segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

LONGANIMIDADE: Misericórdia de Deus!



LONGANIMIDADE


O termo grego para "longanimidade" é makrothumia, que traz a idéia de "paciência" em sua forma adjetiva, o que indica a qualidade de alguém que é tolerante por natureza.


No conceito rabínico, muitas vezes a palavra "longanimidade" era tomada para indicar "extensão" - especial­mente quando se referia à misericórdia de Deus para com o seu povo: "Jeová, o Senhor, Deus misericordioso e piedoso,
 tardio em iras
 e grande em beneficência e verda­de"
 Êx 34.6

 A longanimidade consiste em "su­portar as fragilidades e provocações alheias, com base na consideração de que Deus se tem mostrado extremamen­te paciente conosco; pois, se Deus não tivesse agido assim, teríamos sido imediatamente consumidos:
 supor­tando igualmente todas as tribulações e rebeldias; submetendo-nos alegremente a cada dispensão da providên­cia de Deus, e assim derivando benefícios de cada ocor­rência".

Deus é o exemplo supremo que devemos seguir. Sua misericórdia abarca a todos os seres humanos, e ninguém é tido por merecedor dela. 
Assim "as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim"
 Lm 3.22

A misericórdia sempre mitiga e condiciona a justiça, assim como a caridade abranda o furor do direito legal. Não existe tal coisa como a justiça crua, despida de misericórdia. Esta a razão de Cristo ter declarado:
"Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia"
 Mt 5.7


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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

PAZ: Fruto criado por Cristo!



 PAZ


Várias passagens das Escrituras apresentam o Senhor como "varão de guerra"
 cf. Êx 15.3; Sl 24.8 
mas Ele é também chamado "o Deus de paz" 
Rm 15.33; 2 Co 13.11

A guerra tira a paz. No campo espiritual, entretanto, esta é função do pecado. 
Ele tira a paz do coração - para com Deus, os outros homens, o próprio ser e a própria consciência. 
Porém, com o perdão dos pecados, esta vir­tude é implantada no coração.
O fruto "paz" foi criado por Cristo,
 e é implantado no salvo pelo Espírito Santo.

•   Cristo é a nossa paz
 Ef 2.14

•   Cristo evangelizou a paz
 Ef 2.17

•   Em Cristo, Deus e o homem se encontram em paz 
Ef 2.15

•   Em Cristo, o crente desfruta a paz 
Jo 14.17; 16.33


A paz envolve muito mais do que a tranqüilidade íntima que prevalece a despeito das tempestades exter­nas. Trata-se de uma qualidade produzida em nosso espí­rito. A verdadeira paz tende à tranqüilidade de consciên­cia. A paz opõe-se ao ódio, à desavença, à contenda, à inveja, à chantagem psicológica, aos excessos e coisas semelhantes.

Este fruto do Espírito guarda a alma do desespero, a aflição e da desconfiança, conforme escreve Paulo: 
"E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações
 e os vossos sentimentos em Cristo Jesus" 
Fp 4.7

Cristo, é, portanto, o Rei de Salém - que é rei de paz, à semelhança de Melquisedeque, que "pri­meiramente é, por interpretação, rei de justiça e depois também rei de Salém, que é rei de paz"
 Hb 7.2



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domingo, 2 de fevereiro de 2014

ALEGRIA: A felicidade que o cristão desfruta no Espírito Santo!






 ALEGRIA

Algumas versões da Bíblia traduzem "gozo" por "ale­gria", sendo esta a felicidade que o crente desfruta no Espírito Santo.
O termo grego aqui é chara. O termo charis, traduzi­do em português por "graça", vem da mesma raiz. Charis, a partir de Homero, passou a significar "aquilo que pro­move bem-estar entre os homens".



Definição

O substantivo charma traz a idéia de "encanto", de onde provém "charme" - aquilo que é for­moso ou atraente. Como atributo do Espírito Santo, a alegria é uma qualidade implantada na alma que teve um encontro com o "Deus de toda graça", e visa uma vida de rogozijo e de agradecimento no Senhor. Paulo recomen­da aos cristãos filipenses que sejam agradecidos e cheios de regozijo: "Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos" (Fp 4.4).



 Alegria, fruto do louvor 

"Está alguém contente? Cante louvores" 
Tg 5.13 

"A alegria envolve pensa­mentos suaves sobre Cristo, hinos e salmos melodiosos, louvores e ação de graças, com que os cristãos se instru­em, inspiram e refrigeram a si mesmos. Deus não aprecia a dúvida e o desânimo. Também abomina as palavras que ferem, ou pensamentos melancólicos e tristonhos".
O desejo de Deus é ver seus filhos cantando "com graça no coração" (cf. Cl 3.16). Nas Escrituras, a alegria trazia força e até saúde ao povo de Deus: "Ide, e comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque esse dia é consa­grado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força" 
Ne 8.10

"O coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos" 
Pv 17.22

O anjo do Senhor bradou dos céus: "Não temais, por­que eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo" (Lc 2.10). A alegria cristã, portanto, não é uma emoção artificial. Antes, é uma ação do Espí­rito Santo no coração humano, para que este venha a conhecer que o Senhor Deus está no seu trono, e que tudo neste mundo submete-se ao seu controle, até mesmo onde a experiência pessoal está envolvida.
Esta ação poderosa do Espírito Santo em nossas vidas é inspiradora, dando-nos esperança e confiança e enchendo-nos de coragem para avançar na direção em que formos enviados. Este foi, sem dúvida, o grande sucesso da Igreja Primitiva. Os cristãos estavam cheios de ale­gria, e por este motivo
 "em todos eles havia abundante graça" 
At 2.46; 4.33


Alegria, fruto da glorificação

 A alegria faz parte da esfera central do Reino de Deus que
 "não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens" 
Rm 14.17,18

A tristeza somente é benéfica quando vem de Deus para produzir arrependimento e, depois, edificação:
 "Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende..." 
2 Co 7.10

Portanto o gozo, como fruto do Espírito, é a alegria implantada pelo Senhor Jesus no coração e na expres­são de nossa vida para com nós mesmos e nossos semelhantes. Ele disse:
 "A vossa alegria, ninguém vo-la tirará" 
Jo 16.22



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