terça-feira, 27 de novembro de 2012

O DOM DE OPERAÇÕES DE MARAVILHAS - Perguntas e Respostas


EM QUAL ORDEM DE IMPORTÂNCIA VIRIA O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS?
É o segundo dos três dons de poder, precedendo os dons de cura em importância, como relata claramente o versículo 28 do primeiro livro de Coríntios, capítulo 12. Por isso, propomo-nos a tratá-lo como o segundo dom de poder.

COMO ESSE DOM TEM SIDO INTERPRETADO?
Ele tem sido entendido de várias maneiras, como outros dons do Espírito: para incluir experiências que não são expressamente sobrenaturais e costuma ser confundido com os dons de cura.

UMA CURA EXTRAORDINÁRIA SE CONSTITUIRIA EM MANIFESTAÇÃO DA OPERAÇÃO DE MARAVILHAS?
Como já dissemos, um dom não se sobrepõe ao outro. Cada dom é separado e diferente dos outros, assim como as velas estão destacadas no castiçal.

QUAL SERIA A DEFINIÇÃO SATISFATÓRIA DA OPERAÇÃO DE MARAVILHAS?
Podemos dizer que é a demonstração sobrenatural do poder de Deus pela qual as leis da natureza são alteradas, suspensas ou controladas (com exceção é claro, na esfera da doença).

POR QUE O DOM ESTEVE NAIS EM EVIDÊNCIA NO ANTIGO TESTAMENTO DO QUE NO NOVO?
Porque era utilizado como um sinal de presença e do poder de Jeová, e o profeta realizava um milagre estabelecia sua autoridade divina diante do povo. A Moisés foi concedido esse dom como credencial ao ser enviado pelo Senhor à corte de Faraó. (Êx 2. 1-10).

POR QUE AS CURAS PREDOMINAM NOS MILAGRES DO NOVO TESTAMENTO?
As curas predominam, sem dúvida, porque o Senhor tem-Se revelado em Cristo como o Deus do amor, e o amor sempre se preocupa com os sofrimentos dos homens e das mulheres. Os milagres demonstram o poder do Altíssimo, e as curas demonstram Seu amor e Sua compaixão.

PODERIA EXEMPLIFICAR O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS NA BÍBLIA?
Sim. Eis um exemplo de destaque: quando Israel se voltou para adorar a Baal e, espiritualmente, apostatou da pura adoração a Jeová (Jz 2. 13), Deus levantou o grande profeta Elias. Após trazer um terrível seca sobre a terra, ele reuniu as pessoas no monte Carmelo e pediu que decidissem, a partir de um sinal milagroso de fogo vindo do céu, se Baal ou Jeová era o verdadeiro Deus.
Os sacerdotes e profetas de Baal erigiram seu altar, e Elias construiu o seu para o Deus de Israel. Após horas de orações infrutíferas, os adoradores de Baal não produziram fogo algum. Elias, confiante no Todo-Poderoso, fez sua simples oração, crendo: Ó SENHOR, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra fiz todas estas coisas. Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo conheça que tu, SENHOR, és Deus e que tu fizeste tornar o seu coração para trás (I Rs 18. 36b, 37). Então, um clarão de fogo riscou através da formação de sombras do céu vespertino e consumiu o altar, o boi, as pedras e a madeira; e o povo gritou: Só o SENHOR é Deus (I Rs 18. 39). Esse é um exemplo extraordinário da operação de maravilhas.

SANSÃO TINHA O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS?
Sim. Falamos antes sobre o caso de Sansão, quando um filhote de leão veio bramando contra ele. O Espírito de Deus apoderou-se de Sansão, capacitando-o a agarrar o leão pelas mandíbulas e a matá-lo. No entanto, quando ele voltou para os seus pais, não se referiu ao milagre (Jz 14. 5,6). Repare que a grande característica do homem que trabalha no poder do Espírito é, em geral, não se vangloriar no que que o Senhor trabalhou por intermédio dele.

HÁ OUTROS EXEMPLOS DA OPERAÇÃO DE MARAVILHAS?
Sim. o dom foi usado como um sinal quando Samuel pediu que trovejasse na época da colheita. Samuel pretendia que as pessoas fossem alertadas do fato de que estavam pecando contra o Senhor ao pedirem um rei, pois rejeitavam o governo vindo do Céu (I Sm 12. 17).
Outro exemplo notável da operação de maravilhas é aquele realizado pelo homem de Deus que se dirigiu a Betel e clamou contra o altar levantado por Jeroboão (I Rs 13. 2). O servo do Altíssimo profetizou que os ossos dos homens deveriam queimar sobre ele. Como um sinal de que sua profecia era realmente a Palavra do Senhor, Ele fez com que o altar se fendesse e a cinza se derramasse (v. 3).  Quando o zangado rei estendeu sua mão para o profeta, a mão do rei secou (v.4).
Isaías também deu a Ezequias um sinal de que ele se recuperaria da sua doença, e o sinal foi que os graus sobre o relógio de sol recuariam (Is 38. 8).

HÁ EXEMPLOS NO NOVO TESTAMENTO DO EXERCÍCIO DA OPERAÇÃO DE MARAVILHAS?
Sim. Jesus manifestou esse grande dom em diversas ocasiões, como, por exemplo, alimentando mais de cinco mil homens famintos a partir de cinco pães e dois peixinhos 
(Mt 14. 19-21).
Novamente, quando Paulo estava na Ilha de Pafos, e o encantador, Elimas, resistia-lhe enquanto ele pregava o Evangelho da graça de Deus para o procônsul; Paulo, no poder do Espírito, fez com que Elimas ficasse cego por algum tempo, sinal que convenceu o procônsul de que a doutrina de Paulo era a verdade de Deus (At 13. 6-12).

O QUE DEVEMOS DIZER, ENTÃO, QUANTO AOS MELHORES USOS DO DOM DA OPERAÇÃO DE MARAVILHAS?
O dom pode ser usado como um sinal da presença e do poder de Deus, a fim de prover uma necessidade temporal ou confirmar a Palavra pregada. Além disso, pode dar evidências de uma comissão divina, como no caso de Moisés e sua vara.

DIZ-SE QUE HÁ INTERFERÊNCIAS NAS LEIS DA NATUREZA PELO DOM. PODERIA EXEMPLIFICAR MAIS?
As leis da natureza são alteradas pela operação de maravilhas. A lei natural, por exemplo, a qual faz o ferro afundar, foi invertida no caso da viga que Eliseu fez nadar (II Rs 6. 5,6).
Ademais, seu grande predecessor, Elias suspendeu as leis da natureza por um tempo, e o fluir do Jordão cessou, até que ele e seu servo tivessem passado (II Rs 2. 8).
Moisés também controlou as leis da natureza quando o Egito foi infestado pelas pragas.

POR QUE SABEMOS ALGUMA COISA SOBRE ESSE DONS, FALAMOS SOBRE ELES, MAS AINDA ASSIM, NÃO VEMOS MUITOS DELES EM OPERAÇÃO?
O fato que não os desejamos fervorosamente. Jesus perguntou se encontraria fé na Terra quando Ele voltasse. Todos esses dons requerem fé, a fim de que,  se estivermos vivendo em tempos de declínio espiritual, possamos orar com mais fervor pela poderosa manifestação do Espírito Santo.

É REQUERIDO O DOM DA FÉ PARA TER A OPERAÇÃO DE MILAGRES?
Como relatado, um dom não é dependente do outro. Ora, o dom da fé chama a operação do poder de Deus em favor de alguém. Já a operação de maravilhas é o poder de Deus operando por intermédio da pessoa. Os dois são separados e diferentes. Mesmo a fé pequena como um grão de mostarda pode realizar mudanças milagrosas se for pura, pois necessitamos de pouquíssimos para maravilhosos e grandes serviços. A fé que remove montanhas seria a que reside no próprio dom de operação de maravilhas, o qual não pode ser confundido com o da fé.

TODO DOM É EXERCIDO PELA FÉ?
Sem dúvida, pois nenhum dom pode operar sem fé. Devemos, entretanto, ser cauteloso para fazermos a distinção entre a fé exigida para cada dom e o dom da fé. A fé é necessária para a palavra da sabedoria, o dom da fé, a operação de maravilhas e para falar em línguas. Ela é exigida para a manifestação de cada dom, e, como relatado, se a fé que uma pessoas possui for pura o suficiente na operação de maravilhas, então as montanhas poderão ser removidas. Isso é claramente mostrado em recentes descobertas de cientistas que constataram a estupenda energia contida em um átomo! Não há limites para o inesgotável poder de Deus; um átomo de fé é capaz de explodir uma cadeia de montanhas.

PODEMOS DIZER QUE LEVANTAR ALGUÉM DOS MORTOS É UM MILAGRE?
Pode-se pensar que restaurar a vida de um defunto deve ser classificado sob o dom da fé. Contudo, se a pessoa morreu de uma doença, a concessão da vida sozinha não seria suficiente. A pessoa precisaria ser curada também. Caso contrário, faleceria novamente da doença que causou a morte da primeira vez. Isso parece sugerir que dois dons podem ser necessários no caso de levantar uma pessoa morta.



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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O DOM DA FÉ - FINAL



HÁ ALGUMA DIFERENÇA ENTRE A MANEIRA COMO OS DONS ERAM EXERCIDOS PELO SENHOR JESUS E DE COMO ERAM COLOCADOS EM PRÁTICA PELOS APÓSTOLOS?
Tocamos aqui em um assunto muito interessante, que tem sido motivo de controvérsias com  o passar do tempo. Jesus manifestou Sua divindade quando fez Seus milagres, ou os milagres foram o resultado da provisão sagrada do Espírito que nosso Salvador recebeu no rio Jordão. Cremos que o Senhor, quando estava na Terra, ministrou como qualquer outra pessoa investida do Espírito Santo e não exercitou nenhuma prerrogativa como Filho de Deus. Jesus Se esvaziou voluntariamente dEle próprio (Fp 2. 7,8), e esse esvaziamento fez com que aqueles atributos essenciais, os quais haviam sido dEle ao longo das incontáveis épocas do passado, foram temporariamente deixados de lado no período da encarnação.

ENTÃO, JESUS SÓ PASSOU A MINISTRAR QUANDO FOI HABILITADO PELO ESPÍRITO SANTO?
Sim. Durante o período de Sua vida terrena, Jesus orou e curou os doentes apenas como uma pessoa cheia do Espírito. Até os 30 anos, Ele não realizou nenhum milagre, embora fosse, de fato, o Filho de Deus, como constatado depois. Quando o Espírito Santo desceu sobre o Mestre, e Ele já estava com 30 anos, Cristo foi ungido para um ministério sobrenatural. Na realidade, não haveria necessidade de ungi-Lo para isso se Ele estivesse trabalhando mediante um poder inerente a Ele como alguém da Divindade.

PODEMOS DIZER, PORTANTO, QUE O MINISTÉRIO TERRENO DE CRISTO FOI SOMENTE COMO O DE UM HOMEM UNGIDO PELO ESPÍRITO SANTO DE DEUS? 
Sim. O esvaziamento completo dEle mesmo significaria que o Salvador deixou de lado Seus atributos os quais havia exercido eternamente como Deus e, no período de Sua vida terrena, ministrou somente como um homem ungido pelo Espírito de Deus. Jesus foi capaz de dizer: Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai (Jo 14. 21).

ISSO PODE SE APLICAR A NÓS DE FATO?
Sim, se tivermos uma fé simples, porém forte em Sua Palavra. Como Eliseu continuou o ministério de Elias quando ele recebeu seu manto, podemos nós, então continuarmos o ministério de Cristo, uma vez que recebemos o mesmo Espírito Santo. Voltemos, no entanto, ao dom da fé.

QUAL É A MAIOR FÉ: A SALVADORA, O FRUTO DA FÉ OU O DOM DA FÉ?
Essa é uma pergunta difícil de responder, porque os três são bem diferentes. Sem a fé salvadora, não podemos receber as outras, pois esta nos conduz à experiência da salvação. O fruto da fé é um aspecto da vida santificada. Depois de sermos salvos e santificados na vida espiritual, necessitamos dos dons do Espírito Santo para nos dar o poder exigido, a fim de servimos ao Senhor e sermos úteis em Sua vinha. É difícil, portanto, dizer qual especto de fé é o mais importante, assim como seria complicado afirmar qual á s parte fundamental de uma árvore: a raiz, os ramos ou o fruto.

QUANDO CRISTO FALOU  APEDRO: MAS EU ROGUEI POR TI, PARA QUE A TUA FÉ NÃO DESFALEÇA (Lc 22. 32 a), A QUE FÉ ELE SE REFERIA?
Esse não seria o dom da fé, pois faltou a evidência do sobrenatural. Era a que já estava brotando no coração de Pedro, uma fé na divindade de Cristo. Pedro, impetuoso e sujeito à tentação, necessitava de oração, especialmente ele, que, antes de todos os outros discípulos, poderia falhar no grande teste que viria a seguir. Então, Jesus orou por Pedro e disse: E tu, quando te converteres, confirma teus irmãos (Lc 22. 32b). Fazemos bem orar uns pelos outros para que a fé não desfaleça em época de provas severas.

E QUANTO À ORAÇÃO DA FÉ PARA SALVAR OS DOENTES?
A oração da fé, que salva o doente, fica em contraste com a da descrença, a qual não salva ninguém. Não é dom da fé. A oração que salva um doente é da fé nas promessas da Bíblia 
(Tg 5. 15).

É POSSÍVEL ORAR A NOITE INTEIRA POR UMA PESSOA DOENTE, MAS, MESMO ASSIM, NADA ACONTECER, ENQUANTO UM HOMEM COM O DOM DA FÉ ORA POR SOMENTE ALGUNS MINUTOS E EXPERIMENTA GRANDES LIVRAMENTOS?
Dois dons estão sendo confundidos agora. O dom da fé não é para curar o doente. Isso pertence aos dons de cura. Da mesma forma, não é porque podemos falar em línguas que podemos discernir espíritos pelo dom de línguas. Os dons são separados e distintos uns dos outros.
Cada dom, assim como cada vela do castiçal, é separado e, em nenhum sentido, dependente de outro.

HOUVE DOM DA FÉ QUANDO PEDRO DISSE AO HOMEM À PORTA DO TEMPLO CHAMADA FORMOSA: LEVANTA-TE E ANDA (At 3. 6c)?
Não. As Escrituras chamam de milagres da cura. Os dons de cura concedem livramento físico e saúde, e o dom da fé protege a pessoa que está em perigo. Lembremo-nos do escudo da fé 
(Ef. 6. 16)?

PEDRO REQUEREU O DOM DA FÉ PARA SER CAPAZ DE DIZER COM AUTORIDADE: LEVANTA-TE E ANDA 
(At 3 6c)?
A fé que habilitou Pedro a dizer tal frase estava presente nos dons de cura, os quais foram maravilhosamente manifestados. Com frequência, falamos de modo hesitante por duas razões: por não possuirmos os dons de cura ou porque os dons que possuímos não estão em plena operação. Quando um dom funciona plenamente em alguém que vive no poder do Espírito Santo, a autoridade da sua palavra pode ser surpreende.

OS ESPÍRITAS TÊM DONS COMO OS DO ESPÍRITO?
Não há dúvida que cada dom do Espírito foi simulado, e, possivelmente, exercitado entre eles; mas não estamos lidando com dons simulados, mas, sim com os reais. Aquele que é simulado não tem valor para seu possuidor. É um perigo espiritual, uma fraudulenta exibição da força satânica. Os dons do Espírito Santo exaltam o Senhor Jesus; os simulados O desonram.

PODE O DOM DA FÉ OPERAR A FIM DE PROTEGER OUTROS COMO SE PROTEGESSEM A PESSOA QUE TEM O DOM?
Sim, No episódio da abertura do mar Vermelho, Deus instruiu Moisés a estender sua vara sobre as águas (Êx 14. 16). Moisés necessitava confiar em Deus para a segurança dos filhos de Israel e dele mesmo, visto que todos morreriam se as águas tivessem fechado novamente antes de passarem. O dom de maravilhas foi necessário para dividir as águas, e o dom da fé foi exercitado para que o caminho permanecesse livre até que o último filho de Israel passasse.

A LIBERTAÇÃO DE JONAS OCORREU EM RAZÃO DO ARREPENDIMENTO DELE, E NÃO DO DOM DA FÉ?
Jonas deve ter-se arrependido de sua tolice, como acontece com muitas pessoas, algumas sem experimentar uma libertação sobrenatural. Além disso, se Deus trabalhasse sem a cooperação do Seu povo, Ele imporia Seu poder, e tal imposição, geralmente, ocorre também sobre o ímpio. Quando o Senhor trabalha por intermédio do Seu povo, Ele dá o dom do Seu Espírito para que as pessoas estejam unidas a Ele na manifestação do Seu poder. Para o rei Belsazar, as palavras escritas à mão na parede (Dn 5. 5-28) eram um julgamento de Deus, mas, para Daniel, eram uma oportunidade de exercitar o divinamente concedido dom da palavra da sabedoria.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE O DOM DA FÉ E A FÉ HABITUAL EM DEUS PARA OBTER RESPOSTA A UMA ORAÇÃO?
Em geral, fé em Deus está direcionada a suprir nossas necessidades e conseguir aquilo que esperamos receber. Nesse sentido, cremos que Deus proverá. O dom da fé funciona, como sugerido, na esfera do perigo e significa que, se Deus não fizer alguma coisa por nós, uma situação séria se desenvolverá. Se quisermos triunfar contra as grandes forças da oposição na obra de Deus, precisamos de uma fé maior do que a normalmente exercida. Por essa razão, devemos receber o dom da fé vindo do Altíssimo.

PODERIA ESCLARECER MELHOR?
Alguém poderia perguntar a diferença entre fé  que exercemos com frequência quanto pedimos algo a Deus, e a operação de milagres. Normalmente, a fé habitual não é respondida com milagres extraordinários. No monte Carmelo, o profeta orou por um sinal miraculoso, e isso lhe foi concedido ( I Rs 18. 38). Quando outros pediram por fogo, mas não tiveram resultado algum? No entanto, quando Elias orou, o fogo desceu!

PODEMOS PEDIR A DEUS PELO DOM DA FÉ EM CERTAS CIRCUNSTÂNCIAS, POR EXEMPLO, QUANTO ALGUÉM É CHAMADO PARA SER UM MISSIONÁRIO?
O dom da fé, como todos os outros dons, deve ser desejado por todos nós. É um dos melhores dons, mas é prerrogativa de Deus concedê-lo. Em circunstâncias especiais, o Senhor concederá dons àqueles que Ele escolher. Se o Altíssimo conceder um dom, então, aquele que o recebeu o possuirá para sempre, pois os dons e chamados de Deus dão para arrependimento (Rm 11. 29).

PODERIA RESUMIR OS TRÊS PRIMEIROS DONS?
A Palavra de sabedoria nos dá a direção sobrenatural; 
A Palavra do conhecimento, o esclarecimento sobrenatural; 
e o Dom da fé, a proteção sobrenatural.




O SENHOR RELATOU QUE O DOM DA FÉ É O MAIOR DOS DONS DE PODER.

O dom da fé é a maior manifestação dos três dons de poder: fé, operação de maravilhas e dons de cura. Definitivamente, tal dom coloca em operação os poderes do mundo vindouro, 
unindo anjos e homens no cumprimento do propósito divino.

Por meio desse dom, a violência do fogo foi vencida, e as intensas chamas queimaram apenas os grilhões dos que foram lançados do forno (Dn 3. 25). Homens foram alimentados e sustentados de forma sobrenatural, vivendo e trabalhando em algumas situações por 40 dias, sem comida ou água. Anjos ficaram de guarda para os servos de Deus, protegendo-se das maquinações dos homens e da ferocidade das bestas. Uma calma interior indica a possessão do dom, de forma que um homem condenado à morte pode dormir na véspera do dia decretado para a execução, e outros podem descansar durante intensas tempestades que ameaçam submergir seus navios no mar.

É um dom capaz de expulsar espíritos imundos do corpo dos homens, os quais foram corrompidos em razão da presença maligna e tiveram restringido, em certas ocasiões, o funcionamento natural do órgão da fala. Por outro lado, o dom pode ministrar o Espírito, concedendo a plenitude santa, a qual é a promessa do Pai, enriquecendo a alma e habilitando para o serviço espiritual.

Por esse dom, as bençãos que, milagrosa e permanente, mudam todo o curso da carreira de alguém podem ser pronunciadas. Se a ocasião for apropriada, o servo do Altíssimo pode, de fato, ser transportado, carregado fisicamente pelo imenso poder do Espírito de Deus onde quer que o Senhor escolha.
Necessitamos do Espírito Santo e de Suas manifestações em nosso meio. Oremos para que o Todo-Poderoso seja glorificado em Sua Igreja mediante os dons sagrados que Ele tem concedido tão graciosamente aos Seus filhos.


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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O DOM DA FÉ - Parte 2



PODE O DOM DA FÉ SER OPERADO SEMPRE QUE NECESSÁRIO?
Sendo tal dom uma possessão espiritual, pode ser exercitado como qualquer outro dom do Espírito. Uma vez que os dons de Deus são sem arrependimento (Rm 11. 29), se a manifestação do dom já tiver sido evidenciada, haverá todas as razões para esperar a continuidade do dom. Se a pessoa já confiava em Deus na época do perigo real e obteve o livramento, pode esperar que haja livramento outra vez.

CADA CASO DESSE DOM SERIA OUTRA OPERAÇÃO?
Sim. Exatamente como no caso de alguém que em línguas; toda vez que as profere, há outra operação do dom de línguas.

É POSSÍVEL O DOM DA FÉ FALHAR?
Se ele aparentar ter falhado para uma pessoa que estava aparentemente confiando em Deus, temos de concluir que a fé que ela possuía não era real, ou falhou nesse teste. Por exemplo, se a fé extraordinária de Daniel não tivesse funcionado, ele teria sido devorado pelos famintos leões. Se tivesse falhado no caso de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, eles teriam sido consumidos pelas violentas chamas da fornalha. Se tivesse falhado no caso de Elias em Querite, ele teria morrido de fome.

O DOM FALHOU NO CASO DE SANSÃO?
Aparentemente não, Sansão tinha um notável dom da fé., assim como o de maravilhas. Seu dom da fé estava de tal forma em operação, que ele poderia dormir na casa de Dalila com todos os filisteus ao redor dele. Naturalmente, alguém teria presumido que seus inimigos não necessitavam mais do que levar um arco e uma flecha para matá-lo enquanto dormia. O poder protetor do dom em operação naquela época evitava que aqueles homens maus realizassem tal propósito. Então, embora desagradando a Deus pela vida não santificada que levava na época, Sansão, na realidade, agradava ao Altíssimo pela sua fé implícita. Por esta razão, encontramos seu nome registrado em Hebreus 11 entre os heróis da fé. 
Ele cria em Deus!

O DOM DA FÉ DEVE OPERAR RAPIDAMENTE OU PODE SER MANTIDO POR UM LONGO TEMPO?
No caso de Elias, esse dom teve de ser mantido em operação por um tempo considerável; na realidade, até o riacho secar. No episódio com Jonas, funcionou por três dias enquanto ele estava nas entranhas do peixe, e, com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, enquanto eles se encontravam na fornalha, não deve ter sido mais do uma hora.

AQUELES QUE IMPÕEM AS MÃOS SOBRE AS PESSOAS PARA QUE ESTAS RECEBAM O ESPÍRITO SANTO TÊM O DOM DA FÉ, OU ALGUM DOM ESPECIAL DO ESPÍRITO?
O poder de conceder o Espírito Santo pode ser classificado, sem dúvida, como o poder de conceder a bênção que incluímos no dom da fé. Os apóstolos, em Jerusalém, ouviram que Samaria tinha recebido a Palavra de Deus e enviaram Pedro e João, os quais impuseram as mãos sobre os cidadãos daquela cidade, a fim de que estes recebessem o Espírito Santo. Presumimos, dessa forma, que a imposição de mãos é um dom ministerial (leia Efésios 4.11).

É POSSÍVEL IMPOR AS MÃOS SOBRE UMA PESSOA PARA QUE ELA RECEBA O DOM DA FÉ?
É questionável pensar que alguém pode orar, seguro de sua fé, para receber qualquer dom do Espírito que não seja o preenchimento inicial do Espírito, ou os dons de inspiração de profecia, línguas e interpretação.

SE UMA PESSOA QUE TINHA O DOM DA FÉ IMPUSER AS MÃOS EM ALGUÉM PARA A CURA, ELE SERÁ CURADO?
Como já foi dito, um dom não funciona no lugar de outro. O fato de uma pessoa ter o dom da fé não lhe dá a prerrogativa de exercitar o de cura. Embora um indivíduo possua o dom de operação de  maravilhas, não está habilitado a discernir espíritos. A fé necessária para crer que uma pessoa será curada está nos dons de cura; para que a operação de maravilhas funcione, é necessário o dom de maravilhas; para falar em línguas, o dom de línguas. Um dom não ajudará outro a operar.

QUANDO JESUS DISSE AOS SEUS DISCÍPULOS: MAS ESTA CASTA DE DEMÔNIOS NÃO SE EXPULSA SENÃO PELA ORAÇÃO E PELO JEJUM (Mt 17. 21), ERA UMA INDICAÇÃO DE QUE O DOM DA FÉ É MELHOR DO QUE A ORAÇÃO E O JEJUM?
Parece que há ocasiões em que os dons do Espírito exige oração e jejum adicionais antes que possam operar na totalidade. Por isso, não devemos considerar a oração e o jejum como contrastes em relação ao dom da fé, mas, sim, como suplemento. Afinal, poderiam questionar se a oração e o jejum seriam suficiente para dar aos discípulos autoridade sobre as forças do mal quando estas tivessem por um longo tempo em um corpo humano.

SE ALGUÉM ORAR POR UMA PESSOA MUITO DOENTE, MAS NÃO IMPUSER AS MÃOS ELA SERÁ CURADA?
A cura do corpo pode acontecer de mais de uma forma. Pode vir como resposta a uma oração - do próprio doente ou de outra pessoa; pode ser manifestada em resposta a orações fervorosas dos presbíteros e da unção com óleo (Tg 5. 14), ou por meio dos dons de cura, uma vez que o Senhor agrada-Se de conceder dons de cura à Igreja. A imposição de mãos não é essencial para a cura, embora pareça ajudar, e está de acordo com as Escrituras. Da mesma forma, não é necessário impor as mãos sobre os que buscam o preenchimento do Espírito, embora esse seja o procedimento usual para o qual temos a garantia da Palavra do Senhor. Entretanto, esperamos tratar dos dons de cura mais adiante.

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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O DOM DA FÉ


O QUE É O DOM DA FÉ?
O dom da fé é o primeiro dos três dons de poder, e é o maior dos três.

QUAIS SÃO OS DONS DE PODER?
Eles são os dons da fé, de maravilhas e curas.

OS DONS DE CURA VÊM ANTES DA OPERAÇÃO DE MARAVILHAS EM IMPORTÂNCIA?
Não. Em I Coríntios 12. 28, a sequência é dada em ordem de importância, 
e aqui encontramos as maravilhas precedendo as curas.

O DOM DA FÉ É OUTRO TIPO DE FÉ E DIFERE DAQUELE QUE SALVA A ALMA?
Sim, definitivamente. O da fé é um dom sobrenatural do Espírito e é recebido após apessoa ter sido salva.

SERÁ QUE ELE ESTÁ, EM ALGUM SENTIDO, LIGADO À FÉ MENCIONADA COMO FRUTO DO ESPÍRITO?
Não, é completamente diferente. Fruto cresce, e fé, como fruto do Espírito, está sempre amadurecendo em nossa experiência espiritual. Um dom pode vir repentina e completamente. Ouvimos, com frequência, uma pessoa falar livre e espontaneamente em outras línguas logo depois recebê-lo, por isso o dom da fé pode funcionar livremente desde o início.

O DOM DA FÉ É NECESSÁRIA PARA OPERAR MILAGRES?
De forma alguma. Cada dom do Espírito opera independentemente, como as velas do castiçal são separadas e distintas umas das outras. É verdade, contudo, que a fé é necessária para a operação de todos os dons, mas essa fé não é o dom da fé.

ALGUNS TÊM SUGERIDO QUE NECESSITAMOS DO DOM DA FÉ ANTES QUE QUALQUER DOM DO ESPÍRITO POSSA OPERAR. ISSO PROCEDE?
Se fosse assim, então, o dom da fé seria subserviente a todos ops dons. Na realidade, um dom não é, como já tínhamos dito, dependente de outro em sua fonte e operação essencial. Todos eles são separados e distintos de maneira que não devemos considerar o dom da fé em qualquer sentido ligado aos outros dons do Espírito. Os três dons de poder (dom da fé, operação de maravilhas e dons de cura), assim como os de expressão, podem funcionar juntos ou separadamente.

COMO SE DEVE RESUMIR O DOM DA FÉ?
Diríamos que o dom da fé é uma operação sobrenatural do Espírito Santo na experiência do possuidor, a qual o habilita a sustentar uma firme confiança em Deus para sua proteção individual e provisão de suas necessidades.

O DOM TEM OUTRAS UTILIZAÇÕES?
Parece que, em alguns casos muito excepcionais, ele habilita a pessoa a confiar em Deus para ser arrebatado, por exemplo, como ocorreu com Filipe, após ter conduzido o eunuco ao Senhor (At 8. 39), Elias (II Rs 2. 1) e Enoque (Gn 5.24), que foram levados ao Céu, ou pode ser usado para a manifestação de alguma benção especial sobre alguém.

PODE A PROVISÃO DA NECESSIDADE DE ALGUÉM PELO DOM DA FÉ SER ILUSTRADA POR MEIO DAS ESCRITURAS?
Sim. Elias, após prever a vinda do julgamento para o ímpio rei Acabe, recebeu a ordem de ir e se esconder junto ao ribeiro de Querite (I Rs 17. 3), e lá os corvos iriam alimentá-lo. Ele precisaria de uma fé extraordinária para receber essa surpreendente palavra vinda de Deus, uma fé especial, pois ele estava para ser alimentado por aves vorazes pela manhã e à noite. Ele nada poderia fazer por si mesmo, mas tinha simplesmente de crer na Palavra. Essa confiança sobrenatural na Escritura iria abastecê-lo com a comida necessária. A fé dessa natureza é dom divino.

EXISTE O EXEMPLO DE ALGUÉM SENDO PROTEGIDO DO PERIGO?
Daniel foi protegido na cova dos leões durante uma noite inteira - sua fé fechou a boca daqueles animais (Dn 6). Pode ser que alguém argumente que um anjo fechou a boca dos leões e, portanto, a fé seria desnecessária. De fato, quando anjos são enviados para ajudar os homens, eles vêm em resposta a uma fé a qual Deus deu à pessoa como dom.
Existe também o exemplo de Jonas (Jn 1. 17), que por três dias, foi mantido vivo nas entranhas de um peixe e, finalmente, trazido a terra para ser vomitado.

COMO O DOM DA FÉ OPERA?
Sim, temos o caso de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que, pela fé, foram guardados da fúria das chamas do forno. Nesse caso, a proteção foi tão perfeita, e tão satisfatória a condição, que eles precisariam ser chamados pelo rei para deixar o forno, pois alguém semelhante ao Filho de Deus estava com eles (Dn 3. 25).

QUE EXEMPLOS PODEM SER DESTACADOS DA UTILIZAÇÃO DO DOM DA FÉ NA BÊNÇÃO?
Isaque impôs as mãos sobre Jacó, e a poderosa bênção de Melquisedeque 
concedida a Abraão para Isaque, foi concedida a Jacó pelo dom da fé. Eli, o sacerdote, também abençoou a amargurada Ana (I Sm 1. 17), sobre que ele tinha-se enganado achando que estava bêbada. Quando ele descobriu a causa de sua tristeza, pronunciou a bênção que operou um milagre na vida dela.

COMO ESSE DOM GLORIFICA A DEUS?
Visto que qualquer tipo de fé agrada a Deus, o dom da fé deve particularmente agradar a Ele. Por meio desse dom, podemos vencer os poderes e as forças que nos opõem; sejam naturais, como as chamas do forno, ou humanas, como os perseguidores que colocam nossa vida em perigo, ou ainda, demoníaca. Demônios são expulsos, e as bênçãos do Céu, derramadas. Deus é glorificado uma vez que tudo é feito em Nome de Jesus.

ESSE DOM PODE OPERAR EM ALGUÉM EM ESTADO DE APOSTASIA?
 A pergunta se aplicaria a todos os dons. Geralmente aceita-se que qualquer dom tenha condições de operar, até um certo grau, em uma pessoa em apostasia, contanto que não tenha negado o Senhor. Deve ser lembrado, todavia, que ela corre o risco de perder o exercício do dom inteiramente se continuar nesse estado.

PODERIA EXEMPLIFICAR?
Facilmente. O profeta Jonas tinha-se rebelado contra a ordenança do Senhor quando foi para Társis em vez de ir para Nínive (Jn 1. 3), no entanto, foi capaz de exercitar esse dom. Quando estava nas entranhas do peixe, disse: Tornarei a ver o templo da tua santidade (Jn 2 4c). O dom da fé foi exercitado mesmo quando ele estava fora da vontade de Deus.

ENTÃO, A ESTRITA OBEDIÊNCIA NÃO É CONDICIONAL?
Não há nada melhor ou mais seguro do que a absoluta e estrita obediência a todos os mandamentos de Deus, mas, como os dons e a chamada divina são sem arrependimento, uma pessoa pode continuar a exercitar seu dom, uma vez que o Altíssimo não Se arrepende de tê-lo concedido, mesmo que ele esteja em apostasia. O grave perigo é o fato de a pessoa fazer mau uso do dom na sua condição apóstata e desonrar o Senhor.

A FÉ MENCIONADA EM HEBREUS 11 É O DOM DA FÉ?
A fé, a partir de vários aspectos, é tratada nesse capítulo.
Há diversos exemplos desse dom sendo exercitado, mas o termo fé, como utilizado no capítulo, é geral.

JESUS SE REFERIU AO DOM DA FÉ QUANDO DISSE: SE TIVERDES FÉ COMO UM GRÃO DE MOSTARDA, DIREIS A ESTE MONTE: PASSA DAQUI PARA ACOLÁ - E HÁ DE PASSAR; E NADA VOS SERÁ IMPOSSÍVEL (Mt 17. 20c)?
Não, dificilmente seria o dom da fé, mas o de operação de maravilhas, como estudaremos adiante. A operação de maravilhas é um dom ativo, executa o miraculoso; o dom da fé é passivo, recebe o miraculoso.

PODERIA ESCLARECER MELHOR ESSE PONTO?
Ao ser lançado na cova dos leões, Daniel recebeu a proteção divina. Esse é o dom da fé funcionando de forma passiva. Quando Sansão, de fato, segurou o leão eo fendeu de alto a baixo (Jz 14. 6), ele manifestou ativamente o poder de Deus, que seria a operação de maravilhas. Entaõ, pelo dom da fé, confiamos no Senhor para trabalhar milagrosamente por nós. Pela operação de maravilhas confiamos nEle para trabalhar de forma sobrenatural por nosso intermédio.


NO EXEMPLO DE ELIAS SENDO ALIMENTADO PELOS CORVOS, ELE DEVE TER PEDIDO FÉ PARA RECEBER A PROVISÃO?
Sim, isso mesmo. Seria outra manifestação do dom da fé, uma vez que ele não fez esforço para satisfazer as próprias necessidades.

HÁ UMA GRANDE DIFERENÇA ENTRE O FRUTO DA FÉ E O DOM DA FÉ?
A fé como fruto é uma atitude da mente digna de confiança, que faz parte da vida santificada, assim como a alegria, a paz etc. A atitude da mente é exatamente oposta à mente cética, que se recusa a crer em qualquer coisa que Deus diga. Lembre-se de que, no dom da fé, o elemento de perigo é, muitas vezes, necessário para operar. Existem poucas manifestações do dom da fé sem o elemento de perigo, exceto em situações nas quais inunda, em sua sagrada plenitude, os que o buscam e concede-lhe bênçãos.

PODERIA ESTENDER-SE SOBRE O ELEMENTO DE PERIGO ASSOCIADO AO DOM DA FÉ?
Certamente. Considere estes exemplos: Daniel na cova dos leões; Sadraque, Mesaque e Abede-Nego no forno; Elias sendo alimentado por corvos; Jonas dentro do peixe; sem o dom da fé, a morte teria inevitavelmente ocorrido. Esse dom manifestou um triunfo sobre o perigo. Não há tal elemento de perigo na fé como fruto do Espírito.

CONFIAR EM DEUS PARA OBTER A PROVISÃO DE NECESSIDADES É SEMPRE UMA MANIFESTAÇÃO DO DOM DA FÉ?
Se a confiança para receber a provisão for tanta, a ponto de a pessoa morrer de fome se o suprimento faltar, então o elemento de perigo exigirá mais do que uma fé ordinária e deverá ser classificada como dom da fé. O fruto da fé é a disposição para aceitar a Palavra de Deus, o que é um desenvolvimento normal da vida do Senhor dentro do coração do cristão.



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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O DOM DA PALAVRA DO CONHECIMENTO - FINAL




PODERIA SER DITO, PORTANTO, QUE O INSTRUÍDO OU O INCLUÍDO, VELHO OU JOVEM, PODEM RECEBER A PALAVRA DO CONHECIMENTO?
Com certeza. Até o mais tolo poderia dar a palavra do conhecimento ou a mais
 maravilhosa palavra da sabedoria se Deus a revelasse para ele. Se uma pessoa iletrada e ignorante, estivesse escutando um advogado falando ao telefone, não poderia narrar a conversa para qualquer um com base no que ouviu? Ela apenas precisa repetir o que escutou. Quem tem a palavra do conhecimento ou a da sabedoria, vinda do Altíssimo, tem ouvido o Senhor. Deus lhe tem falado, concedendo-lhe Seu conhecimento, Sua sabedoria. Tudo o que é exigido dele é que repita fielmente o que ouviu.

DESSA FORMA, ATÉ A PESSOA MAIS IGNORANTE PODE MANIFESTAR A PALAVRA DO CONHECIMENTO?
Isso mesmo. Um indivíduo não encontra dificuldades em falar em outra língua, embora lhe falte instrução, quando Deus lhe concede o dom de línguas. Se não cursou uma universidade, não importa. Um homem inculto e ignorante, como Pedro era denominado, pode manifestar a palavra do conhecimento ou a da sabedoria com perfeição.

QUAL É A EVIDÊNCIA QUE TEREMOS PARA MOSTRAR QUE ESSE DOM ESTÁ EM OPERAÇÃO?
Como já foi explicado, devemos olhar para algo sobrenatural. 
Quando Aías disse: Entra, mulher de Jeroboão! (I Rs 14. 6b), ela teve a evidência do sobrenatural, foi miraculoso. Ela tinha-se disfarçado, e o profeta era cego; portanto, ouvir seu nome e ser chamada por ele, quando ela ficou de pé à porta, foram as evidências de que a expressão foi sobrenatural. A mesma coisa no caso de Eliseu. Ele sabia, pela revelação, a posição do acampamento do rei da Síria.
O monarca sírio estava convencido de alguém que pudesse dar seus movimentos secretos para outros era seu inimigo perigoso, por isso tentou capturar o profeta.

DEVEMOS DIZER QUE, UMA PESSOA NOS CONTA ALGO QUE NÃO PODERIA SER CONHECIDO POR ELA POR QUALQUER MEIO NATURAL, DEVEMOS ACEITAR ISSO COMO UMA VERDADEIRA REVELAÇÃO DA PALAVRA DO CONHECIMENTO?
Sim. Salomão, por exemplo, surpreendeu a rainha de Sabá (I Rs 10), 
porque parecia saber tudo sobre ela. Não havia nada escondido do rei. Ele era conhecedor de qualquer coisa que ela perguntasse! É possível que ela tenha perguntado sobre questões pessoais, seu palácio, seu governo, algo de que ela sabia que ele era totalmente ignorante. De qualquer forma, as respostas dadas por ele a deixaram bastante maravilhada.

PODEMOS MANIFESTAR A PALAVRA DO CONHECIMENTO SEM NOS DARMOS CONTA?
É possível que alguém a manifeste sem reconhecer tal dom,
 exatamente como alguém pode falar em línguas sem reconhecer que etá fazendo isso. Uma pessoa pode ter a palavra do conhecimento sem ter sido esclarecida a respeito dos dons espirituais.

PODERIA EXEMPLIFICAR?
Há alguns anos, em uma igreja em Londres, o Senhor batizou no Espírito Santo uma senhora antes metodista, e ela falou em línguas. 
Logo depois, durante a reunião do testemunho, ela disse que, naquele momento, entendeu a experiência de sua irmã, que, prestes a morrer, começou a falar em uma língua que ninguém entendia. Ela relatou que os que estavam ao redor do leito acharam que a irmã dela estava delirando, mas ela entendeu, naquele instante, que a alegria da irmã não era um delírio, mas a manifestação do dom de línguas enquanto passava para a eternidade. A própria irmã, na hora da morte, negava estar delirando e afirmava que se encontrava cheia da alegria do Senhor. Ela falou várias vezes em uma língua desconhecida. Então, sem saber o que havia recebido, aquela irmã passou a eternidade falando em outras línguas pelo Espírito do Senhor. Se uma pessoa, sem conhecer o dom, pode falar em outras línguas, um indivíduo pode ter a palavra do conhecimento e a da sabedoria, e desconhecer tal fato.

É ESSENCIAL RECONHECER O DOM?
Não ser capaz de reconhecer um dom não diminui em nada o valor intrínseco do dom. 
Podemos ter uma pintura de um grande artista pendurada em uma sala, e não conhecê-la, mas nossa ignorância não muda o valor intrínseco da obra-prima. Entretanto, é mais desejável que a pessoa seja inteiramente esclarecida de suas posses espirituais, para que possa usar seus dons de maneira inteligente para edificação da Igreja.

O DOM DO CONHECIMENTO OPERA POR MEIO DA MENTE?
Em primeiro lugar, devemos corrigir o termo dom do conhecimento. 
Não há dom de conhecimento; o dom é da palavra do conhecimento, a qual virá à mente da mesma forma como a mensagem telefônica do advogado é recebida na mente. A única diferença é a comunhão: de um lado vem do homem, e, do outro, de Deus. Quando o Senhor revela ao seu servo um fragmento desse vasto conhecimento ilimitado, o qual designamos onisciência, então tal homem recebe o esclarecimento em sua mente pela operação do Espírito e pode, portanto, comunicar a revelação aos outros. Contudo, o servo de Deus não criou o pensamento, mas simplesmente o recebeu.

DEVE PASSAR ALGUM TEMPO ENTRE O MOMENTO EM QUE UMA PALAVRA DO CONHECIMENTO É RECEBIDA E QUANDO ELA É DADA?
Não importa se a questão é de caráter geral ou específico. 
Se o Senhor deu a revelação a uma pessoa para edificação ou direção de outra, ou para o bem de uma comunidade, a revelação deve ser entregue. Isso aconteceu com Eliseu, quando ele advertiu o rei de Israel sobre o campo dos sírios. Tudo o que o Altíssimo dá por revelação tem um objetivo, seja para edificação da Igreja, seja para direção de alguém. Por essa razão, tal revelação pertence espiritualmente àquela pessoa ou comunidade, e aquele a quem veio a revelação, é responsável pela sua entrega. Por isso, somos servos uns dos outros, e o mesmo acontece se tivermos os dons de cura.

OS DONS DO ESPÍRITO NÃO TÊM VALOR A MENOS QUE SEJAM USADOS?
Isso mesmo. Uma lâmpada que nunca acende não tem valor. Os dons são concedidos para serem exercitados e nos tornar canais de transmissão da bênção divina aos outros. A pessoa por intermédio da qual o dom é manifestado deve ser profundamente consagrada.

SERIA CORRETO AFIRMAR QUE A PALAVRA DO CONHECIMENTO É UM DOM MUITO IMPORTANTE, MAS NÃO TÃO GRANDIOSO QUANTO A DA SABEDORIA?
Sem dúvida. A palavra da sabedoria é o primeiro e o maior de todos os dons;
 todavia, a palavra do conhecimento nos abre vastos recursos ilimitados do conhecimento divino. 
Por meio desse dom, a absoluta e eterna soberania de Deus tem sido revelada; a queda do querubim ungido das alturas da glória (Ez 28. 14,15); a criação do mundo e a formação do homem do pó da terra.

Esse dom tem fornecido as credenciais para profetas divinamente comissionados; dirigido trabalhadores espirituais para as esfera de serviço decretados por Deus; exposto as hipocrisias entre os servos do Senhor; encorajado profetas solitários e aflitos em suas provações e guiado homens no sentido da salvação em Cristo.

As revelações recebidas podem ser pequenas ou vastas; não importa o tamanho, pois ambas são originalmente divinas. Deus tem estado sempre pronto a conceder Seu conhecimento por intermédio do Espírito, compartilhar de forma infinitesimal Sua onisciência, permitindo ao humilde cristão participar desse esclarecimento que irá equipá-lo para o serviço; direcioná-lo em suas viagens para o Senhor, e, de forma geral, a fim de que ela possa glorificar o Único que o encheu com o Seu Espírito.

Pelos dons do Espírito, compartilhamos dos poderes do mundo porvir, e, em um sentido pequeno, mas glorioso, experimentamos o funcionamento dos atributos eternos. Por eles, podemos ser guiados ao Céu, em nosso serviço para Deus, assim como o querubim favorecidos são guiados. Vamos procurar, portanto, com zelo, os melhores dons.


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