domingo, 17 de fevereiro de 2013

O DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS - FINAL





O DOM DE DISCERNIMENTO E A PALAVRA DA SABEDORIA ALGUMAS VEZES SE SOBREPÕEM?
Nenhum dom deve ser confundido com outro. 
Os dons são separados e distintos, como eram as velas sobre o castiçal de ouro no Tabernáculo.
Uma vela poderia ser acesa, e as outras, deixadas sem luz. A luz de uma vela não afetava de modo algum  a outra, mas, quando duas ou mais estavam queimando, a luz que era dada se combinava, embora as velas estivessem separadas. Se tivermos dois dons em manifestação, a palavra da sabedoria e o discernimento de espíritos, esses dois dons podem operar, é claro, simultaneamente. Se nós, por exemplo, pegarmos duas velas do castiçal e colocarmos seus pavios juntos, haverá apenas uma chama, mas essa chama única veio de duas fontes. A fim de definir todos os dons, estamos separando-os um por um.

AS PESSOAS QUE TÊM O DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS TÊM O PODER DE EXPULSAR DEMÔNIOS?
Alguém pode ter o discernimento de espíritos sem o poder de expulsar demônios. Os dois são separados e distintos. Após ter discernido a presença de um espírito, a pessoa que não tinha o poder de expulsar o demônio poderia chamar outra que tivesse a fé para expulsá-lo. O que é de uma esfera de ministério não inclui a cobertura de outra. Tudo isso nos faz perceber o quão dependentes somos uns dos outros. Se temos o dom de discernimento de espíritos e o poder de expulsá-los, então estamos em uma situação feliz.

É POSSÍVEL UM HOMEM TER TODOS OS DONS?
Não se tem registro bíblico que algum dos apóstolos tenha tido todos os dons espirituais, mas
é certo que o Senhor Jesus (homem sem pecado) não recebeu o Espírito Santo por medida (Jo 3. 34); contudo, todos os dons do Espírito lhe foi concedido pelo Pai logo após ter vencido a tentação no deserto, o que O capacitou a fazer a obra de Deus na Terra (Lc 4. 16-18) .

SE TIVERMOS O DOM DO DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS, ESTAMOS SUJEITOS A NOS TORNARMOS CRÍTICOS SE NÃO FORMOS CUIDADOSOS?
Se uma pessoa tiver o dom verdadeiro de discernimento de espíritos, ela não será crítica porque o que é revelado é de Deus e não vem da mente natural do homem. O dom é um dom do Espírito Santo. As pessoas que são críticas, muitas vezes, acham que na realidade, não é mais associado à faculdade crítica do que os dons de cura são ligados à profissão médica; ou o falar em línguas com o aprendizado de idiomas. Podemos também perguntar se a pessoa que fala em línguas eventualmente irá tornar-se crítica. As duas não têm nada em comum.

CADA REVELAÇÃO POR MEIO DESSE DOM É PARA TODA A IGREJA OU APENAS A ASSEMBLEIA LOCAL?
Pode ser para toda a Igreja, para a comunidade local ou para o bem de algum indivíduo. 
Se uma pessoa teve o discernimento de espíritos, e houver alguém possesso por espíritos maus, o dom naquela situação é usado para o bem e a bênção da pessoa aflita. O Senhor Jesus passou a noite em oração quando Se propôs a escolher, a partir daqueles que O seguiam, os 12 para estarem com Ele. Foi sem dúvida durante aquela noite que o dom de discernimento de espíritos entrou em operação. Ele escolheu aqueles que mais se ajustavam à Sua obra., e não nos esqueceremos de que Ele escolheu um que era possuído por um demônio: 
Não vos escolhi a vós os doze? E um de vós é um diabo (Jo 6. 70b,c).

SATANÁS, PORÉM, ENTROU EM JUDAS APENAS NO FIM (Lc 22. 3)?
Evidentemente, Jesus viu que ele tinha aquela disposição a qual cederia à força satânica (Jo 13. 21), assim como Ele percebeu que Pedro, embora impetuoso tinha algo que eventualmente se tornaria uma rocha na sua natureza; por isso, Ele apropriadamente mudou seu nome (Mt 16. 18).

POR QUE HÁ MAIS FORÇAS DEMONÍACAS EM PAÍSES PAGÃOS DO QUE EM OUTROS?
Sem dúvida, por causa da idolatria. 
Não devemos negligenciar o fato de que, em alguns países, as pessoas na realidade adoram o diabo. A adoração de ídolos tem força demoníaca geralmente associada a ela. De novo, eles são mais desejosos de se entregarem para os espíritos maus do que outros povos. O espírito e o poder do cristianismo têm expulsado a força e a influência do demônio, até certo ponto, desses países.

A ATITUDE DA POPULAÇÃO COM RESPEITO A DEUS NÃO É DIFERENTE DA DOS PAÍSES PAGÃOS?
O homem não convertido no seu coração é o mesmo em todos os lugares e, em países europeus, seguidores do espiritismo tornam-se possessos por espíritos imundos da mesma forma que os pagãos não convertidos, de tal modo que temos possessão demoníaca na Europa e América. Essa manifestação diabólica, sem dúvida, está crescendo. Falando de um modo geral, a influência do cristianismo será para o bem de um homem não convertido da mesma forma que a influência do demônio será para o mal da pessoa comum em países pagãos.

A POSSESSÃO DEMONÍACA NÃO É ÓBVIA PARA TODOS?
Não. 
Há alguns anos, em uma convenção, estava presente um homem conhecido pela sua piedade. Todos concordavam que ele era um extraordinário homem, bom e santo, e era muitas vezes escolhido como exemplo de cristão piedoso. O pregador tinha plena convicção de que o homem estava possuído pelo demônio e de que sua aparente piedade não vinha do Senhor, mas de Satanás. Ele disse a alguém na congregação: "Aquele homem se trairá em breve" e , então, levantou-se para falar, mas, antes que ele tivesse pregado por quatro minutos , o homem ao qual ele se referia estava espumejando, sob a força de demônio, e teve de ser retirado da reunião.

ESSE PREGADOR TEVE O DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS OU A PALAVRA DE SABEDORIA?
Não poderia ser a palavra de sabedoria porque esse dom é a revelação da vontade e do propósito de Deus. O Senhor evidentemente mostrou ao pregador que o homem estava possesso de um espírito imundo que enganava e gostava de ser considerado piedoso.

AS VISÕES DO ANTIGO TESTAMENTO, ASSIM COMO AS DO NOVO, SÃO EXEMPLOS DO DOM DE DISCERNIMENTO?
Evidentemente, todas as visões podem ser incluídas no dom de discernimento de espíritos.

DISCERNIR, ENTÃO, DEVE SER MAIS DO QUE DISCERNIR A PRESENÇA DE ESPÍRITOS; É PRECISO JULGAR SE ELES SÃO MAUS OU BONS ESPÍRITOS, SE SÃO DE DEUS OU DE SATANÁS?
Sim, é o que parece. Se os espíritos fossem vistos sem que alguém tivesse revelação de sua natureza, as revelações do outro mundo seriam muito perplexas.
O dom de discernimento tem o sentido de discriminação associado a ele, de forma que a pessoa possa conhecer o que é mau a partir do que é bom.

DEVEMOS ORAR ESPECIALMENTE PARA O DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS?
Não, a menos que haja uma necessidade especial. 
Somos exortados a procurar com zelo os melhores dons (I Co 12. 31), e podemos repousar seguros, crendo que o Senhor concederá aqueles dons, os quais provarão ser mais úteis no Seu serviço.

O discernimento de espíritos, entretanto, é um dom extraordinário, visto que dá uma revelação do estado espiritual, abrindo os olhos espirituais das pessoas para um outro mundo, uma esfera da qual não poderíamos ter uma concepção naturalmente. Ele pode revelar similitude do próprio Deus, ou o Cristo ressuscitado, exaltado e entronizado; ele pode revelar o Espírito Santo na Sua natureza impessoal, queimando com sete velas sagradas diante do trono. Ele pode desvendar o querubim e serafim na sua incessante adoração do Senhor e para o serviço dEle, assim como os arcanjos e os inumeráveis seres celestiais que habitem nas regiões elevadas.

Outro campo também é aberto para ver como ocasião pode ser apropriada, quando Satanás e suas hostes - com todas as suas astúcias e intrigas - são vistos.

Mais uma vez, essa visão, ou "compreensão clara", pode desnudar o espírito do homem, revelando o puro e sincero, ou o astucioso e hipócrita. Pode descobrir força um "Pedro", sobre o qual uma obra pode ser construída, ou um vacilante tipo de natureza fraca e incrédula.

O telescópio pode revelar as galáxias, e o microscópio, os mistérios do minúsculo, mas somente o discernimento de espíritos pode levar-nos ao conhecimento do mundo espiritual. Esse dom vai inspirar a Igreja, assim como salvaguardá-la do mau, e a habilitará a escolher o melhor dos homens para o seu ministério.


Vamos orar para que essa visão sagrada das coisas espirituais 
seja distribuída entre os servos de Deus 
da forma que o Senhor achar que contribuirá para 
Sua glória e avanço da Sua obra na Terra.   


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Perguntas e Respostas

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS - Parte 2



HÁ MAIS EXEMPLOS DO DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS?
Há muitos. Foi por esse dom que Eliseu confortou seu servo, o qual havia ficado alarmado quando o monte ficou cercado pelo exército sírio. Eliseu orou para que o Altíssimo abrisse os olhos do jovem, e estes viram os cavalos celestiais e carros de fogo (II Rs 6. 17).
Isaías também, quando estava no templo, no ano em que o rei Urias morreu, teve a visão do Senhor: Eu vi ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo (Is 6. 1b).

COMO ESSE DOM PODE SER USADO?
Para discernir se a força do demônio é a origem de alguma doença particular ou aflição.
Pode ser usado também para ajudar a escolher obreiros puros e sinceros para a obra do Senhor, e também para manter a Igreja livre de seus enganadores.

QUE BENEFÍCIO ESSE DOM CONCEDE ÀQUELE QUE POSSUI?
O dom é, para aquele que o possui, fonte de grande conforto é inspiração. Como todos os outros dons do Espírito Santo, o dom glorifica o Senhor, que o concede, e nos dá a alegria que vem de cooperarmos com o Pai na Sua obra, no poder que Ele próprio supriu.

ESSE DOM, ENTÃO, NÃO É DADO PARA NENHUM PROPÓSITO MUITO GRANDE E EXCEPCIONAL?
Relativamente falando, não. Não é um dos dons principais; pelo menos não vem no início da categoria dos nove dons, mas é, na realidade, o sétimo da lista, e o menor dos três dons de revelação.
De outro ponto de vista, diríamos que cada manifestação verdadeira do Espírito é valiosa e deve ser desejada e exercitada.

DEVEMOS, ENTÃO, ESPERAR ENCONTRAR ESSE DOM MUITO MAIS EM OPERAÇÃO DO QUE A PALAVRA DA SABEDORIA E A PALAVRA DE CONHECIMENTO?
De fato, é isso, pois vemos que um grande número de pessoas de Deus tem visões dEle próprio, mas poucos têm revelações do propósito divino.

PARA A ESCOLHA DE TRABALHADORES, E NO CASO DE DOENÇA, DEUS PODE DAR A PALAVRA DE CONHECIMENTO EM VEZ DO DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS?
A palavra de conhecimento concede à pessoa uma revelação de qualquer coisa que possa ser classificada como existente ou que tenha existido. Então, o fato de um espírito possuir um corpo poderia ser revelado por esse dom, mas a pessoa a saber disso não teria nenhuma visão do espírito, ela não o "discerniria". Pelo discernimento de espíritos, vemos além da esfera para a qual fomos criados, já que somos seres naturais. Somente pela revelação do Espírito Santo, podemos perceber os seres que vivem no mundo espiritual.

NA MAIORIA DESSES EXEMPLOS BÍBLICOS AOS QUAIS NOS REFERIMOS, ALGUMAS VISÕES MARAVILHOSAS FORAM DADAS. 
DEVEMOS ESPERAR ALGO SIMILAR?
A fim de respondermos a essa pergunta, chamaremos a atenção para o fato de que, no discernimento (ou visão) de espíritos, devemos certamente ver algo para que o dom funcione. Ser esclarecido sobre espíritos sem vê-los constituiria uma manifestação da palavra de conhecimento.

ENTÃO, SE NUNCA "VIMOS" ALGO, NÃO SE PODE DIZER QUE POSSUÍMOS O DOM. NO ENTANTO, SE VIRMOS, TEREMOS TAMBÉM O PODER DE JULGAR?
Exatamente. Esse dom, para que seja designado, deve ser, falando de modo geral, a visão e o discernimento de um espírito.

PODERIA ILUSTRAR ESSE PONTO?
Certamente. Daremos um exemplo moderno. Havia uma irmã em Londres que tinha esse dom, Ela viu o Senhor em diversas ocasiões. Uma vez, um rosto apareceu diante dela, a face graciosa de uma pessoa que estava sorrindo como se procurasse a amizade dela. Ela olhou, questionando-se para aquela face sorridente, e disse por fim: "O Senhor não é o meu Senhor!". Ela havia "discernido" co um verdadeiro julgamento espiritual que a face não era a do Senhor. Imediatamente,  o sorriso se transformou em uma terrível expressão carrancuda, e o olhar era tão horrível, que a assustou. Quando ela clamou pela ajuda do Altíssimo, aquele rosto foi embora, e o Senhor apareceu. Essa irmã, por uma intuição espiritual, que chamarmos de "discernimento de espíritos", soube e julgou que a primeira visão não era a do seu Senhor. 

LEMOS NO SALMO 68. 18a: TU SUBISTE AO ALTO, LEVASTE CATIVO O CATIVEIRO, RECEBESTE DONS PARA OS HOMENS. ESSE É UM DOS DONS?
Os citados dons que Ele recebeu para os homens são, na realidade, os dons de ministério. Há cinco deles: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. (Ef 4. 11).

PAULO TEVE ESSE DOM QUANDO ESTAVA A CAMINHO DE DAMASCO?
FOI UMA OPERAÇÃO DO DOM QUE O LEVOU À CONVERSÃO?
Dificilmente poderia ser um dom do Espírito operando por intermédio dele naquele momento, pois ele não tinha recebido o Espírito Santo. Ananias foi enviado mais tarde para impor suas mãos sobre ele e dizer: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo ( At 9. 17b). Essa manifestação era imposta sobre o apóstolo a fim de que ele pudesse ser levado para o Senhor. Não constituiria um dom, mas seria uma demonstração do poder de Deus. A fim de que se constituas um dom, a manifestação deve ser dada para ou por intermédio de um indivíduo cheio do Espírito. Para ilustrar esse ponto, o Senhor feriu Herodes, e ele morreu; esse foi um julgamento direto. Por outro  lado, o Todo-Poderoso feriu Ananias, e ele morreu, mas o julgamento, nesse caso, veio por intermédio de Pedro, como o canal humano. Essa foi a manifestação de um dom. Pedro possuía o poder e o exerceu. 

SE NOS UNIRMOS EM ORAÇÃO POR UMA PESSOA DOENTE E DISCERNIMOS UM CASO DE POSSESSÃO DEMONÍACA, DEVEMOS ORAR POR ELA E UNGÍ-LA COM AZEITE, COMO DESCRITO EM TIAGO 5. 14?
Se for claramente discernido que a pessoa afligida estava possessa por um espírito mau, e que a expulsão do espírito mau resultará na libertação, então a pessoa deve orar para que o espírito imundo seja expulso.

NESSE CASO, É PRECISO IMPOR AS MÃOS?
Isso não importa absolutamente. Um espírito imundo não é comunicado pelo toque, nem o espírito é expulso por um toque. A imposição de mãos não tem nada a ver com a expulsão dos espíritos imundos. O Senhor expulsa os espíritos com a Palavra.



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O DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS 
FINAL

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS - Perguntas e Respostas



QUAL A POSIÇÃO QUE O DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS OCUPARIA NA CATEGORIA DE DONS ESPIRITUAIS?
É o terceiro e último dom de revelação.

QUAIS SÃO OS OUTROS DOIS DONS DE REVELAÇÃO?
A palavra de sabedoria, que nos dá a revelação da mente e do propósito de Deus, e a palavra de conhecimento a qual nos dá a revelação de coisas que são ou foram.

QUAL REVELAÇÃO O DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS NOS DÁ?
O discernimento de espíritos nos dá uma visão do mundo espiritual.

O DOM LIDA SOMENTE COM ESPÍRITOS MAUS?
Não. Seria bom declarar de uma vez que esse dom não é discernimento de espíritos maus somente, mas discernimento de todos os espíritos, bons e maus. A habilidade de ver a presença ou a atividade de um ser espiritual somente pode vir por meio de uma revelação concedida pelo Altíssimo por intermédio do Espírito Santo.

TODA AS AS VISÕES ESTÃO INCLUÍDAS NESSE DOM?
Sem dúvida, todas as visões que são de Deus são manifestações desse dom. Está bem que mais em operação do que se supõe geralmente. Não vamos, de modo algum confundir as revelações desse dom com ilusões de uma mente perturbada ou com o delírio de um bêbado. O discernimento de espíritos é uma manifestação do Espírito Santo, uma visão dada por Deus, e, como tal, o dom é inatingível pela mente natural.

O DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS INCLUI O PENSAMENTO DE JULGAR ESPÍRITOS?
Certamente. Se alguém puder ver o mundo espiritual, terá uma compreensão clara das questões espirituais e será capaz de discernir as forças que incitaram certas ações. Ele julgará da maneira devida.

DE QUE MODO O DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS DIFERE DE UM JULGAMENTO NATURAL - A HABILIDADE DE UMA PESSOA DE ESTIMAR AS QUALIDADES DE OUTRA -  OU DA PSICANÁLISE?
O dom difere do julgamento natural por ser sobrenatural, um dom do Espírito Santo. Com relação à outra parte da pergunta, vamos dizer que qualquer coisa que diz respeito a Psicologia não é do Espírito Santo - e não é, portanto, de nenhuma forma ligada a esse dom do Espírito.

ENTÃO, O DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS, NÃO É UMA FACULDADE CRÍTICA NATURAL SANTIFICADA PARA O SERVIÇO DE DEUS?
Decididamente não. Há um grande abismo estabelecido entre os dons naturais encontrados igualmente em incrédulos e convertidos e os dons do Espírito Santo.

O DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS NÃO É, ENTÃO, MERAMENTE A SUPOSTA HABILIDADE DE DESCOBRIR "FORÇA DEMONÍACA" NAS PESSOAS, NAS REUNIÕES ETC.?
Há aqueles que têm, talvez, inconscientemente, criticado seus irmãos e acreditado que eles estão manifestando esse dom quando eles supostamente descobriram uma "força demoníaca" em quase todas as reuniões em que entraram. Eles professam ver forças demoníacas nos cultos, influências demoníacas movendo o orador. Eles têm considerado toda falta de bênção como força demoníaca somente; além disso, não têm visto nada pelo suposto exercício do dom, exceto o que tem sido mau. Poderia ser sugerido que tal dom não foi o discernimento de espíritos, mas o "discernimento dos demônios".

NÃO É BÍBLICO, ENTÃO VER SOMENTE ESPÍRITOS MAUS?
O dom que pode capacitar a discernir a presença de uma força satânica naturalmente habilitará a pessoa a discernir a de um anjo ou algum outro ser celestial também.

COMO DEVEMOS DISCERNIR O DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS?
Podemos dizer que o discernimento de espíritos é um dom do Espírito Santo pelo qual o possuidor está capacitado a ver dentro do mundo espiritual. Com essa compreensão clara, ele pode discernir a semelhança de Deus, do Cristo ressuscitado, do Espírito Santo, do querubim, do serafim, dos arcanjos, dos anjos, ou de Satanás e suas legiões.

ESSE DOM TEM ALGUM USO ADICIONAL?
Sem dúvida, o discernimento de espíritos dará a compreensão clara da disposição das pessoas, de suas tendência boas ou más. Pode também revelar a presença de força demoníaca possuindo ou oprimindo alguém.

ESSE DOM PODE SER AUXILIADO POR ALGUMA INTUIÇÃO NATURAL.
Não. A revelação deve ser completamente uma manifestação do Espírito Santo, ou não será um exercício desse dom.

O MINISTÉRIO DOS ANJOS QUE APARECEM NA TERRA EM CORPOS HUMANOS TEM ALGUMA LIGAÇÃO COM O DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS?
Quando são concedidos corpos materiais aos anjos para execução de algum trabalho divino sobre a Terra, o dom de discernimento de espíritos não é necessário. Um anjo lutou com Jacó em Jaboque (Gn 32. 28). O fato de Jacó ter visto com seus olhos naturais e tocado com suas mãos o corpo real no qual o anjo estava habitando naquele momento tornou o dom de discernimento de espíritos desnecessário.

PODERIA DAR OUTROS EXEMPLOS?
Sim. Abraão viu o Senhor em manifestação humana com dois anjos que comeram carne na sua tenda (Gn 18). Também o Senhor Jesus, após a ressurreição, disse aos discípulos: Tocai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho (Lc 24. 39b). Quando o Senhor concede carne e ossos a um anjo, o dom de discernimento de espíritos não é necessário.

SE UM ANJO APARECESSE NA PRESENÇA DE VÁRIAS PESSOAS DE DEUS EM FORMA DE ESPÍRITO, QUEM SERIA DE PERCEBER SUA PRESENÇA?
Somente os que têm o dom de discernimento de espíritos. Os outros não veriam absolutamente nada.

PODERIA CITAR OUTROS EXEMPLOS DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS NA BÍBLIA?
Ezequiel, junto ao rio Quebar (Ez 1. 1-28), viu a grandiosa revelação da glória divina e a semelhança de Deus de Israel com o querubim abaixo do Seu trono.
Mais tarde, enquanto esse profeta estava sentado em sua casa, na Babilônia, com os anciãos de Israel diante dele, ele foi carregado no espírito para Jerusalém e viu o que estava ocorrendo naquela cidadde (Ez 8. 1-6). Entre outras coisas, ele viu a glória de Deus deixando o Templo. A shekinah partiu do Santo dos Santos sobre um dos querubins vivo. Aqueles ao redor do profeta na sua casa não viram nada, exceto o próprio profeta sentado em seu "coma" espiritual.

HÁ MAIS EXEMPLOS NA BÍBLIA?
Sim. O Senhor Jesus foi revelado a Estevão pouco antes do seu martírio, quando este se levantou no conselho e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus (At 7. 56). Os outros no conselho não viram absolutamente nada.
João, na ilha de Patmos, presenciou a glória do Céu e dos seres celestiais. Foi pelo Espírito Santo que ele o Espírito de Deus como sete lâmpadas, queimando diante do trono.

O SENHOR JESUS JÁ EXERCEU ESSE DOM?
Sem dúvida. Quando Seus discípulos retornaram, após Ele ter concedido a eles poder para expulsar demônios e curar os doentes, Jesus disse: 
Eu via Satanás, como raio, cair do céu 
(Lc 10. 18). 
O Senhor também também falou de Natanael:
Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo 
(Jo 1. 47b).
 Isso revela o fato de que Ele tinha discernido o espírito desse homem fervoroso.



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O DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS 
Parte 2
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

DOM DE PROFECIA - FINAL




HÁ UM LIMITE PARA O NÚMERO DE MENSAGENS QUE PODEM SER ENTREGUES?
Há limite para tudo neste mundo, e, uma vez que nossas reuniões são limitadas pelo tempo, devemos ser cuidadores para não, tomarmos muito tempo com qualquer um dos aspectos de adoração.

ÀS VEZES, PODEMOS OUVIR SETE OU OITO MENSAGENS , ALGUMAS POR MEIO DE PROFECIA E OUTRAS POR MEIO DE LÍNGUAS POR INTERPRETAÇÃO?
Sim. Além disso, as próprias mensagens são, às vezes, muito longas. Vamos tirar uma lição da vida diária. Suponha, por exemplo, que, quando formos jantar , um só tipo de comida seja fornecido. Digamos que tenhamos, por exemplo, só batatas no nosso prato; sem carne, sem verduras, sem molhos; nada a não ser batatas! Devemos, começar a pensar se o cozinheiro era um dos mais sábios ou se a dispensa estava vazia. O mesmo acontece na nossa reunião. Se tivermos todos profetizando, falando em línguas, pregando ou cantando, deveríamos concluir que faltava sabedoria ao líder. Nossa congregação deve ser instruída nessas questões necessárias.

SOMOS ORDENADOS A BUSCAR OS MELHORES DONS. POR QUE,AINDA ASSIM, PAULO DIZ EM I CORÍNTIOS 12. 29: SÃO TODOS PROFETAS?
Naturalmente, fornecemos a resposta a tal pergunta com uma negativa. Porventura, são todos apóstolos?
A resposta é não. 
São todos profetas? São todos doutores? São todos operadores de milagres? Têm todos o dom de curar? Falam todos diversas línguas? Interpretam todos? 
(I Co 12. 29-30).
A resposta é obviamente negativa. Apesar disso, somos exortados a procurar com zelo os melhores dons.

O QUE SIGNIFICA O VERSÍCULO 31 DE I CORÍNTIOS 14: PORQUE TODOS PODEREIS PROFETIZAR, UNS DEPOIS DOS OUTROS, PARA QUE TODOS APRENDAM TE TODOS SEJAM CONSOLADOS? O NÚMERO NÃO É LIMITADO A DOIS OU TRÊS?
Significa que todos podem ter sua vez no devido andamento, e não a mesma pessoa continuamente. Naturalmente, presumimos que seja a forma que a Igreja de Corinto conduzia suas reuniões, diferente, é claro, da nossa ordem formada hoje, como diz o versículo 26: Que fareis, pois irmãos? Quando vos ajuntais cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. Sem dúvida, os membros da comunidade contribuíram mais para o serviço do que é de costume hoje.

TEMOS ALGUMA BASE NAS ESCRITURAS PARA UM PROFETA SER COLOCADO EM UMA IGREJA LOCAL? ISTO É, UM PROFETA PODE SER ESTABELECIDO NO OFÍCIO PARA CADA ASSEMBLEIA LOCAL?
Não há nada nas Escrituras que fundamente essa questão.

MAS NÃO ESTÁ NA BÍBLIA QUE DEUS COLOCOU ALGUNS NA IGREJA?
Essa é a Igreja universal. O Senhor não põe em cada igreja local um apóstolo, um profeta e um doutor, mas na Igreja universal, que é o Corpo de Cristo, eles são colocados ou posicionados para o benefício de todos.

POR QUE ALGUMAS PESSOAS PROFETIZAM DETALHADAMENTE, MAS OUTRAS O FAZEM EM POUCAS PALAVRAS?
Devemos também nos perguntar por que alguns dos Salmos são curtos, e outros, longos.

INTERPRETAÇÃO E PROFECIA SÃO CONCEDIDAS, ÀS VEZES, NA PRIMEIRA PESSOA (EU, O SENHOR), O QUE PARECE INDICAR ALGO EQUIVALENTE À INFALIBILIDADE. ISSO É CONTRÁRIO AO ENSINAMENTO DO NOVO TESTAMENTO?
Não há infalibilidade com os dons do Espírito, caso contrário, o apóstolo não instruiria os profetas a deixarem que os outros julguem (I Co 14. 29). A impressão que se tem é a de que não há razão nas Escrituras para uma pessoa, sob a unção do Espírito Santo e movida poderosamente por Deus, não ser usada por Ele para levar Sua mensagem aos outros. Por esse motivo, ocorre a fala em primeira pessoa.

A PROFECIA NAS ESCRITURAS É CONCEDIDA A FIM DE QUE INTERPRETEMOS EVENTOS ANTES QUE ELES SE CUMPRAM. SE, COMO RESULTADO, ALGUÉM FOR CAPAZ DE, CLARAMENTE, PREDIZER COISAS QUE OCORRERÃO, ELE DEVERÁ SER DESIGNADO UM PROFETA?
Uma pessoa que se esforça para descobrir o futuro pelo que está predito na Bíblia não é um profeta, mas um intérprete das Escrituras, um doutor. Um profeta é alguém que dá uma revelação em primeira mãos concernente àquilo que está por vir, a coisa que não estão nas Escrituras. Todavia, o que ele diz sempre estará em harmonia com o Livro Sagrado.

EM I TIMÓTEO 4. 14, APRENDEMOS QUE TIMÓTEO RECEBEU O DOM DE PROFECIA PELA IMPOSIÇÃO DE MÃOS DO PRESBITÉRIO. ESSE É O MÉTODO USUAL DE RECEBER UM DOM?
É evidente que o próprio apóstolo era aquele que, com os outros, impôs suas mãos sobre o jovem Timóteo, e se alguém possuir o poder do Espírito de tão extraordinária maneira como Paulo, naturalmente terá fé para esperar o Senhor conceder algum dom espiritual àqueles sobre os quais ele impõe as mãos. Contudo, se o cristão comum impuser suas mãos sobre outro para recebimento de um dom, isso não significa que aquele que buscar o receberá.

DEUS PODERIA CONCEDER O DOM POR INTERMÉDIO DE UMA PESSOA COMUM?
Com Deus, todas as coisas são possíveis, mas o Senhor geralmente trabalha de acordo com os princípios da sabedoria eterna. Ele poderia ter levantado filhos para Abraão a partir das próprias rochas, mas não ouvimos falar que isso tenha sido feito!

SERIA O DOM DE DISCERNIMENTO PARA O JULGAMENTO DAS PROFECIA 
(I CO 14.29)?
O primeiro e mais seguro caminho de julgamento é pela Bíblia. Está em perfeita harmonia com a Palavra de Deus? Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva (Is 8. 20b).

O ESPÍRITO SANTO PODERIA INSPIRAR-NOS A USAR PALAVRAS QUE NÃO CONHECEMOS?
Novamente, podemos dizer:
A Deus tudo é possível 
(Mt 19. 26c), 
mas, de maneira geral, o Altíssimo usa um instrumento da maneira como Ele o encontra. Sob a influência do Espírito, ouvimos a pessoa mais comum falar fluente e expressivamente, e seu vocabulário torna-se ampliado, acima do seu discurso normal, mas sempre dentro dos limites do conhecimento dela.

SE ESSE É O CASO, QUEM POSSUI UM GRANDE VOCABULÁRIO SERIA MAIS USADO PELO SENHOR?
Não diríamos "mais usado pelo Senhor", mas mais apreciado pelos homens. O pregador fluente não é sempre o melhor pregador, pois, para dizer a verdade, a excelência do discurso pode chamar a atenção mais para o próprio discurso do que para a mensagem.

ENTÃO, O DOM DE DISCERNIMENTO NÃO TEM NADA A VER COM O JULGAMENTO DAS MENSAGENS PROFÉTICAS?
Não. Poderia parecer que o discernimento de espíritos não tem absolutamente nada a ver com o julgamento de mensagens proféticas, mas pode ajudar com o discernimento do próprio profeta; se ele fosse falso, poderia ser exposto por alguém com o dom de discernimento de espíritos.

ENTÃO, PROFECIA, EMBORA UM SIMPLES DOM DE INSPIRAÇÃO, DEVERIA SER DESEJADA?
Definitivamente, somos exortados a desejar esse dom inspirativo; quão livre e espontâneo ele é, edificando, exortando e confortando o povo de Deus com mensagens do Céu, ungidas pelo Espírito Santo. Esse dom inspirará as reuniões do povo do Senhor e abençoará cada membro individualmente na sua adoração ao Pai.

O dom profético possui o frescor de uma brisa fria em um dia abafado, o avigoramento de um vento que varre amplas extensões de terrenos pantanoso, a alegria do ar trazido pelos vastos oceanos. A inspiração fará com que as mais profundas cordas na alma do ouvinte vibrem como resposta a uma doce música, ou o farão reverenciar e escutar em êxtase a sua autoridade forte e graciosa.

Sob a unção do dom profético, a pessoa pode falar diretamente com Deus - sua alma emanando a mais profunda devoção; talvez ele esteja alegrando-se diante de Deus, glorificando-O nos livramentos, ou magnificando a misericórdia que o Senhor revelou abundantemente . Ela pode, ainda, estar afligida possivelmente no Espírito, sobre o pecado e a dureza do coração dos homens, com uma tristeza e profunda solenidade que o Céu sozinho pode inspirar.

Eis aqui o dom que pode abrir os portais para as outras manifestações e encorajar o possuidor a buscar maiores dons de revelação. Esse é o dom que todos devem desejar, o qual irá propagar sua simples inspiração, assim como as flores espalham suas fragrâncias. 
Siga o amor, exorte o apóstolo e deseje dons espirituais, mas preferivelmente, profetize.



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O DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS
Perguntas e Respostas




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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O DOM DE PROFECIA - Parte 2



QUANTO A PASSAGEM DE I CORÍNTIOS  14, VERSÍCULO 24, QUE DIZ: MAS, SE TODOS PROFETIZAREM, E ALGUM INDOUTO OU INFIEL ENTRAR, DE TODOS É CONVENCIDO, DE TODOS É JULGADO, ELA INDICA CONVERSÃO?
Diz-se que ele é convencido de todos. Não afirma que ele seja convertido. A conversão pode naturalmente seguir a convicção após segredos do coração serem manifestados. Os dons do Espírito são sinais para atingir os homens. A salvação acontece pela pregação da Palavra.

ELE NECESSITA SER CONVENCIDO ANTES QUE PUDESSE SER SALVO?
Ele poderia ser convencido pela declaração do profeta e, então, alguém, presumimos, iria indicá-lo para o Senhor. Isso ilustra exatamente para qual propósito servem os dons. Deus os tem concedido para sinais e maravilhas a fim de atingir pessoas. Podemos ilustrar o ponto lembrando-nos da sarça ardente vista por Moisés. Ele teve uma grande visão, porque a sarça queimava e não se consumia (Êx 3. 2).

HÁ DIFERENÇA ENTRE O OFÍCIO DE UM PROFETA E O SIMPLES DOM DE PROFECIA?
Sim. Já declaramos que o maior inclui o menor. O dom de ministério é aquele do profeta. Há uma grande diferença entre o ofício do profeta e o dom de profecia. Um profeta é alguém que tem dons de revelação; a palavra da sabedoria, a palavra do conhecimento ou o discernimento de espíritos. No simples dom de profecia, não há revelação. Se uma pessoa que é profetisa us o simples dom de profecia é bastante razoável que um ou mais dons de revelação também funcionem em conjunto com o dom de profecia.

AS REVELAÇÕES DO PROFETA TORNAM-SE CONHECIDAS PELA PREGAÇÃO OU PELA PROFECIA?
Não é o método de comunicação da revelação o mais importante, mas os meios de recebê-la. O profeta pode conceder suas revelações repetindo-as em uma conversa usual ou profetizando-as sob a unção do Espírito. Além desse ministério sobrenatural, um profeta geralmente será um pregador e, como tal, estará na mesma posição que todos os outros pregadores, exceto pelo fato de que ele terá maior autoridade, a qual surgirá do seu ofício profético.

SE UMA PESSOA QUE NÃO POSSUI NENHUM DOS DONS DE REVELAÇÃO PROFETIZAR, E A REVELAÇÃO VIER NA PROFECIA, PODEMOS DIZER QUE ELA RECEBEU NAQUELE MOMENTO UM OU MAIS DONS DE REVELAÇÃO?
Diríamos que sim. Os dons podem ser dados inesperadamente, e, se uma pessoa que não tenha dado revelação antes encontrar-se declarando algo que se provou ser uma revelação genuína, então podemos concluir que ela a recebeu de Deus na hora em que estava exercitando o simples dom de profecia. Da mesma forma, a pessoa que nunca exercitou os dons de cura pode ser usada pelo Altíssimo em alguma ocasião específica. Qualquer dom pode ser concedido a qualquer momento que o Senhor veja que é adequado concedê-lo.

QUAIS SÃO OS  "MELHORES" DONS QUE SOMOS ORDENADOS A BUSCAR?
O melhor dom dos dons de revelação é, sem dúvida a palavra de sabedoria; o melhor dom de poder é o de fé, e o melhor dom de inspiração é o de profecia.

DEVEMOS DESEJAR A PALAVRA DE SABEDORIA ASSIM COMO NOS É DITO QUE PRECISAMOS DESEJAR PROFETIZAR?
Não, não nos é dito especificamente que desejemos a palavra de sabedoria, mas, quando a palavra nos orienta a buscarmos com zelo os melhores dons (I Co 12. 31), naturalmente concluímos que a palavra da sabedoria a qual nos concede a revelação da mente divina, seja o melhor e maior dom de Deus tem concedido à Sua Igreja, e deve ser o mais buscado com zelo para a glória e o serviço de Deus.

EM I CORÍNTIOS 14, VERSÍCULO 5, PAULO DIZ: O QUE PROFETIZA É MAIOR DO QUE FALA LÍNGUAS ESTRANHAS, A NÃO SER QUE TAMBÉM INTERPRETE. ISSO DÁ MARGEM PARA QUE A INTERPRETAÇÃO SEJA MAIOR QUE A PROFECIA?
Aquele que profetiza é maior do que aquele que fala em línguas sem interpretação, pois fala para edificação das pessoas. Quem fala em outras línguas sem interpretação não está edificando os outros. O apóstolo diz que devemos deixar que cada um fale para si mesmo e Deus. Se a interpretação é dada após o falar em línguas, então diríamos que é o equivalente da profecia. 

QUANDO ALGUÉM POSSUI O DOM DE PROFECIA, COMO SABER QUANDO O SENHOR DESEJA QUE ELE PROFETIZE?
Parece haver uma ânsia, uma unção muito graciosa do Espírito que faz com que a pessoa se sinta livre para falar, e parece gentilmente compelir a declaração. A pessoa terá um testemunho interior.

ENTÃO AS PALAVRAS QUE  VÊM PARA ELA NO MOMENTO SERIAM DECLARAÇÕES INSPIRADAS?
Sim. 
Profecia é falar sob a unção do Espírito e, quando a unção cessa, a pessoa deve cessar de profetizar.

UMA PESSOA DEVE BUSCAR O DOM DE PROFECIA ANTES DOS OUTROS DONS?
Em geral, achamos que recebemos o falar em línguas quando somos preenchidos pela primeira vez e, às vezes, também a interpretação. Depois, devemos desejar profetizar, pois a ênfase é dada a esse dom. Já que todos os que recebem o Espírito Santo têm a evidência inicial de falar em línguas, e, mais adiante, uma vez que aqueles que falam em línguas são exortados a interpretar: Pelo que, o que fala língua estranha, ore para que a possa interpretar (I Co 14. 3), então o Senhor está simplesmente levando-nos além espiritualmente ao nos exortar a desejar profetizar. Somos também ordenados a buscar os melhores dons; então, pareceria que devemos, na realidade, desejar todos os dons para o serviço do Senhor e, particularmente, o melhor.

É NECESSÁRIO RECEBER O DOM DE LÍNGUAS ANTES DO DOM DE PROFETIZAR?
O falar em outras línguas evidencia o fato de que Deus toma posse do tempo humano. Quando Moisés erigiu o Tabernáculo no deserto, o Senhor entrou naquele local, pois Moisés ouviu a voz de Alguém falando com ele a partir do propiciatório (Nm 7.89). Aquela voz sobrenatural provou a Moisés que o Todo-Poderoso estava no Santo dos Santos.

APÓS TERMOS PROFETIZADO, DEVEMOS IR EM BUSCAR DOS DONS DE REVELAÇÃO QUE TORNAM O INDIVÍDUO UM PROFETA?
Devemos buscar determinantemente tudo o que Deus tem para nós nas Escrituras. Temos uma herança rica.

ENTÃO ENTENDEMOS QUE O INDIVÍDUO NÃO É PROFETA ATÉ QUE PROFETIZE UMA REVELAÇÃO ESPECÍFICA?
Sim, é isso. Um profeta era anteriormente chamado vidente. Porém um vidente é alguém que vê de forma sobrenatural. Portanto, uma pessoa com o dom de profecia simples, o qual é um dom inspirativo, não pode ser chamada de vidente.

ALGUÉM QUE RECEBEU UMA REVELAÇÃO  É PROFETA, MESMO QUE A REVELAÇÃO SEJA PEQUENA?
Ele pode ser um profeta embrionário. Devemos esperar que as primeiras manifestações de qualquer dom sejam pequenas. Não importa quão minúscula uma maçã possa ser no princípio, pois ela começa a se formar antes de amadurecer. Pode desenvolver-se, uma vez que a árvore é uma macieira. Do mesmo modo, se uma pessoa tem uma revelação específica, por menor que pareça, é um dos três dons de revelação no embrião. A revelação, contudo, deve ser específica, e não geral, em caráter e aplicação.

DEVEMOS RESPONDER COM OS DONS E EXERCITÁ-LOS CADA VEZ QUE SENTIMOS A UNÇÃO SOBRE NÓS?
Não toda vez. Há regras estabelecidas em I Coríntios 14. 27: E, se alguém falar em línguas estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três. e por sua vez e haja intérprete. No versículo 29, lemos que somente dois ou três profetas devem falar, significando que há limitação para as manifestações. Não devemos nos esquecer, também, de que o espírito do profeta está sujeito so profeta (I Co 14. 32).


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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O DOM DE PROFECIA - Perguntas e Respostas



O QUE É O DOM DE PROFECIA?
Profecia é o primeiro dos três dons de inspirações. Embora seja um dom simples, ele, muitas vezes, tem sido bastante mal-interpretado porque o termo profecia, como outros, é usado tanto de forma geral como específica.

QUALQUER EXPRESSÃO INSPIRADA PODE SER CHAMADA DE PROFECIA?
Sim, mas nem toda expressão inspirada é uma manifestação do dom de profecia. Todos os que falam pela inspiração podem profetizar, mas alguns são espiritualmente mais ricos dos dons do Espírito do que outros. No exercício desse simples dom de profecia, alguns dos maiores dons de revelação podem ser manifestados. Todavia, esses dons de revelação podem ser manifestados com o simples dom de profecia. Eles são separados e distintos, embora funcionem juntos.

É CORRETO DIZER QUE O DOM DE PROFECIA NADA MAIS É DO QUE UMA PREGAÇÃO, QUANDO ALGUÉM PREGA NO PODER DO ESPÍRITO?
Não. Profecia não é pregação. Se o fosse, preparar-se para a pregação seria desnecessário, já que a pessoa poderia esperar pela unção do Espírito sem qualquer premeditação. Aquele que ministra deve esperar no seu ministério. As Escrituras afirmam que Deus salva os homens pela loucura da pregação ( I Co 1. 21), e não pela manifestação da profecia.

HÁ PODER PARA SALVAR ALMAS EM ALGUM DOS DONS DO ESPÍRITO?
Na verdade, não há. Os dons do Espírito são dados para sinais e maravilhas que prendem a atenção. No  dia de Pentecostes, por exemplo, quando a multidão ouviu os discípulos falando em outras línguas e estenderam muitas línguas que estavam sendo faladas, ainda assim muitas das línguas que estavam sendo faladas, ainda assim
ninguém se converteu ate que Pedro se levantasse e pregasse o Evangelho ( At 2)! 
Os dons do Espírito, portanto, têm o propósito de prender a atenção das pessoas, e a pregação sozinha é o veículo por meio do qual elas são salvas. O Senhor Jesus falou: As palavras  que eu vos disse (e não as que eu vos profetizo) são espírito e vida (Jo 6. 63b).

O DOM DA PROFECIA NOS MOSTRA COISAS ESTÃO POR VIR?
Sim, mas usamos o termo profecia no sentido geral quando queremos dizer predição. O termo geral profecia pode cobrir todos os dons de expressão, mas o termo específico de profecia é definido assim: Mas o que profetiza fala aos homens para edificação,  exortação e consolação 
(I Co 14. 3). A revelação não é mencionada.

ALGUMA OUTRA PASSAGEM DAS ESCRITURAS DEFENDE ESSA VERDADE?
Sim. Em I Coríntios 14.6, o apóstolo Paulo refere-se à edificação da Igreja e questiona: Que vos aproveitaria, se vos não falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina? Aqui a revelação e a profecia são dadas como separadas e distintas uma da outra, pois o simples dom de profecia obviamente não contém revelação.

TEMOS OUVIDO PESSOAS EXPRESSANDO, SOB APARENTE UNÇÃO DO ESPÍRITO, PASSAGENS DA ESCRITURA EM UMA SEQUÊNCIA SENSATA. ISSO PODE SER CHAMADO DE PROFECIA?
Não exatamente. Sentimos que isso dificilmente pode ser aceito como evidência do dom de profecia, uma vez que Deus já inspirou Sua Palavra. Repetir passagens dEla, por mais útil e boa que a sequência seja, não pode ser considerado uma manifestação do dom de profecia, já que profecia é uma expressão inspirada nova e pura,  vinda da Fonte eterna.

COMO DEVEMOS DEFINIR PROFECIA?
A profecia pode ser definida como a forma mais simples de expressão inspirada. Podemos chamar de poesia do Espírito, uma vez que os pensamentos expressados e a linguagem que os reveste são criados acima do nível usual do dom natural de falar da pessoa.

O DOM DE LÍNGUAS É MAIOR QUANDO ACOMPANHADO DO DOM DE INTERPRETAÇÃO?
Na verdade, não é maior. Podemos considerar a profecia semelhante ao falar em línguas com interpretação.

A LINGUAGEM DA PROFECIA SE DISTINGUE DO DISCURSO DO DIA A DIA?
Sim. Como já dissemos anteriormente, a profecia pode ser chamada de poesia do Espírito, uma vez que a beleza de expressão na profecia não diz respeito ao discurso usual.

A PROFECIA PODE SER USADA NA ORAÇÃO?
Decididamente. A profecia tem sido frequentemente usada na oração, e as orações de Davi no Livro de Salmos são belos exemplos do dom profético.

EM QUE OUTRA OCASIÃO A PROFECIA FOI USADA?
A profecia foi usada no livro de Jeremias, quando esse profeta lamentava o estado de Jerusalém e as calamidades que recaíam sobre seu país e povo.
Também foi usada em canção, como aconteceu quando Moisés fez com que os filhos de Israel cantassem quando eles tinham atravessado o mar Vermelho (Êx 15. 1). 
Ana também profetizou após o nascimento de Samuel 
(I Sm 2. 1-10).
Isaías inclui um pequeno cântico no seu livro (capítulo 12), e o capítulo 3 do profeta Habacuque também é escrito em forma de oração. Por meio do dom de profecia, podemos orar ao Senhor e glorificar o Seu Nome, dar-Lhe graças pelo Seus benefícios, criar nossos cânticos de júbilo e fazer intercessão pelos outros. Isso, todavia, difere da oração usual que é feita sob a unção do Espírito e não se origina na mente do falante. Profecia é falar como o Espírito concede a declaração; não é, em sentido algum, evidência de um intelecto superior.

COMO A PROFECIA DIFERE DA  ELOQUÊNCIA NATURAL OU DO DOM POÉTICO?
O dom poético é uma expressão de um talento natural que exige pensamento, imaginação e composição, e é muitas vezes sujeito ao aperfeiçoamento na escrita. Necessita também estar em métrica, e geralmente é escrito em rima. Já a profecia, bem diferente, não é nem em métrica nem rima, e não brota do talento natural de uma pessoa. Por essa razão, alguém que não é, de modo algum, poético por natureza pode, sob a unção, ser poético no Espírito. Por outro lado, alguém poético por natureza pode não possuir o dom de profecia no menor nível possível.

PARA TER O DOM DE MINISTÉRIO DE UM PROFETA, A PESSOA NECESSARIAMENTE DEVE TER O DOM DE PROFECIA PRIMEIRO?
Naturalmente o maior incluirá o menor dom, e, se um homem é profeta, sem dúvida possuirá o dom de profecia.

MAS TER ESSE DOM NÃO O FAZ UM PROFETA?
Um homem rico terá dinheiro, mas há multidões que têm dinheiro e não são ricas. Exatamente o mesmo acontece com relação às questões espirituais. Todo profeta terá o dom simples de profecia, mas haverá muitos que têm o dom simples os quais não são profetas.

A PROFECIA PODE, ALGUMA VEZ, TOMAR O LUGAR DA MENSAGEM PREPARADA PARA PREGAÇÃO?
Tal profecia não seria para o serviço de ganhar almas porque não há vida concedendo poder em expressões proféticas, pois é pela loucura da pregação que as pessoas são salvas ( I Co 1. 21). Consequentemente, a profecia não pode ser substituta da palavra pregada.



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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O DOM DE CURA - FINAL



SE ALGUÉM TEM OS DONS DE CURA, SIGNIFICA QUE ELE PODE CURAR TODAS AS PESSOAS?
Se ele tivesse todos os dons de cura, e se cada dom estivesse em plena operação, significaria que poderíamos pensar que sim. 
Contudo, não há como afirmamos quantos dons de cura estariam inclusos no dom composto.
Além disso, alguns que não são curados podem estar sofrendo de uma punição divina por pecado não confessado.

HÁ CASOS EM QUE AS PESSOAS TÊM BUSCADO A CURA APENAS PARA VER SE ELA ACONTECERÁ DE FATO?
O elemento curiosidade certamente tem movido alguns que buscam a cura, mas o Senhor é muito misericordioso, e, na realidade, algumas das pessoas curiosas e descrentes têm sido surpreendidas com a bondade e o poder de Deus - considerando que muitos, embora sejam cristãos estabelecidos, têm tanta descrença em seu coração com relação à cura que não conseguem receber a benção. Deus espera que o cristão confie nEle, enquanto o incrédulo tem dons manifestados a seu favor para convencê-lo da verdade do Evangelho.

SERIA POSSÍVEL UMA PESSOA QUE TEVE UMA CURA MARAVILHOSA RECEBER OS DONS DE CURA?
Pelo fato de a pessoa ter sido curada extraordinariamente, nada pode sugerir que o ministério de cura irá tornar-se seu. Todavia, é possível que tal pessoa ache mais fácil orar por esses dons, uma vez que ela experimentou tal manifestação sagrada do poder de cura do Senhor.

ALGUNS DE FATO RECEBERAM O DOM APÓS TEREM SIDO CURADOS?
Sem dúvida. Há certamente a possibilidade de que a pessoa que recebeu a oração obtenha tamanho influxo do poder divino, que sua fé se levante, e ela receba não somente a cura para o corpo, mas também o ministério de cura.

É POSSÍVEL QUE UM MEMBRO AMPUTADO SEJA RESTAURADO?
Para Deus nada é impossível, mas não há caso na Bíblia que relate especificamente que um membro perdido foi restaurado. Lemos que Jesus curou o mutilado, o que sugere a restauração de membros perdidos. O caso mais próximo registrado nas Escrituras é o da orelha do servo do sumo sacerdote que foi cortada, a qual Jesus tocou e restaurou (Lc 22. 50,51).

POR QUE O ESPINHO NA CARNE DE PAULO NÃO FOI CURADO?
A resposta nos é dado. O apóstolo não deveria ser exaltado destemidamente com a abundância das revelações que ele havia recebido. Paulo declarava que o espinho era um mensageiro de Satanás que vinha para esbofeteá-lo
 (II Co 12. 7). 
Isso, portanto, não é uma queixa física, mas uma investida espiritual, e o mensageiro era permitido por Deus para prevenir o apóstolo de qualquer glória prejudicial na revelação. Uma vez que sua revelação das coisas espirituais eram tão maravilhosas (pois ele tinha ouvido palavras inexprimíveis), era muito relevante para o Senhor diminuir o êxtase espiritual de Paulo, permitindo a ação de uma irritação, a qual produziria muita humildade sobre o apóstolo.

PODERÍAMOS DIZER QUE O MESMO ACONTECE NOS NOSSOS DIAS?
Podemos dizer que a origem de toda doença é satânica, pois, se não tivesse havido pecado, não haveria doenças, e pode usá-las como uma disciplina ou, inclusive, permitir a ação de agentes satânicos para Sua glória; afinal, até a ira dos homens deve louvá-lO. Tal é a infinita sabedoria do Senhor, que Ele faz com que tudo coopere para o nosso bem quando O amamos (Rm 8. 28).

O CRISTÃO DIMINUI SEU PADRÃO ESPIRITUAL QUANDO VAI AO MÉDICO?
Tudo o que glorifica o Nome do Senhor é bom, porém, qualquer coisa que fica entre Deus e Sua glória não é boa. Quanto mais dependermos diretamente do Altíssimo para a plenitude de Suas promessas, mais Ele será glorificado, nossa vida espiritual, enriquecida, e nossa fé, fortalecida. Quando aceitamos os serviços do médico, não estamos em um nível mais alto do que as pessoas não convertida. Isso é o que elas inevitavelmente fazem quando estão doentes.

E NO CASO DE UM ACIDENTE?
Temos de dizer: Seja-vos feito segundo a vossa fé 
(Mt 9. 29b). 
Não devemos esquecer que Deus nos preserva dos acidentes e pode cumprir a seguinte palavra: Ele lhe guarda todos os seus ossos; nem sequer um deles se quebra 
(Sl 34. 20). 
O altíssimo é capaz de, instantaneamente, curar o membro quebrado; afinal, não há limites para o Seu poder. Porém, as promessas divinas em tal ocasião costumam ser esquecidas, e o médico é chamado. Não podemos falar contra os serviços da profissão médica, mas temos de declarar que a maior atitude e a que mais glorifica o nosso Deus é confiar no Senhor para a cura.

HOUVE CASOS EM QUE PESSOAS CONFIARAM EM DEUS, MAS SOFRERAM. SE ELAS TIVESSEM RECEBIDO ALGUM TRATAMENTO, PODERIAM TER EVITADO O SOFRIMENTO?
Há pessoas que não confiam no Senhor nem no médico. Elas não receberam a bênção divina nem a ajuda médica. Se não podemos confiar em Deus para o cumprimento da Sua palavra, então precisamos de auxílio médico.

PODEMOS TER UM ESCLARECIMENTO MELHOR DE TIAGO 5. 15,16
 EM RELAÇÃO À CURA? 
OS PECADOS DEVEM SER CONFESSADOS ANTES DA UNÇÃO COM ÓLEO? 
É POSSÍVEL QUE, OMITINDO ESSA PARTE DAS ESCRITURAS, 
AS CURAS SEJAM LIMITADAS OU ATÉ NEGADAS?
A passagem de Tiago refere-se, é claro. aos casos muito sérios de doenças, nos quais a pessoa está provavelmente confinada em sua cama. O Senhor prometeu, em resposta às orações efetivas de homens fervorosos, levantar os aflitos. Agora, se a pessoa está deixada de lado por causa de um pecado, o certo e normal para ela é confessar o pecado. Quando este é causa da doença, deve ser confessado e perdoado antes que a cura possa ser esperada.

ESSA É A RAZÃO DE NÃO HAVER MAIS CURAS?
Não há dúvidas de que pecado não confessado, como dissemos, impedirá a cura do corpo. Paulo, em I Coríntios 11, declara que alguns, por não considerarem a mesa do Senhor de maneira santificada, ficaram doentes, outros foram julgados com morte. Então, pecado e doença estão estritamente aliados em muitas situações, mas não em todas.

ALGUÉM COM UMA QUEIXA PEQUENA DEVE IR ATÉ A PESSOA QUE TEM OS DONS DE CURA?
Quando falamos de "pequenas" queixas, frequentemente estamos na ilusão de que pequenas doenças exigem muito pouca fé, e que uma queixa muito séria clama por uma grande fé. Vamos pensar na questão de fornecimento principal de eletricidade ( a caixa de força na rua). Para uma lâmpada elétrica muito pequena na casa, devemos necessitar, de fato, da comunicação direta com a caixa de força da mesma forma como precisássemos de uma luz muito poderosa.

ISSO SIGNIFICA QUE DEVEMOS TER CONTATO DIRETO COM DEUS PARA QUE CADA DOM DE CURA OPERE?
Sim. A instalação não pode ser tão pesada para uma luz menor quanto para a forte, mas, em cada caso, o  contato deve ser direto com o fornecimento central da energia. Se alguém pode orar para a menor queixa física, e Deus ouvir esse clamor e responder a ele, aquela pessoa fez uma comunicação positiva e direta com o Céu. Devemos esperar normalmente que tal pessoa tenha seu dom desenvolvido pelo uso.

NÃO É UMA GRANDE DECISÃO PARA UM PAI DEIXAR SEU FILHO SOFRER EM VEZ DE BUSCAR AJUDA MÉDICA?
Nenhum pai deve deixar o filho em condição precária. Se ele tiver uma fé viva no Senhor, a profissão médica será desnecessária, pois sua fé prevalecerá. Se ele não tiver essa certeza positiva dada por Deus de que seu filho irá recuperar-se, ele não deve negar a ajuda que a profissão médica pode oferecer-lhe.

ENTÃO A DECISÃO DEVE SER DE ACORDO COM A FÉ?
Sim, quando nos deparamos com grandes decisões, devemos tomá-las no temor de Deus, e não sermos presunçosos na nossa fé. A Palavra diz sobre o que profetiza: Se é profecia, seja ela segundo a medida da fé (Rm 12. 6b). A pessoa deve aplicar o mesmo princípio para alguém que está buscando a cura divina para seus filhos: "Deixe-o confiar segundo a medida da fé".

PODEMOS AFIRMAR QUE OS DONS DE CURA SÃO TÃO MARAVILHOSOS QUANTO A OPERAÇÃO DE MARAVILHAS?
Sem dúvida, a operação de maravilha é maior que os dons de cura, todavia parece que estes auxiliam a propagação do Evangelho hoje mais do que a operação de maravilhas. Há um incontável número de sofredores encontrados em vasta população da Terra, e os dons de cura podem ajudá-los e inspirá-los a crer no gracioso e compassivo Deus.
Consideremos alguns dos extraordinários exemplo dos dons de cura que foram registrados:
Um general sírio foi limpo da terrível doença de lepra
 (II Rs 5. 9-14)
Um rei foi levantado de um evidente leito de morte
 (II Rs 20. 1-6)
Um homem que, por muitos naos, era coxo saltou e pôs-se de pé
 (At 3. 1-8)
Um cego recebeu a visão em um instante 
(Mc 10. 46-52)
Um surdo de repente ouviu 
(Mc 7. 32-35)
E os lábios de um mudo de nascença começaram a falar 
(Mt 9. 32,33)

Essas manifestações do Espírito Santo glorificam o Altíssimo e abençoam o homem, inspirando a fé no Senhor Jesus Cristo, em cujo Nome as curas são operadas. 
Aqueles que recebem a restauração física são também restaurados
 espiritualmente; a cura natural do corpo os leva à salvação. 
Os dons de cura propagam a luz beneficente da compaixão 
divina nas câmaras sombrias do aflito, tirando as 
fraquezas do doente e emagrecido, dando-lhe, 
em troca, força e vigor,
 acendendo uma nova luz nos olhos lânguidos, 
dando nova cor às bochechas e vivificando com 
saúde e força cada fibra daquele ser.
Que Deus possa, na Sua misericórdia, 
agradar-Se de nos conceder mais manifestações 
desses graciosos dons de cura
 em nossos meio.

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O DOM DE PROFECIA
Perguntas e Respostas


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domingo, 30 de dezembro de 2012

FELIZ 2013... Mensagem à você, com todo amor cristão!!!

J E S U S
 A EXPRESSÃO MÁXIMA DO AMOR DE DEUS EM RESGATE DA HUMANIDADE


Religião: 7




O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na Vinda de Jesus Cristo.
I Tessalonicenses 5. 23




Deseja a todos os irmãos, amigos, seguidores, visitantes e leitores um:







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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

DOM DE OPERAÇÕES DE MARAVILHAS - FINAL



É POSSÍVEL CONCLUIR QUE ALGUÉM TINHA O DOM DE MARAVILHAS AO PRESENCIAR UMA PESSOA SER CURADA DE FORMA EXTRAORDINÁRIA?
Não. O dom de cura não se torna um dom de operação de maravilhas
 pelo fato de a cura ter sido fora do comum. 
Uma vela no castiçal não se tornaria outra por ser maior.
Se o artífice fizesse uma vela bem maior  que as outras, 
ainda seria a mesma vela, na mesma posição, 
embora ocupasse mais espaço que as outras. 
Se alguém falar em línguas de forma mais eloquente, 
este dom não se tornará dom de profecia, 
por exemplo, em razão da eloquência.
 Ainda será o falar em línguas, e assim acontece com todos os dons.

A OPERAÇÃO DE MARAVILHAS ESTÁ DE ALGUMA FORMA RELACIONADA AOS DONS DE CURA?
Não, a operação de maravilhas não tem nada a ver com os dons de cura. Eles são distintos. Quando Jesus alimentou a multidão com pão e peixe, não houve o poder de cura manifestado nesse milagre. Na ocasião em que Ele curou os doentes, não houve evidência da operação de maravilhas. Cada dom é separado. Cada cura pode ser chamada de milagrosa, mas não d operação de maravilhas (milagres).

NA VERDADE, NÃO SÃO MESMO MILAGRES?
Sim, mas esse é o uso do termo no sentido geral. Como acabamos de dizer, cada manifestação do Espírito é milagrosa e requer fé, embora cada dom do Espírito não seja a manifestação do dom da fé. Uma expressão inspirada pode ser chamada de profética, mas não pode ser considerada manifestação do dom de profecia. Temos, portanto, de diferenciar os termos usados no sentido geral e os que são usados no sentido específico.

PODERIA UMA MANIFESTAÇÃO DO DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS SER PRIMEIRO PREDITA POR UMA EXPRESSÃO PROFÉTICA?
Certamente. Qualquer coisa que o Senhor Se agrade em revelar pode ser predita.

PODE DAR UM EXEMPLO?
Samuel predisse que haveria trovão na época da colheita, e o trovão que veio foi uma manifestação da operação de maravilhas (Sm 12. 17,18).
Elias propôs que o Deus que respondesse com fogo seria o Deus de Israel (I Rs 18. 24). O fogo que desceu foi a manifestação da operação de maravilhas.
Poe outro lado, um homem de Deus operou o milagre do altar que fendeu e da cinza espalhada, para sustentar sua predição de que os ossos dos homens seriam queimados, no final das contas, sobre o altar em Betel (I Rs 13. 1-5).

A MANIFESTAÇÃO DO DOM É SEMPRE UM SINAL APARENTE OU ALGO PODE ACONTECER NA VIDA DE ALGUÉM E SER CONSIDERADO MILAGRE?
Parece que a operação de maravilhas (milagres) tem sempre a finalidade de ser um sinal, seja para a pessoa ou os outros. Quando Moisés foi comissionado por Deus para livrar Seu povo do Egito, sua vara se transformou em uma serpente (Êx 4. 3). Esse milagre foi concedido para confirmar o chamado desse profeta. Quando a mesma vara se transformou em serpente na presença de Faraó (Êx 7. 9), foi um sinal para todos os presentes. Então, no primeiro exemplo, foi para o próprio Moisés, e, no segundo, para Faraó.

HOUVE MILAGRE QUANDO ELISEU JOGOU SAL PARA SARAR AQUELAS ÁGUAS 
(II Rs 2. 21)?
Sim. Ele sarou as águas com a salva de sal e, então, atendeu às necessidades das pessoas sedentas. Outra graciosa provisão pelo exercício desse dom ocorreu quando ele fez com que o azeite da viúva se multiplicasse até que ela tivesse o suficiente para pagar todos os seus débitos 
(I Rs 17. 14 -16).

OS MILAGRES PODEM SER TRABALHADOS SEM QUE A PESSOA TENHA O DOM PARA ISSO?
Nenhum dom poderá ser manifestado se o indivíduo não o possuir. Se não há azeite na candeia, não pode haver luz.

EXISTEM CASOS EM QUE PESSOAS TÊM SIDO MILAGROSAMENTE LIBERTAS DA MORTE, MAS, APARENTEMENTE, ELAS NÃO POSSUÍAM O DOM DA FÉ?
A proteção milagrosa é proporcionada pelo dom da fé. Se alguém experimentou tal livramento, Deus deve ter concedido a fé sobrenatural, o dom de crer para receber essa dádiva.

HÁ ALGUM REGISTRO NO NOVO TESTAMENTO DA OPERAÇÃO DE MARAVILHAS SEM SER COM OS APÓSTOLOS?
Sim. Filipe não somente manifestou o poder de cura de Deus em Samaria como também realizou milagres. Pode ser que o termo milagres seja utilizado nesse exemplo no sentido geral, significando que as curas foram de natureza milagrosa. Pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados (At 8. 7).

QUANDO PAULO RECEBEU O LIVRAMENTO DO NAUFRÁGIO, HOUVE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS 
(At 27)?
Naquela situação, o apóstolo recebeu, por um anjo, a revelação de que, se eles permanecessem no navio, todos seriam salvos. Presumivelmente, Paulo tinha fé para crer que o que o anjo disse ocorreria. Esse incidente poderia ser mais bem classificado sob o dom da fé do que de maravilhas.

POR QUE?
porque era o apóstolo quem estava crendo mais no poder de Deus a ser manifestado em favor dos passageiros e da tripulação do que o poder de Deus sendo manifestado por intermédio dele para o livramento daquelas pessoas. Podemos supor razoavelmente, portanto, 
que tenha havido o dom da fé.

QUANDO PAULO SACUDIU A VÍBORA DA MÃO, HOUVE UMA SITUAÇÃO DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS 
(At 28. 5)?
Essa é outra situação de uma pessoa crendo na proteção,e, como tínhamos relatado, o dom da fé opera na esfera do perigo. Quando a víbora agarrou a mão dele, o apóstolo, em vez de buscar alguém para amputar seu braço a fim de evitar que o veneno se espalhasse e de ser salvar da morte, ele não fez nada, pois confiou no livramento de Deus.

QUANDO O PEIXE VOMITOU JONAS EM TERRA FIRME (Jn 2. 10), HOUVE MILAGRE OU DOM DA FÉ?
Mais uma vez, devemos perceber que aquela não foi uma operação de milagres, porque o próprio Jonas não fez nada. Ele foi preservado por Deus. O fato de ele ser mantido vivo prova que ele tinha fé concedida pelo Senhor para preservação e livramento. Ele foi preservado por três dias nas entranhas do peixe e trazido para fora vivo. Enquanto estava no peixe, ele fazia a oração da fé: Tornarei a ver o templo da tua santidade (Jn 2 4b). Então, Jonas cria no livramento, e, pela fé, ele o recebeu.

EM ATOS 15. 12, LÊ-SE: ENTÃO, TODA A MULTIDÃO SE CALOU E ESCUTAVA A BARNABÉ E A PAULO, QUE CONTAVAM QUÃO GRANDES SINAIS E PRODÍGIOS DEUS HAVIA FEITO POR MEIO DELES ENTRE OS GENTIOS. TERIA BARNABÉ O DOM DE MARAVILHAS?
Embora os milagres trabalhados por intermédio de Barnabé não fossem registrados, ele, sem dúvida, foi usado pelo Senhor nesse ministério, uma vez que é contado entre os apóstolos. De alguém que ocua a primeira e mais espiritual posição na Igreja, naturalmente seria esperado exercitar maiores dons do que aqueles em postos menores.

RESUMA EM ALGUMA FRASES OS DONS QUE JÁ FORAM DISCUTIDOS?
Muito brevemente são: a palavra da sabedoria, que é a revelação sobrenatural da sabedoria ou do propósito do Senhor, a palavra do conhecimento, ou seja, a revelação do conhecimento de Deus; o dom da fé, que é a confiança sobrenatural no Altíssimo para provisão ou proteção; e a operação de maravilhas, um sinal sobrenatural trabalhado pelo poder divino.

PODE-SE SUGERIR, PORTANTO, QUE A OPERAÇÃO DE MARAVILHAS SEJA UM DOM GRANDE E IMPORTANTE COMPARADO AOS OUTROS DONS?
Certamente. A operação de milagres é uma manifestação muito importante do Espírito. É o imenso poder divino fluindo em uma pessoa. Podemos dizer que quem a possui participa de uma leve extensão da onipotência de Deus. O mesmo poder o qual o Senhor manifestou na criação do mundo é compartilhado com os homens, habilitando-os a operar um milagre. O deus da criação, que falou às ondas agitadas do mar: Até aqui virás, e não mais adiante (Jó 38. 11a), agrada-Se em dar aos Seus servos a mesma autoridade no Espírito Santo. O Eterno habilita Seus filhos a pararem as águas, como no caso do rio Jordão, que transbordava, e a abrir o mar Vermelho
 (Js 3.16a; Êx 14. 16b).

Pela operação de maravilhas, uma nação foi praguejada, forçando um rei teimoso a 
sujeitar-se às exigência da vontade de Deus (Êx 9); 
por ela, as sombras de um relógio de sol retrocederam, como um sinal, 
para o devoto rei Ezequias, de que, embora estivesse enfermo e à beira da morte, ele seria curado pelo Senhor 
(II Rs 20. 1-11); 
por meio desse dom, uma vara tornou-se, repentina e assustadoramente, uma serpente (Êx 7. 10);
 fogo caiu do céu (I Rs 18. 38); 
leões foram vencidos e mortos (Jz 14. 5,6); 
pães foram multiplicados (Mt 15. 34-38),
 e uma viga de ferro flutuou como se fosse de madeira 
(II  Rs 6. 5,6).

Esse é o dom que pode conter a fúria de uma tempestade (Mc 4. 37-39), trazer uma grande quantidade de peixes nas redes de desconsolados pescadores (Jo 21. 1-8), fazer uma pequena botija tornar-se uma fonte de azeite - fluindo até que não haja vasilhas suficientes para receber tamanha superabundância (II Rs 4. 1-7) -, e produzir dinheiro das profundezas do mar transportado na boca de um peixe na hora específica em que é requerido (Mt 17. 24-27).
É certamente um dom poderoso, glorificando o Deus de todo o poder; estimulando a fé no Seu povo e surpreendo e confundindo a incredulidade do ímpio.

Precisamos do poder na Igreja e das poderosas manifestações do Onipotente
 a fim de que possamos magnificar Aquele que morreu na Cruz 
por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação. 
Desejemos fervorosamente os dons de Deus.


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