os olhos de Adão estavam voltados para si mesmo e ele viu que estava nu, por isso usou folhas de figueira para cobrir-se. O temor de ser reconhecido e a tentativa de esconder-se têm marcado a humanidade desde então. Muita gente passa a vida inteira tentando cobrir-se. Folhas de figueira não são a resposta.
O acróstico a seguir foi concedido por uma querida irmã,
 [fig leaf significa Folha de figueira, em inglês]:

Fear  (medo)                                          
Insecurity  (insegurança)                     
Guilty  (culpa)                                       

Loneliness  (solidão) 
Exile  (exílio) 
Anxiety  (ansiedade)
Frustration  (frustração)                                                          

O verso descreve claramente a pessoa que teme vínculos afetivos. A aproximação com alguém assim é difícil, porque pode haver comunicação e entendimento verdadeiros. O indivíduo cria uma fachada que não permite aprofundar o conhecimento.

Com o casamento, é possível tirar a máscara e permitir que as pessoas conheçam suas verdadeiras personalidades. Acredito que todos os indivíduos realmente desejam ser autênticos, mas o receio de serem rejeitados leva-os a esconder os sentimentos mais íntimos. Ao tomar a decisão de começar a vida conjugal, ele está disposto a enfrentar a si mesmo e aos seus problemas. Por meio desse vínculo, permite, afinal, que Deus o conduza à maturidade e à autonomia de viver:

A carência de amor não significa necessiadade de se casar. A possibilidade de ser desprezado é o componente mais desencorajador em um relacionamento conjugal.
Por exemplo, a jovem que foi rejeitada pelo pai deve preparar-se para lutar contra a auto-imagem negativa, a qual trará temor de deixar que alguém a conheça melhor. Visto não ter recebido amor e aceitação do pai, ela desejará saber se poderá realmente ser amada por outra pessoa. O pensamento de se casar será uma grande dúvida que sempre irá deixá-la amendrontada. O medo de não conseguir agradar ao marido irá levá-la a se afastar de um envolvimento mais sério. Tem dúvidas quanto a seu corpo ser aceitável pelo esposo e também se pode realmente ser sincera e se comunicar. Questiona, ainda, se será realmente amada, na possibilidade de um homem passar a conhecê-la melhor. A dificuldade por desprezar a si mesma pode criar um problema nos preparativos para o casamento.

Antes do matrimônio, a jovem deve traabalhar essas áreas, sendo curada e estabelecendo comunicação com seu pai terreno. É uma boa preparação para a vida conjugal viver integralmente a condição de filha antes de se tornar esposa. Faça o possível para receber o afeto paterno; caso isso não aconteça, permita-se receber a cura mediante o amor do Pai Celestial.

Ao se casar, o homem precisa estar consciente das necessidades básicas da esposa. Ele deve familiarizar-se com a história da vida dela, fato que irá mantê-lo informado sobre as suas verdadeiras necessidades. Se a mulher foi rejeitada quando menina, necessitará de grande segurança e comunicação no casamento. O esposo pode ter um papel importante no sentido de ministrar-lhe restauração emocional. Ele deve amá-la como o Senhor amou a Igreja e Se deu por ela. Nessa situação, o marido deve fazer tudo para transmitir estabilidade na vida a dois, ainda que, para isso, seja preciso caminhar a segunda milha (Mt 5. 41).

Se for casado com a mulher que tenha sofrido rejeição durante as fases de infância e adolescência, não desanime nas horas qm que ela tiver medo e retraimento. Deus renovará suas forças para que você transmita a ela afeição e acolhimento. A esposa precisa saber de seu amor constantemente, não apenas na cama de casal. Assim terá a segurança de ser amada, mesmo fora das relações sexuais. Seja sempres sensível às suas necessidades.

Se ela tiver a auto-imagem negativa, faça tudo para erguê-la. Preste atenção naquilo que sua esposa faz bem e realce os pontos ais significativos de seu caráter. Dessa forma, ela retribuirá seu amor. Nunca seja crítico, a não ser com uma boa finalidade, para não parecer uma atitude de rejeição. Se quiser dar sugestões para que ela melhore, sempre o faça em particular e com espírito de mansidão. Tenha cuidado para nunca lhe demonstrar desprezo, pois, com isso, ela irá voltar-se para si mesma e para seus antigos medos. Edifique sua vida conjugal a cada dia e fortifique-a de modo coisa alguma possa destruí-la. Desse modo, você terá uma esposa amorosa e inteiramente dedicada. No caso de alguns temores surgirem, esteja ao lado dela neses momentos. Sua presença e compreensão poderão ajudá-la a libertar-se dos sentimentos ameaçadores. Não a pressione nem a critique; deixe Jesus trabalhar em cada situação. Dê seu completo apoio e orem juntos. Permaneçam unidos até a vitória completa.
Um homem deve realmente amar sua esposa assim como se ama, mas de maneira saudável. Sem amor próprio o indivíduo não pode dar afeto à esposa, pois terá a tendência de tratá-la da mesma forma como faz consigo. A auto-rejeição ou o ódio dele mesmo disseminará um elemento de morte no casamento. Se o marido nutrir desprezo e ódio por si próprio, agirá de modo semelhante com a mulher. O esposo irá tratá-la exatamente como ele cuida de si mesmo, o que pode ser uma pressão insuportável na vida conjugal. Se ela sofrer de auto-estima baixa, também piorará a questão. Portanto, é necessário que a pessoa tenha boa auto-imagem, para que seja capaz de amar o cônjuge adequadamente.

Quando o amor vem de Deus, ele é responsável e constante. Apesar dos problemas ou de qualquer outra circunstância, o amor é sofredor, disposto a ceder o que for necessário para o bem estar do próximo. As Escrituras dizem: Vós, maridos amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela (Ef 5. 25).
Eis o exemplo de renúncia e compromisso - Ele deu a Si mesmo até a morte, sem nunca desistir.

Próxima postagem: 
A CURA DO HOMEM NO RELACIONAMENTO CONJUGAL.

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

FERIDO E CURADO


Jesus foi intensamente ferido. Assim que a serpente O reconheceu como a semente prometida à mulher
(Gen 3. 15), ela perseguiu o Filho do Homem de todas as maneiras possíveis. Estava determinada a ferir-lhe a cabeça, não Seu calcanhar.

Ele foi rejeitado desde o princípio. Nasceu em uma manjedoura, entre animais, e foi colocado onde eles se alimentavam. Era apenas uma criancinha para enfrentar um mundo hostil. O profeta Isaías escreveu: 
Porque foi subindo como renovo perante ele como raiz de uma terra seca
Is. 53. 2a
A descrição desse cenário árido mostra adequadamente a condição da humanidade em relação ao Filho do Homem: não havia lugar para o Unigênito de Deus.

Quando estava com quase um ano de idade, Sua vida foi ameaçada por um rei iníquo, e Seus pais tiveram que fugir do país. Depois da morte do rei, Maria, José e o menino Jesus retornaram à sua terra natal, mas com muita precaução, temendo as autoridades. O Messias foi criado em uma cidade pobre e desprezada. Seu pai terreno era carpinteiro, e foi assim que aprendeu um ofício. As responsabilidades de família caíram sobre Ele após a morte de José e, por esse motivo continuou a trabalhar naquela profissão para ganhar o pão com o suor do rosto. Precisava cuidar de Sua mãe e dos irmãos mais novos até que crescessem. A existência sempre Lhe fora muito difícil desde a manjedoura.

Parecia que a serpente estava esperando para ver as atitudes de Cristo; talvez, ela estivesse enganada e aquele não fosse o Filho de Deus. Um dia, toda dúvida desapareceu quando Ele dirigiu-Se ao rio Jordão e foi batizado. Quando saiu da água, uma voz do Céu disse: 
Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
 Mt 3. 17b

O prazer do Pai era a única coisa que Ele tinha; a motivação de Sua vida. Demônios eram expulsos, e as pessoas, libertadas. Os doentes recebiam a cura, os aleijados andavam, e os cegos viam, pois Deus tinha aparecido para Seu povo.

Após o batismo, Ele retornou a Nazaré, entrou na sinagoga, tomou o Livro e leu ao povo: 
O Espírito do Senhor está sobre mim, pois me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.
Lc 4. 18,19

Declarou-se a guerra ao inimigo da humanidade, porque Ele veio para libertar os feridos. Deveria, pois, sofrer por isso. Portanto, não foi bem recebido; nem Sua cidade natal acreditava nEle. Os líderes religiosos ficaram com inveja e, três anos depois, exigiram Sua morte. Em troca do bem que Ele fez, recebeu blasfêmias:
Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios.
Mt 12. 24b
O Salvador foi interrogado e sofreu menosprezo, não teve onde reclinar a cabeça. Finalmente, a pressão tornou-se tão grande a ponto de um dos Seus discípulos concordar em entregá-lO nas mãos dos inimigos. Julgado diante de muitos acusadores, Ele foi espancado e humilhado. O ódio e o desprezo humanos caíram sobre o Rei dos reis. Finalmente, quando estava pendurado na cruz, no momento da morte, olhou pra um dos acusadores que O repudiavam e lhe perdoou. Para completar, ao morrer experimentou a "rejeição" de Seu Pai. O profeta Isaías havia declarado:
  Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos[...] moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pela suas pisaduras, fomos sarados.
Is 53. 3,5

Jesus Cristo suportou padecimentos para que pudéssemos ser libertos. Teve muitas aflições, mas deu a paz, e foi pisado com a finalidade de proporcionar-nos a cura. Ele não sofreu por Si mesmo, mas por toda a humanidade - pelos que choram, para
que se lhes dê uma coroa em vez de cinza, óleo de alegria, em vez de pranto, vestes de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR, para a sua glória.
Is 61. 3

Na vida daqueles que tiveram a existência reduzida a cinzas por Satanás, o Senhor é capaz de recriar a beleza; para os que choram, Ele dará óleo de regozijo, e a todos os deprimidos e derrotados o Salvador pode dar um manto de louvor. Essas são as provisões do Todo-Poderoso em favor do abandonado , ferido e doente. Você também pode receber a cura, meu querido (a) leitor (a).

Ele foi rejeitado em nosso benefício. Receba  hoje a cura, mas primeiro, perdoe àqueles que o repeliram. Cite o nome deles diante de Deus e anistie cada um por cada ato praticado contra você. Seja específico, deixe o Espírito Santo revelar a injustiça. Ore assim: "Sonda-me, ó Deus[...] E vê se há em mim algum caminho de dor" (Sl 139. 23,24 - paráfrase). À medida que o Espírito Santo trouxer à memória essas lembranças, siga o princípio bíblico:
Soltai, e soltar-vos-ão.
Lc 6. 37b
Quando alguém libera, por meio do perdão, todas as pessoas que o machucaram, recebe do Altíssimo a libertação da dor. Repetindo: Seja específico e dê ao Pai tempo para trabalhar nessas áreas de sua alma. Ele é capaz de sarar cada ferida, até mesmo as mais profundas.

Segundo, lembre-se de que o Filho do Homem suportou que era seu para que você pudesse ser livre. As Escrituras dizem:
Porque o SENHOR te chamou como a uma mulher desamparada e triste de espírito; como a uma mulher da mocidade, que é desprezada, diz o teu Deus.  
Is 54. 6
O Altíssimo promete: Porque restaurarei a tua saúde e sararei as tuas chagas, diz o SENHOR; pois te chamam a enjeitada, dizendo [...] por quem ninguém pergunta.
Jr 30. 17
Transfira todo o desprezo recebido para Ele, que pode dar-lhe a cura.

Terceiro, aceite o amor de Deus em sua vida. Saiba que fomos aceitos no Amado (Ef 1. 6), que não nos rejeita. Não temos de conquistar Seu amor nem precisamos ser "bonzinhos", porque o Senhor nos ama apenas pelo que somos. Jesus Se comprometeu com a humanidade ferida. O Criador entregou Seu Filho, como nos dará também com ele todas as coisas ? (Rm 8. 32b). Você foi aceito, e o Pai irá acolhê-lo sempre. Vá até o Soberano, receba Seu amor e O ame. O Salvador nos remiu para ter comunhão conosco. Portanto, abra o seu coração e conte-Lhe os seus segredos. Lembre-se: Ele se preocupa com sua vida.

Quarto, perdoe-se e aceite-se. Esqueça todas as mentiras de Satanás, nas quais você acreditou. Quando uma pessoa passa a ser nova criatura, por intermédio de Cristo, ela se torna obra das mãos de Deus, e Ele é capaz de moldá-la segundo a Sua vontade. Deixe o Criador trabalhar. Anule a baixa auto-estima; chega de se odiar por todos os seus erros e suas imperfeições. Tire as mãos da propriedade do Altíssimo, pois Ele quer transformá-lo em Seu filho. Pare de lutar e tenha paciência: " Ele obterá beleza das cinzas". O Todo-Poderoso irá vestí-lo com Sua justiça, de modo que possa dizer:
Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegra no meu Deus, porque me vestiu de vestes de salvação, me cobriu com o manto de justiça, como um noivo que se adorna com atavios e como noiva que se enfeita com as suas jóias.
Is 61. 10
Alegre-se no Senhor e seja paciente.
O Pai celestial ainda não terminou Sua obra.



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