domingo, 29 de abril de 2012

ABRAÃO - DAVI - GIDEÃO





ABRAÃO

Na Bíblia, podemos ler relatos sobre a vida de vários heróis da fé. Podemos, por exemplo, falar de Abraão. Ele deixou sua parentela e foi para uma terra que Deus havia de lhe mostrar. Procurava a cidade, cujo o artíficie e construtor era o próprio Deus, foi colocado numa alta posição, sendo o Pai de todos aqueles que crêem. Tem um lugar tão alto e privilegiado, que o Senhor Jesus, ao ensinar sobre a vida depois da morte, contou o caso do mendigo Lázaro que morreu e foi para o paraíso, em contraste com o rico que foi para o inferno. Na parábola, contada em Lucas 16. 19-31, que muitos acreditam ser real, pois deu-se nome a um dos personagens, Abraão foi chamado de  pai pelo próprio Senhor. A sua recompensa deveu-se à obediência à Palavra. Haverá sempre uma recompensa para todos que atendem à voz do nosso Deus.

Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artíficie e construtor é Deus.
Hebreus 11. 8-10

Abraão viveu pela fé, e obedeceu a Deus até o último dia de sua vida. Partiu deste mundo sem ver concretizada, em seu tempo, a promessa divina, mas vislumbrava uma pátria que lhe enchia muito mais o coração: a celestial. Para ele, o que importava era obedecer ao Senhor. Ele sabia que, ao fim, viria a recompensa. Hoje, devemos ter o mesmo sentimento. Mesmo que não entendamos a razão dos presentes, devemos enviá-los.

Ao liberarmos alguém que , por nos ter odiado ou nos causado males, encontra-se nas mãos do adversário, nós estaremos dando condição ao nosso Pai para, além das bençãos que Ele irá derramar sobre nossa vida, nos conduzir também à presença dos grandes.

Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe, e crendo nelas, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiro e peregrinos na terra. Porque os que isso dizem claramente mostram que buscam uma pátria. Mas, agora, desejam uma melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes  preparou uma cidade.
Hebreus 11. 13, 14, 16



  DAVI

Davi foi um homem guerreiro e valente nas batalhas  -  um homem de uma projeção espiritual tamanha, cujos salmos, até hoje, nos beneficiam. Tornou-se herói em Israel e, na época, era ainda um menino sem muita experiência na vida; por isso, poderia ter-se desviado ao ser perseguido por Saul. Esquivou-se, pelo menos duas vezes, de matar seu inimigo mortal, preferindo não tocar no ungido do Senhor.
 Hoje, infelizmente, vê-se por toda parte pessoas que, em vez de serem gratas àqueles que as tiraram da lama, das mãos do inimigo, que se esforçaram para libertá-las do pecado, pagando em muitos casos um preço altíssimo, abrem a boca, falando mal de seus "pais" no Senhor.

Davi foi um herói. Diante do acovardado rei Saul, que julgava impossível Davi vencer o gigante Golias, deu a seguinte resposta:

Então, disse Davi a Saul: teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; e vinha um leão ou um urso e tomava uma ovelha do rebanho, e eu saía após ele, e o feria, e o livrava da sua boca; e, levantando-se ele contra mim, lançava-lhe mão da barba, e o feria, e o matava. Assim, feria o teu servo o leão como o urso, assim será este incircunciso filisteu como um deles; porquanto afrontou  os exércitos do Deus vivo. Disse mais Davi: O SENHOR me livrou da mão do leão e da do urso; ele me livrará da mão deste filisteu.
I Samuel 17. 34-37

Mais tarde, quando o rei Saul procurava mata-lo, Davi, tendo oportunidade de, por duas vezes, acabar com o rei, poupou-lhe a vida. Ao ser questionado pelos seus liderados, que não entenderem por que ele não acabara de uma vez por todas com o seu perseguidor, ele deu a resposta mais linda que um servo de Deus poderia dar, mostrando que toda a sua vida estava pautada no temor do Senhor.

Ele disse aos seus homens: O SENHOR me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do SENHOR, estendendo eu a minha mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR. E, com estas palavras, Davi conteve os seus homens e não lhes permitiu que se levantassem contra Saul; e Saul se levantou da caverna e prosseguiu o seu caminho.
I Samuel 24. 6, 7

Neste incidente, sucedido numa caverna no deserto de Em Gedi, Davi tinha todas as possibilidades de acabar de uma vez por todas com aquele que o estava caçando para tirar-lhe a vida. Ele poderia tê-lo matado e depois se justificado, dizendo que fora legítima defesa. Como sabemos, Davi e seus homens estavam escondidos na caverna, e Saul, sem saber que eles estavam ali, foi até ela, sozinha, para aliviar o ventre.

Então tomou Saul três mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi à busca de Davi e dos seus homens, até aos cumes das penhas das cabras monteses. E chegou a uns currais de ovelhas no caminho, onde estava numa caverna; e entrou nela Saul, a cobrir seus pés; e Davi e os seus homens estavam aos lados da caverna.
I Samuel 24. 2-3

Era uma oportunidade de ouro. Seus ajudantes o excitaram a tomar vingança contra aquele a quem o Senhor já tinha rejeitado. Ele, Davi, seria o seu sucessor. Ele tinha todas as justificativas para despachar Saul. O rei não possuía uma só razão para a perseguição que movia contra o herói belemita. Os seus liderados lhe disseram:

Então, os homens de Davi lhe disseram: Eis aqui o dia do qual o SENHOR te diz: Eis que te dou o teu inimigo nas tuas mãos, e far-lhe-ás como te parecer bem a teus olhos. E levantou-se Davi e, mansamente, cortou a orla do manto de Saul.
I Samuel 24. 4

Quando o rei já estava a uma certa distância, Davi o chamou, gritando, e mostrou-lhe o pedaço de seu manto que cortara. Explicou-lhe que fora o temor de Deus em seu coração que o impedira de fazer mal ao ungido do Senhor.

Depois, também Davi se levantou, e saiu da caverna, e gritou por detrás de Saul, dizendo: Rei, meu senhor! E, olhando Saul para trás, Davi se inclinou com o rosto em terra e se prostrou. E disse Davi a Saul: Por que dás tu ouvidos às palavras dos homens que dizem: Eis que Davi procura o teu mal? Eis que este dia os teus olhos viram que o SENHOR, hoje, te pôs em minhas mãos nesta caverna, e alguns disseram que te matasse; porém a minha mão te poupou; porque disse: Não estenderei a minha mão contra o meu senhor, pois é o ungido do SENHOR. Olha, pois, meu pai, vê aqui a orla do teu manto, te não matei. Adverte, pois, e vê que não há na minha mão nem mal nem prevaricação nenhuma, e não pequei contra ti; porém tu andas à caça da minha vida, para ma tirares.
I Samuel 24. 8-11

Que belo exemplo!



GIDEÃO

Gideão, outro herói de Israel, nos deixou exemplo de como devemos fazer a obra sem interesse em recompensa. Sua vida foi uma sucessão de demonstração do quanto vale confiar no Senhor Deus, Ele conseguiu livrar a sua nação das mãos dos perversos midianitas. Foi a sua resposta à chamada do Senhor que tornou possível tal livramento.

E Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o salvar dos midianitas. Então, o Anjo do SENHOR lhe apareceu e lhe disse: O SENHOR é contigo,varão valoroso.
Juízes 6. 11, 12

Após esa saudação, fez ver ao anjo do Senhor que, se o Senhor fosse com ele realmente, Israel já de há muito estaria livre daqueles inimigos. Para ele era simples: se o Deus que operara por meio de seus irmãos estivesse com ele, como o anjo estava a lhe dizer, ele exterminaria aqueles invasores. Diante do exposto, o anjo do Senhor lhe diz:

Então, o SENHOR olhou para ele e disse:Vai nesta tua força e livrarás a Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei eu?
Juízes 6. 14

Ele creu e conseguiu livrar Israel. Como recompensa, os filhos de Israel quiseram elegê-lo rei, ao que prontamente recusou; não fazia parte da sua chamada.

Então, os homens de Israel disseram a Gideão:
Domina sobre nós, tanto tu como teu filho e o filho de teu filho; porquanto nos livraste da mão dos midianitas. Porém Gideão lhe disse: Sobre vós eu não dominarei, nem tampouco meu filho sobre vós dominará; o SENHOR sobre vós dominará.
Juízes 8. 22, 23

Ele soube se colocar em seu lugar. Não ultrapassou a chamada de Deus.
DEU O PRESNTE A ISRAEL E FOI COLOCADO NO MEIO DOS GRANDES! 


Em Cristo,

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quarta-feira, 25 de abril de 2012

NA PRESENÇA DOS GRANDES



Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel;  foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
Mateus 25. 21

Como vimos anteriormente, o presente material, no tempo do Antigo Testamento, era dado como uma tipificação do presente espiritual que hoje devemos oferecer às pessoas. Em nosso tempo, ele se diferencia daquele dado pelos nossos irmãos do passado, pois objetiva apenas abençoar a pessoa a quem é destinado, sem intenções de recompensa. Se for enviado sem interesses, beneficiará também a quem o envia, e o melhor é que o colocará entre os grandes de Deus.

O presente alarga o caminho de quem o dá e leva-o à presença dos grandes.
Provérbios 18. 16

O Pr. Antônio Neves de Mesquita, em seu livro Estudo no livro de Provérbios, também analisou os benefícios do presente citado no versículo 16 de Provérbios 18, e fez o seguinte comentário:

Um presente sem ter em vista uma recompensa alarga o caminho, pois a pessoa presenteada sente-se bem em receber, e fica cativa do ofertante (id. p. 145).

Analisando mais profundamente o texto de Provérbios 18. 16, notamos que o presente sem segundas intenções, o presente espiritual que alcança até os inimigos, beneficia duplamente a quem o dá, bem como o ofertante.



DEUS  TRANSFORMA  O  SENTIMENTO

Deus muda o sentimento daquela pessoa para quem estamos enviando presentes, de modo que, inexplicavelmente, ela deixa de ser nossa inimiga. O próprio Senhor, que é Quem realiza a obra que determinamos em Seu Nome, faz com que o presenteado entenda que nós não somos tão ruins assim, a ponto de merecer desprezo ou ira. Deus testifica à pessoa que se nos opõe, de um modo que só a Sua sabedoria pode fazer, que nós enviamos aqueles presentes e, desse modo, Ele a torna cativa do ofertante - em concordância com os dizeres do nobre Pr. Antônio Neves Mesquita. Mas o melhor de tudo isso está no segundo benefício.



SOMOS  CONDUZIDOS  À  PRESENÇA  DOS  GRANDES

Quando obedecemos ao Senhor, somos conduzidos à presença dos grandes.
Mas, quem são esses grandes?
Não são aqueles a quem o mundo tem eleito como mito, transformado em ídolo e consagrado exemplo de gerações. Não são artistas, estadistas ou pacifistas; são os grandes homens de Deus que têm construído a história do Evangelho, os quais enchem nossa vida com seus exemplos de vida, sua conduta diante do Senhor e obediência a Ele.


Em Cristo,

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sexta-feira, 20 de abril de 2012

O QUE É DÁDIVA ?




Dádiva não é propriamente um presente, é, digamos, um presentinho, uma lembrança. Por exemplo, digamos que eu esteja fazendo aniversário e você envia um presente: um relógio, um sapato, uma camisa e etc. Mas, se você estiver sem dinheiro, ou se não me considerar alguém tão especial a ponto de merecer um presente, embora tenha por mim certa consideração, você me envia um cartão; isso é uma lembrança.

A lembrança espiritual é aquela que você dá quando está, por exemplo, na rua, e se lembra de alguma pessoa. Você, então, pede a Deus que a abençoe. Muitas vezes, você nem sabe se ela está passando por uma situação difícil, mas intercede; mesmo que ela seja sua inimiga, você pede: "Oh, Deus, ajude-a". Se tomar conhecimento de que ela está tentando conseguir algo, mais ainda você fala a Deus: "Que ela consiga, Senhor". Você está lhe mandando suas lembrancinhas. Ou seja, está enviando uns presentinhos bem pequenos. Essas lembranças aplacam, seguram a indignação.

É sabido que, às vezes, uma simples indignação pode causar um grande prejuízo. Por exemplo, imagine que alguma coisa de bom está para lhe acontecer. E, por acaso, a pessoa com aquela que está indignado com você, e pergunta: "O que você acha do Fulano?". E ela responde: "Fulano? Ih, cuidado, ele não é nada do que você está pensando". Por causa do comentário, quem ia ajudá-lo deixa de fazer-lhe aquele bem. Ela o deixa de lado por causa do comentário daquele que estava chateado e aborrecido com você. Mas se você tivesse mandado suas lembrancinhas, seus presentinhos, aquela pessoa não o prejudicaria, pois teria mudado de conceito a seu respeito.


NUVENS  E  VENTOS  QUE  NÃO  TRAZEM  CHUVA

Não podemos esquecer que os ensinos a respeito de como enviar presentes são totalmente pertinentes também às dádivas. De nada adianta mandarmos lembranças e divulgarmos esse fato às pessoas. As dádivas também devem ser entregues secretamente para que sejam recebidas. Veja o que a Palavra diz sobre a pessoa que se gaba do que não faz:

Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba de dádivas que não dá.
Provérbios 25. 14

Suponhamos que em uma região não chova há vários meses, que tudo esteja seco. Os religiosos sobem os montes; os católicos andam em procissão; os evangélicos fazem vigílias, enfim, todo mundo, à sua maneira, está pedindo chuva, mas ela não vem.

As fontes de água começam a secar; os pastos estão destruídos; o gado, morrendo; as plantações, queimadas. Aparentemente, não há perspectiva de melhora, nenhum sinal de chuva e as previsões dos metereologistas são catastróficas.

Porém, certo dia, lá no horizonte, começa a aparecer uma nuvem; o céu vai se fechando, as pessoas vão ficando alegres com o vento que está aumentadndo, o qual anuncia que um aguaceiro está por cair. O céu escurece totalmente e o ânimo de todos se recobra.

Mas os minutos vão passando e as nuvens pesadas se dissolvem; o céu volta a ficar azul, e nenhuma gota d'água cai.
Adiantou alguma coisa? Não!
Assim acontece com o homem que se gaba de dádivas que não dá. Ele parece uma benção, ora, determina, luta em oração em favor de alguém, mas se gaba do que tem feito. Resultado: não realiza nada de fato: é como nuvens e ventos que não trazem chuvas.

Meu querido leitor, abra seus olhos! Deus vê o interior! A pessoa que se gaba de presentes que não dá tem intenções impuras. Alguém com intenções puras, mesmo que uma pessoa viesse a elogiá-lo por ter orado pelo próximo, não aceitaria a glória do homem, mas destacaria a ação de Deus, recusando, assim, os aplausos humanos. Quem quer realmente agradar ao Senhor deve se lembrar do texto de Isaías 42. 8, o qual o Senhor diz:

Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois a outrem não darei,  nem o meu louvor, às imagens de esculturas.

Se você só encontrou pedras em seu caminho, se só conheceu gente interessada em tirar aquilo que é seu, pessoas más e mesquinhas, que o têm prejudicado bastante, não acrescente a essas coisas a indignação do Senhor. Dê uma virada completa. Comece agora a praticar o conselho das Escrituras Sagradas. Ainda há tempo para reverter qualquer situação. Basta enviar presentes e dádivas; pois os presentes que enviamos de modo correto nos alargarão o caminho, e as dádivas enviadas às escondidas abaterão a ira.

Diante dessas informações, por que não usar agora esses meios que lhe farão mais feliz?
Toda revelação dada é para ser praticada; ela é como um mandamento. Daremos conta daquilo que fizermos ou deixarmos de fazer em relação ao que o Senhor Deus nos manda realizar.

Deixar de assumir o que o Senhor Deus nos ensina, é desprezar o melhor caminho para se resolver qualquer situação. Desejoso de ver o nosso bem, o Senhor Deus nos mostra a melhor maneira de agir em determinada situação. As vezes, o que ele nos revela não é o que gostaríamos que fosse, mas é o que funciona. Ao obecedecê-lo, colocamos o Seu poder para agir em nosso favor, e conquistamos a vitória.

Dê ao Pai o direito de fazer de você um filho (a) bem-sucedido.

Em Cristo,

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

EM TERMOS PRÁTICOS




Observe ainda o que o Espírito Santo nos diz.

O presente dado em segredo abate a ira...
Provérbios 21. 14

Suponhamos que alguém esteja completamente irado com você. Não adianta procurá-lo, pois ele não lhe dará atenção alguma. Se você começar, em segredo, a mandar-lhe presentes, ele poderá não se esquecer completamente do agravo que recebeu nem deixar de ficar irado, mas os presentes que enviar farão com que sua ira seja abatida até chegar a um ponto razoável que lhe permita se reconciliar com ele. Então, você o procurará e dirá: "Fulano, eu errei. Fiz o que não devia. Falei mal de você, menti a seu respeito, causando-lhe certa humilhação, mas eu estou arrependido e quero o seu perdão".

Se fizer isso, seguindo a orientação bíblica, ouvirá dele mais ou menos o seguinte: "Não é você quem tem que pedir perdão; sou eu quem precisa fazê-lo. Você sempre foi meu amigo". Quadro como esse eu já vi repetidas vezes.

Porém, se tentar mandar presentes como o fariseu - aquele que só age com a intenção de receber aplausos de todos - , o presente não será entregue e nenhuma ira será abatida. Pelo contrário, a ira poderá até mesmo aumentar. O fariseu não entende que o seu tipo de ação só o faz ficar mais distante de Deus, ele precisa aprender que só o presente dado em segredo abate a ira.

O presente que não é dado em segredo, provém de uma pessoa que recebe seu galardão aqui na terra (como vimos anteriormente).
Possivelmente, esse presente aumentará a ira e dará ao inimigo mais condições de continuar usando aquela pessoa. O presente dado às claras recomenda mal a pessoa diante do Senhor.

A dádiva às escondidas
... A dádiva às escondidas aplaca a indignação.
Provérbios 21. 14



PRÓXIMO POST:   O que é dádiva ?


Em Cristo,

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sábado, 7 de abril de 2012

DEUS VÊ A INTENÇÃO



Suponhamos que alguém o tenha magoado.
Você, como cristão, resolve mandar-lhe presentes espirituais, mas anuncia essa intenção a todos.
Esses presentes, que estão sendo enviados às claras, sem dúvida alguma, não produzirão o resultado esperado. É pura perda de tempo tentar usar o poder de Deus para a promoção pessoal, ou para algum outro propósito que não seja o de fazer a vontade do Pai celestial.

Para complicar as coisas ainda mais, imaginemos que você declare para alguém de sua íntima confiança: "Ah, ele só está prosperando porque, modéstia à parte, eu sou de Deus, tenho um coração envolvido pelo Espírito Santo e o estou abençoando. Olha, se não fossem as minhas orações, se não fosse eu,ele não se levantaria mais. Ele não reconhece, mas só está sendo abençoado graças a mim".
Você está perdendo tempo. O Pai só recompensa aquele que faz a obra dEle secretamente.

Não faça com que as pessoas comentem: "É, o Fulano é muito espiritual, é um cristão verdadeiro. Se fosse outro, podia ir até lá e dar um tapa na cara do Beltrano, mas, em vez disso, está orando por ele. O Beltrano só não teve um acidente um dia desses, porque o Fulano está falando sério com Deus a respeito dele. Esse homem é uma benção!"

Há pessoas que anunciam de si coisas como: "Esta noite eu estava em plena comunhão com Deus e aí fiz uma oração forte pelo Beltrano, e o coloquei diante dEle. Eu clamei ao meu Senhor, dizendo: Deus abençoa, o Beltrano. Ele não sabe quem ele perdeu, pois, afinal de contas, eu podia ser o seu maior amigo. Mas, mesmo ele não reconhecendo, eu tenho me esforçado bastante para ajudá-lo. Modéstia à parte, estou fazendo o meu papel com sucesso".
Pode até acontecer de o sujeito que age assim estar bem intencionado, e se esforce para ajudar alguém enviando-lhe presentes, mas se a motivação de tal ato aparecer, ou se aproveitar para num momento de fraqueza se identificar como responsável pelo bem-estar do outro, tudo que fez não ajudará em nada.

Na verdade, aqueles que assim procedem estão gabando-se de presentes que não dão. Alguém pode dizer: "Mas, irmã, o que é isso? Você tem coragem de dizer que o Fulano inventou que está orando pelo Beltrano? Você o está acusando de ser mentiroso. Ele está falando a verdade; eu tenho provas de que ele está mandando os tais presentes, tanto que o Beltrano melhorou de vida". Mentira pura!
O Fulano está perdendo tempo. Quando alguém banca o "ator", ele joga por terra tudo que tem tentado praticar.

O que Deus leva em conta não é o que você fala ou o que aparenta ser, mas o propósito que há em seu coração. Se, ao mandar presentes, você declara o que está fazendo, querendo ou não, forma o seu grupinho de admiradores e, desse modo, você já está recebendo o pagamento que vem dos homens. Os seus presentes jamais chegarão ao destinatário, pois o Senhor Jesus, que garante que realizará tudo aquilo que você determinar, não poderá atendê-lo, visto que o motivo não é o de glorificar o Pai no Filho. Ademais, os anjos de Deus, os agentes divinos encarregados de cumprir as suas determinações, não darão a mínima para a sua palavra. Os anjos só obedecem à voz da Palavra e não à dos falsos cristãos.
 (Sl 103. 20).

Nesse exemplo, se o Beltrano prosperou é por sua própria capacidade, ou porque alguém, sem segundos interesses, que não "tocou trombetas" por seu ato, esteve orando por ele.
Não foi por causa dos jejuns e das orações do Fulano, que não passaram de obras vazias de um verdadeiro fariseu.

Mesmo que, em algum caso, você tenha sido o responsável pela recuperação de alguém ou pelo sucesso dele, não aceite a recompensa aqui. Para quem, de fato, faz a vontade do Senhor Deus haverá uma recompensa lá no céu.

Para Deus, o que vale é a intenção, o espírito com que você faz as coisas. Tudo o que fizermos deve ser praticado no princípio do amor, de dar a vida. Quem faz "tocar trombetas" para que todos vejam os pratos de sopa dados aos mendigos, ou em relação a qualquer outra boa ação praticada, recebe de pronto a recompensa dos homens, os quais comentam o quanto tal pessoa é caridosa. Nós, porém, devemos esperar pela recompensa que, lá na eternidade, Ele o justo Senhor, nos dará. O mesmo se dá com o pregador que após ter feito um belo sermão provoca comentários de sua prédica. E, ao ouvir os elogios, incha-se completamente e recebe de pronto a recompensa que certamente estaria à sua espera lá na eternidade.

Às vezes, a própria esposa do pregador ou algum outro amigo são usados para lhe tomar a recompensa. Muita gente, com boa intenção de nos agradar, profere certas afirmações que nos fazem sentir como se fôssemos os melhores, como se aquele sermão que abençoou tantas vidas ou o milagre que provou que o Senhor estava presente da fato tivessem acontecido por causa da nossa santidade ou virtude. Essas pessoas fariam muito melhor calando-se, pois o elogio dado a um ser humano sempre será uma pedra de tropeço. Nós não temos estrutura para ouvir elogios. Quando eles são dados, nos inchamos e achamos que somos melhores do que outras pessoas. Isso é um desatre.

Os apóstolos Pedro e João, logo após terem sido usados pelo Senhor para curar o paralítico que era colocado junto à porta do templo chamada Formosa, repeliram de pronto a admiração que as pessoas quiseram devotar a eles, como se fossem os responsáveis pelo milagre operado.

E todo o povo o viu andar e louvar a Deus; e conheciam-no, pois era ele o que se assentava a pedir esmolas à Porta Formosa do templo; e ficaram cheios de pasmos e assombro pelo que lhe acontecera. E, apegando-se ele a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles no alpendre chamado de Salomão. E, quando Pedro viu isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem? E, pela fé no seu nome, fez o seu nome fortalecer a este que vedes e conheceis; e a fé que é por ele deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde.
Atos 3. 9-12, 16

Quando alguém vaidosamente diz: "Eu estou orando muito pelo Fulano; por isso ele está prosperando", na verdade, está perdendo tempo. Aquilo que chama de oração não passa de palavras vazias que não realizam nada. No mundo de Deus, o que conta é a intenção do coração, e não o que a gente gostaria que fosse. Deus nunca atende a fariseu algum. Todo fariseu volta vazio do seu trabalho de oração.

E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo, a orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.
Lucas 18. 9-14


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Em Cristo,


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