sexta-feira, 11 de outubro de 2019

CARTA DO APÓSTOLO PAULO À TITO < Estudo >

EPÍSTOLA DO APÓSTOLO PAULO À TITO
Estude com a Bíblia em mãos

Tito era outro dos convertidos do apóstolo Paulo. 
Como gentio (grego), coube-lhe uma dos lugares mais difíceis onde exercer a função de bispo de uma Igreja:  Creta, notória os seus mentirosos "e cabeças quentes".
Como tributo ao seu caráter, foi indicado por Paulo para aquela difícil tarefa, e, enaltecendo tal crédito, ele foi um sucesso. Perfeitamente capaz para estabelecer bom relacionamento com os novos cristãos, possuía grandes qualidades de diplomata (imprescindíveis aliás a qualquer pessoa que pastoreia um grupo de pessoas). 

Esta foi uma carta escrita simultaneamente a primeira Epístola de Paulo a Timóteo, e ambas tratam de alguns problemas comuns, como a diferença fundamental de que uma se dirigia a um povo culto, enquanto outra a gente "criadora de problemas". 
Nela fica evidenciado que mesmo os cristãos eram de difícil tratamento, que requeriam mão muito firme.

Carta bastante curta, mais intensa nos seus ensinamentos. 
Coisas erradas tem de ser disciplinadas. 
Não se pode permitir que a Igreja de Jesus Cristo sofra em consequência das deficiências de caráter e confusão de ensinamentos que o povo carrega junto com as suas experiências cristãs.
Tanto para administração quanto para aceitação, este assunto é disciplina, e é sempre difícil. Ninguém gosta que "lhe digam o que fazer".  
É muita gente se ressente de qualquer interferência na sua maneira de viver ou de pensar. É aí que a nossa submissão uns aos outros em amor por se torna na dinâmica do nosso relacionamento dentro do Corpo de Cristo. Se alguém vai aprender, deve haver logicamente alguém para ensinar. Se há hábitos não saudáveis, que sejam modificados. 
Ideias incompatíveis com a fé precisam ser corrigidas. 
Esta é a obra do Espírito Santo realizado através de Seus ministros.

Paulo diz a Tito: 
"Repreende-os severamente, para que sadios na fé" 
(Tito 1. 13). 
Este tipo de autoridade espiritual incorreu muitas vezes em abusos, e levou a extremos de ditadura. Alguns usaram até mesmo sua posição de liderança na Igreja não só para fins ilícitos de proveito financeiro como para o domínio da vontade dos que estavam sobre sua direção espiritual. 
Tais abominações serão certamente julgadas por Deus e os culpados punidos.

O propósito da disciplina espiritual é claramente definida por Paulo: 
"para que sejam fortes na fé". Por esta razão, a Epístola continua nos termos mais práticos possíveis. Capítulo 2 contém alguns dos melhores conselhos dados pelo apóstolo aos membros da Igreja. 
"Sejam temperantes, respeitáveis, sensatos sadios na fé, no amor e na constância" 
(Tito 2. 2). 
Tais admoestações formam a base da doutrina e da disciplina.

um bom estudo desta Epístola deve ser feito por quantos desejem ter um contorno da ética cristã. Ela contém as pedras fundamentais da nossa filosofia e da nossa conduta. Parece quase simples demais dizer "não briguem", mas isto faz parte da ética cristã. Paulo nos relembra de que uma vez fomos como aquelas pessoas que resolvem seus problemas na base da violência. A diferença que quando Jesus Cristo passou a ser o Senhor da nossa vida, o ódio e a palavra torpe desaparecem dela. 
Entretanto, o apóstolo dos recordes que nós não mudamos a nós mesmos. E de novo o aconselho a que leia vagarosamente estas cartas, para que não lhe passem desapercebidos versículos como este: "não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia. Ele nos salvou mediante o lavar regenerador é renovador do Espírito Santo"
 (Tito 3. 5)

A maioria de nós vive em ambiente onde as pessoas são mentirosas e resolvem suas discussões com luta corporal. Neste aspecto, o Brasil não é muito diferente de Creta, nem o tempo modificou o coração pecaminoso do homem.
Pois, fazemos parte, infelizmente, desse modo de vida. 
Nossas soluções eram aquelas, mas fomos modificados pelo amor e pela graça de Jesus. 
É necessário imaginar também o quanto ainda está por vir.

Próximo Estudo: Epístola do Apóstolo Paulo à Filemon

Com amor em Cristo Jesus
Lúcy Jorge
Serva do Deus Altíssimo

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

SEGUNDA CARTA DO APÓSTOLO PAULO À TIMÓTEO < Estudo >

2 EPÍSTOLA DO APÓSTOLO PAULO À TIMÓTEO

Esta é a mais movimentada e a última carta que Paulo deve ter escrito. 
Depois de toda uma vida de sofrimento a serviço do Senhor, está novamente na prisão. 
Paulo sente a morte bem próxima. Tendo apenas Lucas com ele, sente muitas saudades do seu querido Timóteo.

Quase sem exceção, inicia suas cartas com uma oração de agradecimento a Deus. e agora nos últimos dias na terra o velho hábito de gratidão ao senhor é expresso em palavras amorosas: "Dou graças a Deus, a quem desde os antepassados, sirvo com consciência pura"
 (2 Timóteo 1. 3)
No capítulo 2 o apóstolo nos diz que ser seguidor de Jesus Cristo exige um preço. 
Este mundo jamais foi um "amigo de Deus", nem daqueles que O servem. devemos sempre saber com antecipação se estamos vindo a Cristo para resolver nossos problemas simplesmente, para receber uma benção, ou para gozar da vida abundante. 
Muito da pregação do Evangelho superficial e rasante. Por ser o perdão de pecados um dom gratuito de Deus, frequentemente somos levados a crer que não há nenhum custo para nos tornarmos seguidores verdadeiros do Senhor Jesus Cristo.

A vida de Paulo é uma autêntica e vizinho negação de evangelho de "graça fácil". 
Acaso imaginaremos que Paulo, ao falar de "sofrimento" está apenas usando uma expressão poética ? 

Ou quando aconselha Timóteo a "participar dos sofrimentos como um bom soldado de Cristo" (2. 3) não está senão afirmando que a vida cristã é uma batalha, em combate ?

O mesmo capítulo, contudo, ele previne Timóteo diz que não devemos viver em ódio ou amargura contra aqueles que nos perseguem e aconselha que "O servo do Senhor não viva a contender" (2 Timóteo 2. 24).

Como podemos conciliar as duas posições ?

Apenas com a certeza de que a "batalha pertence ao Senhor".

Nesta carta Paulo tem o cuidado de encorajar seu discípulo de Timóteo a dedicar muita atenção ao estudo e ensino das Escrituras. Ele demonstra que a verdade é o único argumento contra o erro (o engano). E que a fonte da verdade é a revelação de Deus a nós através da Sua palavra.
"Toda a Escritura é inspirada por Deus é útil para o ensino, para repreensão, para correção, para educação na justiça" 
(2 Timóteo 3. 16). 

A sabedoria nos conduz à salvação eterna através da fé em Jesus é encontrada nas Escrituras Sagradas (2 Timóteo 3:15).
E-mail a tradições inconstantes, vamos imaginações e estranhas doutrinas, o estudo dos escritos sagrados dos profetas e apóstolos é a nossa garantia de conhecer a vontade de Deus.

Estamos vivendo "tempos difíceis", como profetizado pelo apóstolo na sua carta (3.1). 
O grande perigo é nos deixar desviar da Bíblia como fonte primária da verdade para aceitar filosofias que oferecem aparente "perfeita liberdade" sem o "Perfeito Libertador"; ou alguma nova "luz divina" sem a Luz da Vida. Somos algumas vezes instadas a seguir as tradições dos homens, e até encorajado a nos tornar devotos de homens (pregadores), em lugar de adoradores do Único capaz de nos salvar dos nossos pecados.

Nesses dias de muitas religiões,  não poucos são os mestres que surgem para nos afirmar não ser a Bíblia merecedora de nossa confiança, ou suficiente para mostrar-nos o Caminho para Deus.
Devemos atentar bem para essas duas Epístolas de Paulo a Timóteo.
Ele profetiza a respeito dos falsos mestres, aos quais chama de "perversos impostores" 
(2 Timóteo 3. 13).

O último perfil do apóstolo dos gentios está no capítulo 4. Ele está pronto para morrer. em três fases apenas faça um resumo da sua vida:
 "Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé" 
(2 Timóteo 4. 7).
A morte não aterroriza Paulo.
Ele agora olha para frente, para o Reino Celestial.

Próximo Estudo: CARTA DE PAULO À TITO

Com amor em Cristo Jesus
Lúcy Jorge
Serva do Deus Altíssimo

PRIMEIRA CARTA DO APÓSTOLO PAULO À TIMÓTEO < Estudo >

CARTA  DO APÓSTOLO PAULO À TIMÓTEO

Timóteo era filho de um casamento "misto", sua mãe era judia e o seu pai era grego. Morava em Listra, no país que hoje conhecemos como Turquia. 
Foi ali que ouviu a pregação de Paulo sobre Jesus Cristo, e se tornou seguidor do Senhor. Passou a ser um crente tão fervoroso, que quando o apóstolo Paulo visitou Listra novamente, os líderes da igreja local lhe deram a benção para acompanhar o apóstolo. A partir daí, se tornou companheiro constante, leal profundamente amado de Paulo, qual o chamou de "meu filho é fiel no Senhor" (1 Corintios 4.17).

Como muitos de nós, Timóteo era uma combinação de fraquezas e forças. entre seus problemas havia o da covardia, que Paulo teve de encorajá-lo a não envergonhar-se pelo fato de estar seu pai espiritual na prisão. sofrendo de algum tipo de problema estomacal provavelmente em consequência de nervosismo e timidez, Paulo lhe diz: "usa um pouco de vinho, por causa do seu estômago e e suas frequentes enfermidades" (Timóteo 5:23). 
Paulo exigia também muita coragem de Timóteo a fim de ser fiel à sua chamada e usar os dons que recebera.

Por outro lado, Timóteo era um jovem leal apóstolo Paulo e fiel para seguir todas e quaisquer instruções. Não apenas viajou e exaustivamente com ele naquelas complicadas viagens missionárias, como era frequentemente seu enviado pessoal às Igrejas.  Jovem ainda, foi deixado com os novos crentes de Bereia, para continuar o trabalho iniciado Paulo. Isso aconteceu também em Tessalônica.  A Corinto foi enviado quando o Paulo soube de problemas naquela Igreja --- missão aliás nada fácil.

Ao escrever sua primeira carta de Timóteo,  Paulo se encontrava na importante cidade de Éfeso supervisionando os grupos cristãos locais e responsabilizando-se pela escolha de treinamento dos líderes da Igreja.
Esta é uma das cartas pastorais de Paulo. Isto significa que ela não foi escrita para a igreja própriamente, mas para os seus líderes, dando instruções e conselhos de como tratar dos vários problemas de uma comunidade cristã. Ele descreve as qualidades presumíveis de encontrar-se naqueles que se tornariam líderes da Igreja.

Estas Epístolas pastorais (que incluem também a carta a Tito) são cheias de conselhos de como corrigir os ensinamentos falsos e enganosos que começaram a corromper a mensagem do Evangelho. A conclusão de Paulo é a  de que ensinar a verdade a melhor maneira de combater ideias errôneas.

É interessante lembrar que durante aqueles primeiros dias de vida da Igreja não havia edifícios para ela. Os grupos cristãos se reuniam nas casas. Durante aproximadamente 200 anos depois da morte do apóstolo Paulo, Igreja alguma foi edificada, o que significa que centenas de pequenos grupos se reuniam sob a liderança de pastores, os chamados presbíteros.
A despeito da forte perseguição e ausência de qualquer educação formal (escolas bíblicas de seminários), a Igreja cristã primitiva cresceu tanto em número como em estabilidade.
Um dos problemas decorrentes de rápido crescimento é a dificuldade de absorção, correta de pessoas novas pelo grupo de crentes, sem confusão e falsos ensinamentos. 
Este é um problema da Igreja atual. 
O grande sucesso que precedeu a pregação de Paulo, quando muitos grupos novos apareceram de um dia para o outro, foi parte do problema em Éfeso, onde Timóteo era bispo. 
A questão surge quando o novo crente prefere discutir problemas de doutrina ao invés de começar a viver a vida nova de Jesus Cristo. Foi sempre um erro misturar "a bagagem de uma fé morta" com as experiências de vida nova iniciadas no momento em que uma pessoa recebe Jesus como seu único e suficiente Salvador e Senhor.

Quantas vezes Paulo teve de escrever 
"esquecendo-me das coisas que para trás ficam" 
(Filipenses 3 13) e 
"se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram eis que se fizeram novas" 
(2 Coríntios 5.17) ?
Paulo se preocupa não apenas confia tenhamos uma doutrina uniforme, mas com que a nossa vida seja o testemunho daquilo em que cremos. Ele sabia ser possível conhecer a Escritura e no entanto comportar-se de forma bem distante daquela que Jesus espera de Seus seguidores.

Você já ouviu alguém dizer: 
"Bem, se um cristão deve ser assim, então tenho certeza de que não quero ser um deles !"?
Devemos lembrarmos de que muitos de nós somos a única "Bíblia" que algumas pessoas leram em toda sua vida. Ou lhes recomendamos Cristo através da nossa vida, ou induzimos a considerar o Cristianismo como algo absolutamente sem valor, inoperante.
Nesta carta encontramos muitas das estações sobre a caminhada do crente em Cristo, válidas e importantes para a igreja do século 21; também alguns dos problemas culturais e sociais, tão diferentes nesses séculos.

Na sua afirmação doutrinária sobre a ligação com o corpo de Cristo Paulo escreveu: "dessarte não pode haver judeu nem grego nem escravo nem liberto nem homem nem mulher de todos vós sois um em Cristo Jesus" (Gálatas 3. 28) mensagem esta, exclusivamente para os judeus.

Nesta Epístola Paulo vale os mínimos detalhes relativo a qualificações para bispos diáconos  e ministros de Jesus Cristo. Em suas instruções não existe nenhum conflito cultural. Elas simplesmente tratam da atitude e espírito do homem chamado por Deus a ministrar as coisas de Deus.

O capítulo final (6), Paulo retorna o programa dos falsos mestres. Ele faz uma distinção entre aquelas pessoas que estão orgulhosas da sua habilidade para levantar questões que nada são além de "perversas disputas de homem de mentes corruptas" e a divindade daqueles que seguem os ensinamentos plenos de Jesus Cristo.
Sua expressa  recomendação deveria ser lida por todos nós que vivemos com esperança, em Jesus Cristo:
"segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão. 
Combati o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna"
 (1 Timóteo 6. 11, 12).

Com amor em Cristo Jesus
Lúcy Jorge
Serva do Deus Altíssimo

terça-feira, 8 de outubro de 2019

1 => 2 CARTA DO AP. PAULO AOS TESSALONICENSES


PRIMEIRA CARTA AOS TESSALONICENSES

Paulo, acompanhado por Timóteo Silas, esteve na cidade de Tessalônica durante três sábados apenas, mas nesse período ele não apenas fundou uma Igreja, como também lhe deu uma profunda base na fé.
Suas duas cartas os monstro o retrato da simplicidade da Igreja Primitiva. 
Havia uma liderança não- oficial, mas ela dependia de liderança apostólica de seu pai espiritual 
(1 Tessalonicenses 2. 11).
nos seus primeiros tempos, essa Igreja foi duramente perseguida e a promessa da volta de Cristo levar alguns de seus membros a negligenciar as obrigações diárias. Com o intuito de corrigir a ideia errônea sobre a segunda vinda de Cristo e de consolar os novos convertidos a que Paulo escreve sua primeira carta aos Tessalonicenses.

É surpreendente observar como a pregação do Evangelho em um período tão curto, menos de um mês pode provocar tal "revolução" naquela cidade (Atos 17. 6) relata algo dos efeitos dinâmicos do evangelismo missionária de Paulo: 
"estes que tem transtornado o mundo chegaram também aqui, que clamavam eles".

 Porque a pregação do Evangelho não tem atualmente o mesmo efeito perturbador ?

Estaremos por acaso pregando o "evangelho diferente", ou será que não estamos vivendo de acordo com a mensagem que pregamos ?

Ou, quem, sabe a mensagem de Jesus é a salvação ter-se-a tornado tão comum que não mais parece relevante às necessidades dos que estão perdidos em seus pecados ?

Terão sido encontradas outras soluções ? 

Será que o derramamento do sangue de animais terá efeito mais forte que o sangue de Jesus na Cruz ?

Ou a igreja cristã se terá tornado tão sofisticada em inconstitucionalizada que não mais fala a linguagem do povo ?

Estas perguntas são perturbadoras e exigem respostas honestas, se estamos dispostos a continuar depositando nossa confiança nas Boas Novas que prometem perdão de pecados, vida abundante e paz interior.
Cremos que o Evangelho de Cristo é --- ainda --- 
"poder de Deus para salvação de todo aquele que crê" 
(Romanos 1. 16).

A primeira Epístola é uma carta muito íntima. 
É uma conversa de coração para coração. 
Paulo se sente muito ligado aos cristãos de Tessalônica e envia uma mensagem de instrução e conforto aos que vivem em meio à perseguição.
A importância de novas cartas está na referência à segunda vinda de Cristo. Em nenhum outro lugar o apóstolo Paulo trata tão longamente dos acontecimentos ligados a volta de Jesus, e do destino daqueles que já morreram.

Antes de falar acerca deixa assunto vital da esperança de todos os que confiaram em Jesus, Paulo Luiz mostra alguns traços da sua personalidade. Esta carta nos conta muito mais pormenores sobre o apóstolo do que sobre os crentes de Tessalônica. Paulo descreve-se como um pai (2.11) e como uma alma gentil (2. 7). Afirma que a sua conduta entre eles era irrepreensível e aconselha-os a também caminhar retamente. Garanto eles que o seu coração está com eles (2. 17) mas que, devido a oposição satânica, não se sente em condições de voltar a visitá-los.

Capítulo 2 é quase um retrato do apóstolo Paulo. Eis o homem ultrajado em Filipos, o homem forçado a fugir de um lugar extremamente perigoso apostam somente três semanas de ministério público. homem curso afeto por seus filhos na fé ultrapassar o sofrimento suportado quando no meio deles. O homem cujo "labor e fadiga... Noite dia" (1 Tessalonicenses 2.9) significava apenas uma parte de seu ministério de boas novas. Que aqueles que aspiram ao ministério tome nota destes elementos, que foram modificados em grau e intensidade através do tempo, mas estão ainda presente na vida de qualquer pessoa que deseja ser um mensageiro da verdade da vida eterna.

Quanto a volta do Senhor, Paulo a tela fortemente aos membros da Igreja (no capítulo 4) para que se comporte com pureza e santidade a fim de não serem envergonhados na  Sua volta.
Leia cuidadosamente os ensinamentos de Paulo relativos aos que estão mortos, começando pelo capítulo 4.13. Há atualmente muita confusão a respeito desse assunto. Nada há escrito aqui sobre múltiplas encarnações. A salvação não é alcançada através de uma progressão de faltas e "aperfeiçoamentos" em existências sucessivas. Aqueles que morrem em Cristo serão levantados na ressurreição geral. 
Ninguém pode "marcar data" para este acontecimento. A especulação é loucura, e as "profecias" a respeito do tempo exato da volta de Cristo são mentiras.
Jesus vai voltar quando ELE não estiver sendo esperado, assim como o ladrão vem na noite.

Paulo conclui sua primeira carta com uma série de exortações que atingem diretamente todas as comunidades cristãs em todos os lugares e em todos os tempos. Leia-as. Peça ao Espírito Santo que lhe mostre o quê, pessoalmente, elas significam para você. são recomendações divinas sobre o estilo de vida do Reino de Deus. São palavras que servem para você e para mim.

Ninguém pode deixar de ser profundamente tocado por 12 versículos finais desta Epístola, onde Paulo diz: "Irmãos, orem por nós" (5. 25). 
Quanta humildade !
O fundador daquela Igreja, o pai de uma família espiritual, o grande Apóstolo missionário, pedindo as orações de uma jovem Igreja. Nenhum de nós, por mais firme ou experiente que seja, estará jamais na situação de não necessitar de orações do povo de Deus. Aos que tivemos o privilégio de sermos guiados pelo Espírito a "apascentar o rebanho de Deus", é um grande incentivo saber que há pessoas que constantemente intercedem por nós. E nós muito agradecemos por isso.


SEGUNDA CARTA AOS TESSALONICENSES

Esta segunda foi escrita poucos meses depois da primeira. Vejamos como aconteceu. por causa da fúria que a pregação do evangelho citou entre os judeus em Tessalônica, Paulo e seus companheiros Silas e Timóteo foram forçados a deixar a cidade, retirando-se para Bereia. Mas Paulo estava tão preocupado com o bem-estar dos novos convertidos de Tessalônica, que enviou Timóteo para ficar com eles, e continuou sozinho sua viagem missionária para Atenas.

Quando eu te mostro trouxe as notícias, Paulo chegara Corinto, e a nessa oportunidade que ele escreve então sua segunda carta. Não tão acirrada como no princípio era perseguição, mas as perguntas sobre a segunda vinda de Cristo haviam aumentado, e é justamente a a este problema espiritual que ele dedica esta segunda Epístola.

Nela encontramos a mais profunda explicação das Escrituras sobre a volta do Senhor.
escrevendo Pedro sobre este acontecimento na sua segunda epístola ele confessou que tinha dificuldade em compreender o que Paulo escreveu (2 pedro 3. 15 -16).

No meio desses acontecimentos escatológicos (últimos dias), fatos muito claros devem ser enfatizados. A forma exata da volta de Jesus tem sido debatido pelos crentes por quase dois mil anos. sérias divisões já houve na Igreja devido a opiniões conflitantes sobre o assunto. Mas não devemos perder de vista algumas verdades fundamentais.

a promessa da segunda vinda do nosso senhor é um consolo para o povo de Deus que sofre perseguição.
Deus é um Deus justo. Consequentemente, É certo que aqueles que fazem o Seu povo sofrer serão eternamente punidos na Sua vinda. Este fato não nos torna felizes, nos assegura que o mal será punido e a justiça recompensada no momento escolhido por Deus.

Em segundo lugar, aprendemos do apóstolo Paulo que existe uma força que impede o mal. Muitos sentem ser ela a presença do Espírito Santo, ativo no mundo através da Igreja. Quando esta força espiritual foi removida, as forças do mal terá um completo domínio da situação e dos acontecimentos.

Isto está compreendido no capítulo em que Paulo nos fala do anticristo 
"o homem da iniquidade, o filho da perdição"(2 Tessalonicenses 2. 3).

Esta personalidade aparecerá no nível das negociações humanas e será o líder das forças do mal. Tal pessoa misteriosa, cujo nome não é conhecido, não é apenas uma força, mas um personagem destacado que tentará substituir Deus e requerera para si a admiração de todos os povos. Tem havido muita especulação sobre a identidade do anticristo, mas ninguém conhece a resposta para esta questão de tamanha perplexidade.

Paulo fala sobre o período de nos tornarmos tão "com a cabeça nas nuvens" que nem sejamos capazes de arcar com as responsabilidades do dia a dia. Usando sua própria vida conduta como exemplo, declara que "se alguém não quer trabalhar, também não coma" 
(2 Tessalonicenses 3. 10). 
E acrescenta que a profissão de "fofoqueiro" deve ser eliminada, tendo nós o dever de sermos respeitáveis, responsáveis e produtivos, pessoas que vivem na esperança de um mundo melhor com a vinda do Senhor Jesus.

As despedidas de Paulo são sempre repletas de paz e da Graça de Deus. 
Sua oração final 
(2 Tessalonicenses 3. 16 -18) é realmente uma benção.

Com amor em Cristo Jesus
 Lúcy Jorge
Serva do Deus Altíssimo

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

CARTA DO APÓSTOLO PAULO AOS COLOSSENSES < Estudo >

ESTUDE COM A BÍBLIA EM MÃOS

O problema da Igreja de Colosso que motivou a redação desta carta é o mesmo que existe na Igreja atual do Brasil: sincretismo, ou seja, introdução de ideias de outras filosofias e religiões ao mesmo nível da verdade cristã.
onde quer que se não preserve a simplicidade é a pureza da mensagem do Evangelho.

Quando os gregos vieram para a igreja de colosso, parecia-lhes suficientemente inofensivo incorporar suas próprias filosofias à fé cristã. 

E que de errado haveria em conservar a circuncisão e as dietas da lei da religião judaica ?

Por que não aceitaram a ideia de ter os anjos como "intermediários" a fim de nos ajudar a chegar a Deus ?

Percebe você quanto é isto familiar na Igreja católica, dita cristã ?

Por que não orar ao "santos" hoje ?

Haveria nisto algo de errado ?

Certamente que outros caminhos há para Deus, tão válidos quantos Jesus. Não é assim que multidões creem, chamando-se seguidores de Cristo ?...

E que dizer das pessoas excluídas da comunhão das nossas Igrejas simplesmente porque não obedeceram de modo cego às "doutrinas" de roupas e cabelos ?

Haverá por acaso alguma diferença entre isto e as leis de alimentação dos judeus que proclamavam salvação através da "santidade" pessoal ?

A questão permanece até hoje, de como tratar tais regras, ideias e práticas ditas "cristãs" mas que se chocam não só com os mais elementares fundamentos da doutrina de Cristo, como também com a liberdade prometida a todos aqueles que aceitam a Jesus como Senhor e Salvador.
Paulo resolveu esse problema indo diretamente ao âmago dele. Assim como revelar aos Efésios o que a Igreja de Jesus Cristo era, ele agora revela aos colossenses que Jesus Cristo é o Senhor da Igreja. A solução não deve ser encontrada através de debate, nem mesmo de qualquer espécie de lógica ou persuasão. As religiões orientais, presentes no nosso meio, procuram destruir a crença fundamental de que Jesus é o Filho de Deus, única resposta satisfatória às necessidades da salvação do homem.

Paulo argumenta nesta carta que sem Jesus Cristo não há Igreja, nem corpo, nem vida comunitária, nem tampouco vida eterna.
Cristo é Tudo.
o lugar que dermos a Ele nos nossos ensinamentos e adoração são determinará se somos possuidores de um Cristianismo verdadeiro ou falso.
Quase todas as religiões falsas, chamadas ou não de cristãs, podem ser julgadas na seguinte base de uma falsa informação da pessoa e da obra de Jesus Cristo. Significará Ele para elas o que Ele mesmo afirmou que era, o Divino Filho de Deus ?
Terá sido o seu sacrifício na cruz suficiente para nossa salvação ou temos que adicionar algo a fim de obter a vida eterna ?
Haverá outros "caminhos para Deus", outros mediadores para nossos pecados, outros a quem oramos, além do único "Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem" 
(1 Timóteo 2.5)?
o engano dos colossenses é o mesmo de muitas igrejas atuais, permitiram que outros tomasse o lugar de Jesus Cristo, aceitando ideias e práticas não encontradas no Evangelho, estranhas aos ensinamentos de Cristo. Os perigos são reais, e estão presentes entre nós ainda hoje.
Mas Paulo, na sabedoria do Espírito Santo, não "ataca" tais heresias separadamente. Pelo contrário compreende que os crentes de Colossos precisavam entender de novo a completa suficiência de Jesus Cristo. Este é o tema desta carta.
Paulo abre a Epístola com agradecimentos a Deus e com oração. Não admite em momento algum que o problema modifique suas prioridades. 
Que exemplo maravilhoso !
Há coisas mais importantes que os nossos problemas. Elas devem tomar os primeiros lugares. Paulo nos admoesta a não permitir que as "coisas da vida" nos leva em nascer algo além de servo do Senhor a quem rendemos Graças por todas as coisas.

E chega ao âmago da fé cristã: a primazia de Cristo.
Sua descrição do Senhor no capítulo 1.14, 22 é sublime. Jesus é declarado expressão viva de Deus; o primeiro na existência, no poder e na posição; o primeiro na nova criação de Deus e no Seu novo povo --- a Igreja.
Ele fez com que fosse assim. Ele é a cabeça de tudo. Por sua morte somos restabelecidas na nossa comunhão com Deus. Estas são as boas novas do Evangelho.

Um dos mais importantes versículos das cartas de Paulo encontra-se aqui: "Ora, como recebeste à Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nEle" (Colossenses 2. 6). 
Eis definição de Cristianismo: receber a Cristo o Senhor --- não como código de regras, cerimônia impressionantes ou fórmulas novas de meditação e oração --- e sim como pessoa. Quem não recebe a Jesus como seu senhor e mestre não tem o direito de ser chamado de "cristão", nem goza da proteção do Pai celestial. "Aquele que tem o Filho, tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tenha vida" (1 João 5.12).
Havendo recebido o senhor pela fé, aprendemos que só através dela é que continuamos a andar nEle. A fé não se transforma em obras depois da salvação. aceitamos o perdão de Deus para os nossos pecados em completa segurança na obra de Jesus Cristo ultimada na Cruz do Calvário, e é nessa mesma confiança que Paulo nos ensina a prosseguir em nossa vida diária. Nenhum apego à carne, ou à tradição religiosa.
Nenhuma dependência de obrigações pessoais e sacrifícios. Jesus é tudo ou nada.
Não pode jamais ser "misturado" a "deuses" menores. 
Tal prática é abominação, decepção, tragédia e mentira.
À medida que você lê essa pequena carta de apenas 4 capítulos, você vai vendo que o crente não pode se permitir comprometer-se nem com filosofias (religiões orientais,  por exemplo), nem com legalismo pois ambos centralizam se no homem.

O Cristianismo se não é Cristocêntrico, não é Cristianismo. Não invocamos outros poderes espirituais além de Cristo, pois ELE é infinitamente maior que qualquer um deles.
"Cuidado que ninguém fui venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo, não segundo Cristo" 
(Colossenses 2. 8). 
Eis aí os perigos.
Até mesmo nossa "espiritualidade" pode vir a ser uma grande decepção e um engano vão. Nossa confiança está firmada em Cristo. a prática escrita da religião pode distanciar-nos da verdadeira fonte da Vida: Jesus Cristo, Crucificado,  Ressurreto e Glorificado.

O capítulo 3 descreve a vida nova que encontramos em Cristo. Todas as barreiras terrestres são destruídas pela fé nEle. "Não pode haver grego nem judeu, circunciso ou incircunciso ..., escravo, livre; porém Cristo é tudo e em todos" (Colossenses 3. 11).
Consequentemente, qualquer coisa que fizermos, devemos fazer "em nome do Senhor Jesus" (Colossenses 3. 17). Aqui está a solução para absurda mistura de "religiões": faça de Jesus o centro da sua vida, o meio de alcançar graça e autoridade em oração, e você gozará das bençãos do Pai Celestial.

Paulo termina a carta como iniciou, convidando-nos a preservar 
"na oração vigiando com ações de graças" 
(Colossenses 4. 2)

Próximo Estudo: Primeira Epístola aos Tessalonicenses

Com amor em Cristo Jesus
Lúcy Jorge
Serva do Deus Altíssimo

domingo, 6 de outubro de 2019

CARTA DO APÓSTOLO PAULO AOS FILIPENSES < Estudo >

ESTUDE COM A BÍBLIA EM MÃOS 

Esta é uma pequena e encantadora carta.
Paulo estava próximo do fim da vida. Senta-se numa cela escura e escreve uma saudação final em amor ao grupo de cristãos que aceitaram a jesus quando fazia uma segunda viagem missionária.

A cidade de de Filipos era uma colonia romana - Estas colonias tinham grande características própria. Onde quer que existiam, continuam com pequenos fragmentos de Roma.

Se você ler cuidadosamente  a oração inicial (1. 3-10), você terá uma alegria profunda é a tônica de todos os quatro capítulos. 
No primeiro, vemos que há alegria na vivência cristã;
Na segunda, no serviço do  Senhor; 
Na terceira, na convivência entre aqueles que seguem juntos na caminhada cristã.
Finalmente Paulo diz aos filipenses que há alegria nas recompensas diárias da vida cristã.

É impossível para Paulo escrever a uma das Igrejas sem retornar ao tema central de toda a Escritura Sagrada: 
JESUS CRISTO
Nem os sofrimentos pessoais nema preocupação com os assuntos da Igreja local podem desviá-lo do objetivo de tornar Cristo conhecido. A descrição da humilhação e exaltação de Cristo,no capítulo dois, é mais um aspecto d'Aquele que veio para salvar-nos dos nossos pecados.

Na sua preocupação com a Igreja em Filipos, Paulo promete enviar seu filho na fé, Timóteo, para visitá-los. Menciona também Epafrodito, outro "irmão". Pouco a pouco nos é ensinado no Novo Testamento sobre o relacionamento  entre aqueles que trabalham juntos no Evangelho.
Só ocasionalmente,  como nesta carta, encontramos um rápido comentário de como é importante "ter a mesma  mentalidade" e "lutar juntos".

Descobrimos ainda nesta Epístola que Paulo não era um "isolado". Ele não tocava todos os instrumentos da banda sozinho. Dependia de homens como Barnabé e Silas, Timóteo e Epafrodito, para ajudá-lo a continuar sua missão. 
Que este exemplo sirva de advertência a todos que se sentem 
"auto-suficientes".
Uma das preocupações constantes do Apóstolo Paulo era com aqueles falsos mestres do "legalismo" que corrompiam o Evangelho por sua insistência na observância da lei. Aqueles que confiavam mais nas obras da carne que a graça de Deus, ele os chama de "cães" (filipenses 3. 2),  "afastem-se desta gente", diz Paulo, "eles querem modificar a base da Salvação fazendo da vida eterna o resultado da fé com obras ao invés de fé somente".

Paulo diz à Igreja que ela é o verdadeiro Israel, ou seja, a "circuncisão" que não consiste na carne (Filipenses 3. 3). Volta a este tema repetida vezes: Não é por qualquer das nossas obras que somos salvos; nem mesmo pelas melhores cerimônias religiosas, mas pela fé em Jesus Cristo.
Chamo a sua atenção para um homem que depois de apedrejado, espancado e chicoteado, aguardando a morte na prisão, tem ainda assim fibra e vigor espiritual apara enviar estas palavras finais aos cristãos filipenses: 
"Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez vos digo, alegrai-vos" 
(Filipenses 4. 4). 
Que espírito indomável !

Não leia muito rapidamente o capítulo 4, medite nele, porque ele contém algumas "jóias" do Apóstolo Paulo que certamente enriquecerão  a sua vida. Atente bem para o versículo 8, onde você há de encontrar o segredo para a saúde mental. E leia cuidadosamente o versículo 13, que é um grito de vitória de um homem cujas perseguições se tornaram motivos de regozijo. E não deixe passar o versículo 19, que declara o suprimento abundante do nosso Pai Celestial, cujas "riquezas em glória por Cristo Jesus" 
pertencem a todos que O amam e O servem com humildade.

Próximo Estudo: Epístola aos Colossenses
Com amor em Cristo Jesus
Lúcy Jorge 
Serva do Deus Altíssimo


sábado, 5 de outubro de 2019

CARTA DO APÓSTOLO AOS EFÉSIOS < Estudo >

CARTA DO APÓSTOLO PAULO À IGREJA DE ÉFESO
Estude com a Bíblia em mãos

Esta, pela grandeza de sua revelação, é a "santa das santas" de todas as cartas. Ao escrever aos Coríntios, Paulo disse que foi 
"arrebatado até o terceiro céu" 
2 Coríntios 12. 2 
O que lá prendeu está escrito na Carta à Igreja de Éfeso; o mistério que havia estado oculto desde antes da fundação do mundo.

Há referência a esta Igreja em dois outros lugares no Novo Testamento. No Apocalipse, João descreve às "sete Igrejas", uma das quais é Éfeso. ele diz que ela havia abandonado o seu primeiro amor, apesar de ter conservado a sua pureza tanto na conduta como na doutrina. Apocalipse 2.1, 7

A primeira referência ela encontra-se nos Atos dos Apóstolos, quando Paulo visitou a cidade e encontrou 12 discípulos desencorajados e espiritualmente fracos. Falou-lhes sobre a plenitude do Espírito Santo e os reorientou sobre o batismo nas águas, tendo alcançado os seguintes resultados: "e impondo Paulo as mãos veio sobre eles o Espírito Santo e tanto falavam em línguas como profetizavam".
Atos 19.6

Esta Epístola, no entanto, não é uma mensagem pessoal aos membros daquela Igreja em particular, mas uma revelação a toda a humanidade a respeito do mistério da Igreja Corpo de Cristo, do qual Jesus Cristo é a Cabeça.
A palavra em grego que significa igreja é "ecclesia", isto é, assembleia de pessoas que são "chamadas". o apóstolo Paulo havia dito que Deus "visitou o gentios, a fim de constituir dentre eles um povo para o seu nome" 
Atos 15:14

Paulo inicia esta carta dizendo que ela representa o propósito eterno de Deus. Alguns professores creem que Israel, é escolhido por Deus nos tempos do Antigo Testamento para ser o receptáculo da Sua aliança. É o povo através do qual Deus iria sempre demonstrar Seu amor ao mundo.
Paulo afirma não ser isso é verdade. as promessas e alianças de Deus não são nacionais, mas muito mais do que isto, são espirituais. Ele ensina que a Igreja é o "Novo Israel". A Igreja é o cumprimento dos propósitos e promessas de Deus.

Os judeus (Israel) estavam sempre separados de todos os outros povos do mundo (gentios) por barreiras raciais, religiosas, culturais e sociais.

Se Cristo pudesse unir, não haveria, como de fato não há, qualquer abismo tão grande que Ele não pudesse transpor. E Ele o fez, Sua morte na Cruz é o único meio de paz com Deus para todos os homens, sem distinção. E todos que pertence a Ele tem uma ligação em comum, muito mais forte profunda qualquer das antigas diferenças --- de raça, cor, status, sexo ou formação. Judeu e gentio são um em Cristo.
O primeiro capítulo desta carta, em toda sua extensão como em sua revelação, é verdadeiramente majestoso. O mistério da vontade de Deus foi revelado. Este é o cumprimento dos tempos, quando a Deus ajuntou todas as coisas em Cristo, que permanece no centro do plano divino.
Leia a Oração do Apóstolo (Efésios 15. 23), pedindo a Deus que de conhecimento é compreensão aos "escolhidos antes da fundação do mundo". 

Não há explicação mais clara para graça de Deus do que aqui encontramos no capítulo 2 desta Epístola. O resultado do pecado é a morte. Mas Deus, na Sua misericórdia, amor, deu-nos  vida nova através de Seu Filho Jesus. Leia estas palavras com entendimento:
"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; é isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie".
Efésios 2. 8, 9
A medida que Paulo vai mostrando como todos os homens se torna um através da salvação e ligação ao Corpo de Cristo, ele nos afirma que ninguém é "estrangeiro" no Reino de Deus. Somos todos "cidadãos" e "santos" e " membros" de Sua família. Encontramos novamente aqui neste símbolos dinâmicos da Igreja: um edifício que se torna um tempo santo; no lugar de adoração a Deus.
Efésios 2. 20, 22
À luz da Epístola aos Efésios, é difícil compreender como as velhas divisões de judeus e gentios receberam novos nomes, como protestante, católico, batista, metodista, etc... 
Nos primeiros tempos, dois grupos se olhavam sempre como desconfiança e acusações. Pois é situação de hoje não é diferente. A Igreja tornou-se "igrejas": 
grupos competitivos, partido rivais, acusando-se mutuamente se não pertencer à 
"igreja verdadeira". 
Terá sido tão completamente esquecida a mensagem de Paulo que todos os homens que creem em Jesus se torna "um em Cristo"?

Outro das grandes orações de Paulo encontrada no capítulo três (3.14, 21). Não é algo para ser repetido, mas faz parte da revelação sobre o que pode o homem ser quando se rende ao Espírito e compreende as dimensões do amor divino (ágape).
A segunda metade desta carta (capítulos 4, 5 e 6) poderia ser intitulado 
"Cristãos em ação". 
Nesses capítulos aprendemos que somos unidos por uma mesma fé, uma vida em comum, mesma lealdade e mesmo propósito. 
Servimos a um Mestre.
Cristo é a cabeça e nós os membros de Seu corpo.  
Mas desde aqui não somos idênticos, seja os dons seja nas funções, temos que aprender a trabalhar juntos.

No capítulo quatro, Paulo introduz um novo conceito de vida Cristã.
Ele chama a isto "caminhada" eu usa igual expressão em  outras cartas.
Por exemplo, aos Gálatas ele diz: 
"Andai no Espírito, e jamais satisfareis a concupiscência da carne" 
(Gálatas 5.16)
Esta figura é muito simples, e revela a vontade de Deus de que vivíamos a vida diária de maneira diferente da que viviam antes da nossa salvação: 
"... não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos" (Efésios 4. 17). 
Nosso progresso (caminhada) deve ser diário, simples e dependente do Espírito.

Depois de abrir o capítulo cinco com as palavras "andar no amor",  Paulo explica natureza dessa caminhada espiritual. Diz  que ela deve ser sem impurezas e sem idolatria. Não devemos, na verdade, ter qualquer relacionamento com as "obras das trevas", mas --- pelo contrário --- devemos distanciar-nos  dessas coisas loucas. E, somos novamente instados a andar prudentemente, "não como néscios" e sim "como sábios" Efésios 5.15

Quantas vezes terá você ouvindo a expressão "vida abundante" ?
Paulo nos explica como podemos viver abundantemente. O segredo, escreve aos Efésios, é encontrar esta vida através do Espírito Santo. Ele nos diz que podemos ser 
"cheios do Espírito". 
Que conceito magnífico !
Podemos edificar (construir) nossas vidas através do louvor e cânticos e ações de Graças.
Paulo torna-se então muito pragmático, ensinando por exemplo como homens e mulheres (casais) devem viver juntos em amor mútuo e  submissão. 
O relacionamento matrimonial é usado para descrever a união entre Cristo e a Igreja: assim como homem eu não mulher se tornam "uma carne" pelo casamento, também os membros do Corpo de Cristo são 
"membros do Seu corpo" 
Efésios 5. 30

É provável que o capítulo final (6) desta Epístola tenha ajudado mais cristãos a vencer batalhas espirituais do que qualquer outra passagem da Escritura. Aqui aprendemos sobre nosso inimigo espiritual, descrito como: 
"principados ... potestades ... dominadores deste mundo tenebroso ... forças espirituais do mal nas regiões celestes" 
Efésios 6. 12 

Mas não obstante Satanás e suas hostes demoníacas, nós podemos ser fortes no "poder do Todo Poderoso", se utilizarmos a armadura de Deus espiritual que está à nossa disposição. Paulo descreve os recursos disponíveis a qualquer filho de Deus: 
Justiça, paz, fé, salvação, a Palavra de Deus e a oração.
Ele nos ensina como usá-las contra as forças do mal que investem contra nós. 
Efésios 6. 13-18

A Epístola aos Efésios é uma mensagem urgente para a Igreja de todas as gerações, 
incluindo a atual.

Próximo Estudo: CARTA DO AP. PAULO AOS FILIPENSES.

Com amor em Cristo Jesus
Lúcy Jorge
Serva do Deus Altíssimo

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