domingo, 29 de abril de 2012

ABRAÃO - DAVI - GIDEÃO





ABRAÃO

Na Bíblia, podemos ler relatos sobre a vida de vários heróis da fé. Podemos, por exemplo, falar de Abraão. Ele deixou sua parentela e foi para uma terra que Deus havia de lhe mostrar. Procurava a cidade, cujo o artíficie e construtor era o próprio Deus, foi colocado numa alta posição, sendo o Pai de todos aqueles que crêem. Tem um lugar tão alto e privilegiado, que o Senhor Jesus, ao ensinar sobre a vida depois da morte, contou o caso do mendigo Lázaro que morreu e foi para o paraíso, em contraste com o rico que foi para o inferno. Na parábola, contada em Lucas 16. 19-31, que muitos acreditam ser real, pois deu-se nome a um dos personagens, Abraão foi chamado de  pai pelo próprio Senhor. A sua recompensa deveu-se à obediência à Palavra. Haverá sempre uma recompensa para todos que atendem à voz do nosso Deus.

Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artíficie e construtor é Deus.
Hebreus 11. 8-10

Abraão viveu pela fé, e obedeceu a Deus até o último dia de sua vida. Partiu deste mundo sem ver concretizada, em seu tempo, a promessa divina, mas vislumbrava uma pátria que lhe enchia muito mais o coração: a celestial. Para ele, o que importava era obedecer ao Senhor. Ele sabia que, ao fim, viria a recompensa. Hoje, devemos ter o mesmo sentimento. Mesmo que não entendamos a razão dos presentes, devemos enviá-los.

Ao liberarmos alguém que , por nos ter odiado ou nos causado males, encontra-se nas mãos do adversário, nós estaremos dando condição ao nosso Pai para, além das bençãos que Ele irá derramar sobre nossa vida, nos conduzir também à presença dos grandes.

Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe, e crendo nelas, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiro e peregrinos na terra. Porque os que isso dizem claramente mostram que buscam uma pátria. Mas, agora, desejam uma melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes  preparou uma cidade.
Hebreus 11. 13, 14, 16



  DAVI

Davi foi um homem guerreiro e valente nas batalhas  -  um homem de uma projeção espiritual tamanha, cujos salmos, até hoje, nos beneficiam. Tornou-se herói em Israel e, na época, era ainda um menino sem muita experiência na vida; por isso, poderia ter-se desviado ao ser perseguido por Saul. Esquivou-se, pelo menos duas vezes, de matar seu inimigo mortal, preferindo não tocar no ungido do Senhor.
 Hoje, infelizmente, vê-se por toda parte pessoas que, em vez de serem gratas àqueles que as tiraram da lama, das mãos do inimigo, que se esforçaram para libertá-las do pecado, pagando em muitos casos um preço altíssimo, abrem a boca, falando mal de seus "pais" no Senhor.

Davi foi um herói. Diante do acovardado rei Saul, que julgava impossível Davi vencer o gigante Golias, deu a seguinte resposta:

Então, disse Davi a Saul: teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; e vinha um leão ou um urso e tomava uma ovelha do rebanho, e eu saía após ele, e o feria, e o livrava da sua boca; e, levantando-se ele contra mim, lançava-lhe mão da barba, e o feria, e o matava. Assim, feria o teu servo o leão como o urso, assim será este incircunciso filisteu como um deles; porquanto afrontou  os exércitos do Deus vivo. Disse mais Davi: O SENHOR me livrou da mão do leão e da do urso; ele me livrará da mão deste filisteu.
I Samuel 17. 34-37

Mais tarde, quando o rei Saul procurava mata-lo, Davi, tendo oportunidade de, por duas vezes, acabar com o rei, poupou-lhe a vida. Ao ser questionado pelos seus liderados, que não entenderem por que ele não acabara de uma vez por todas com o seu perseguidor, ele deu a resposta mais linda que um servo de Deus poderia dar, mostrando que toda a sua vida estava pautada no temor do Senhor.

Ele disse aos seus homens: O SENHOR me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do SENHOR, estendendo eu a minha mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR. E, com estas palavras, Davi conteve os seus homens e não lhes permitiu que se levantassem contra Saul; e Saul se levantou da caverna e prosseguiu o seu caminho.
I Samuel 24. 6, 7

Neste incidente, sucedido numa caverna no deserto de Em Gedi, Davi tinha todas as possibilidades de acabar de uma vez por todas com aquele que o estava caçando para tirar-lhe a vida. Ele poderia tê-lo matado e depois se justificado, dizendo que fora legítima defesa. Como sabemos, Davi e seus homens estavam escondidos na caverna, e Saul, sem saber que eles estavam ali, foi até ela, sozinha, para aliviar o ventre.

Então tomou Saul três mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi à busca de Davi e dos seus homens, até aos cumes das penhas das cabras monteses. E chegou a uns currais de ovelhas no caminho, onde estava numa caverna; e entrou nela Saul, a cobrir seus pés; e Davi e os seus homens estavam aos lados da caverna.
I Samuel 24. 2-3

Era uma oportunidade de ouro. Seus ajudantes o excitaram a tomar vingança contra aquele a quem o Senhor já tinha rejeitado. Ele, Davi, seria o seu sucessor. Ele tinha todas as justificativas para despachar Saul. O rei não possuía uma só razão para a perseguição que movia contra o herói belemita. Os seus liderados lhe disseram:

Então, os homens de Davi lhe disseram: Eis aqui o dia do qual o SENHOR te diz: Eis que te dou o teu inimigo nas tuas mãos, e far-lhe-ás como te parecer bem a teus olhos. E levantou-se Davi e, mansamente, cortou a orla do manto de Saul.
I Samuel 24. 4

Quando o rei já estava a uma certa distância, Davi o chamou, gritando, e mostrou-lhe o pedaço de seu manto que cortara. Explicou-lhe que fora o temor de Deus em seu coração que o impedira de fazer mal ao ungido do Senhor.

Depois, também Davi se levantou, e saiu da caverna, e gritou por detrás de Saul, dizendo: Rei, meu senhor! E, olhando Saul para trás, Davi se inclinou com o rosto em terra e se prostrou. E disse Davi a Saul: Por que dás tu ouvidos às palavras dos homens que dizem: Eis que Davi procura o teu mal? Eis que este dia os teus olhos viram que o SENHOR, hoje, te pôs em minhas mãos nesta caverna, e alguns disseram que te matasse; porém a minha mão te poupou; porque disse: Não estenderei a minha mão contra o meu senhor, pois é o ungido do SENHOR. Olha, pois, meu pai, vê aqui a orla do teu manto, te não matei. Adverte, pois, e vê que não há na minha mão nem mal nem prevaricação nenhuma, e não pequei contra ti; porém tu andas à caça da minha vida, para ma tirares.
I Samuel 24. 8-11

Que belo exemplo!



GIDEÃO

Gideão, outro herói de Israel, nos deixou exemplo de como devemos fazer a obra sem interesse em recompensa. Sua vida foi uma sucessão de demonstração do quanto vale confiar no Senhor Deus, Ele conseguiu livrar a sua nação das mãos dos perversos midianitas. Foi a sua resposta à chamada do Senhor que tornou possível tal livramento.

E Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o salvar dos midianitas. Então, o Anjo do SENHOR lhe apareceu e lhe disse: O SENHOR é contigo,varão valoroso.
Juízes 6. 11, 12

Após esa saudação, fez ver ao anjo do Senhor que, se o Senhor fosse com ele realmente, Israel já de há muito estaria livre daqueles inimigos. Para ele era simples: se o Deus que operara por meio de seus irmãos estivesse com ele, como o anjo estava a lhe dizer, ele exterminaria aqueles invasores. Diante do exposto, o anjo do Senhor lhe diz:

Então, o SENHOR olhou para ele e disse:Vai nesta tua força e livrarás a Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei eu?
Juízes 6. 14

Ele creu e conseguiu livrar Israel. Como recompensa, os filhos de Israel quiseram elegê-lo rei, ao que prontamente recusou; não fazia parte da sua chamada.

Então, os homens de Israel disseram a Gideão:
Domina sobre nós, tanto tu como teu filho e o filho de teu filho; porquanto nos livraste da mão dos midianitas. Porém Gideão lhe disse: Sobre vós eu não dominarei, nem tampouco meu filho sobre vós dominará; o SENHOR sobre vós dominará.
Juízes 8. 22, 23

Ele soube se colocar em seu lugar. Não ultrapassou a chamada de Deus.
DEU O PRESNTE A ISRAEL E FOI COLOCADO NO MEIO DOS GRANDES! 


Em Cristo,

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quarta-feira, 25 de abril de 2012

NA PRESENÇA DOS GRANDES



Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel;  foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
Mateus 25. 21

Como vimos anteriormente, o presente material, no tempo do Antigo Testamento, era dado como uma tipificação do presente espiritual que hoje devemos oferecer às pessoas. Em nosso tempo, ele se diferencia daquele dado pelos nossos irmãos do passado, pois objetiva apenas abençoar a pessoa a quem é destinado, sem intenções de recompensa. Se for enviado sem interesses, beneficiará também a quem o envia, e o melhor é que o colocará entre os grandes de Deus.

O presente alarga o caminho de quem o dá e leva-o à presença dos grandes.
Provérbios 18. 16

O Pr. Antônio Neves de Mesquita, em seu livro Estudo no livro de Provérbios, também analisou os benefícios do presente citado no versículo 16 de Provérbios 18, e fez o seguinte comentário:

Um presente sem ter em vista uma recompensa alarga o caminho, pois a pessoa presenteada sente-se bem em receber, e fica cativa do ofertante (id. p. 145).

Analisando mais profundamente o texto de Provérbios 18. 16, notamos que o presente sem segundas intenções, o presente espiritual que alcança até os inimigos, beneficia duplamente a quem o dá, bem como o ofertante.



DEUS  TRANSFORMA  O  SENTIMENTO

Deus muda o sentimento daquela pessoa para quem estamos enviando presentes, de modo que, inexplicavelmente, ela deixa de ser nossa inimiga. O próprio Senhor, que é Quem realiza a obra que determinamos em Seu Nome, faz com que o presenteado entenda que nós não somos tão ruins assim, a ponto de merecer desprezo ou ira. Deus testifica à pessoa que se nos opõe, de um modo que só a Sua sabedoria pode fazer, que nós enviamos aqueles presentes e, desse modo, Ele a torna cativa do ofertante - em concordância com os dizeres do nobre Pr. Antônio Neves Mesquita. Mas o melhor de tudo isso está no segundo benefício.



SOMOS  CONDUZIDOS  À  PRESENÇA  DOS  GRANDES

Quando obedecemos ao Senhor, somos conduzidos à presença dos grandes.
Mas, quem são esses grandes?
Não são aqueles a quem o mundo tem eleito como mito, transformado em ídolo e consagrado exemplo de gerações. Não são artistas, estadistas ou pacifistas; são os grandes homens de Deus que têm construído a história do Evangelho, os quais enchem nossa vida com seus exemplos de vida, sua conduta diante do Senhor e obediência a Ele.


Em Cristo,

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O QUE É DÁDIVA ?




Dádiva não é propriamente um presente, é, digamos, um presentinho, uma lembrança. Por exemplo, digamos que eu esteja fazendo aniversário e você envia um presente: um relógio, um sapato, uma camisa e etc. Mas, se você estiver sem dinheiro, ou se não me considerar alguém tão especial a ponto de merecer um presente, embora tenha por mim certa consideração, você me envia um cartão; isso é uma lembrança.

A lembrança espiritual é aquela que você dá quando está, por exemplo, na rua, e se lembra de alguma pessoa. Você, então, pede a Deus que a abençoe. Muitas vezes, você nem sabe se ela está passando por uma situação difícil, mas intercede; mesmo que ela seja sua inimiga, você pede: "Oh, Deus, ajude-a". Se tomar conhecimento de que ela está tentando conseguir algo, mais ainda você fala a Deus: "Que ela consiga, Senhor". Você está lhe mandando suas lembrancinhas. Ou seja, está enviando uns presentinhos bem pequenos. Essas lembranças aplacam, seguram a indignação.

É sabido que, às vezes, uma simples indignação pode causar um grande prejuízo. Por exemplo, imagine que alguma coisa de bom está para lhe acontecer. E, por acaso, a pessoa com aquela que está indignado com você, e pergunta: "O que você acha do Fulano?". E ela responde: "Fulano? Ih, cuidado, ele não é nada do que você está pensando". Por causa do comentário, quem ia ajudá-lo deixa de fazer-lhe aquele bem. Ela o deixa de lado por causa do comentário daquele que estava chateado e aborrecido com você. Mas se você tivesse mandado suas lembrancinhas, seus presentinhos, aquela pessoa não o prejudicaria, pois teria mudado de conceito a seu respeito.


NUVENS  E  VENTOS  QUE  NÃO  TRAZEM  CHUVA

Não podemos esquecer que os ensinos a respeito de como enviar presentes são totalmente pertinentes também às dádivas. De nada adianta mandarmos lembranças e divulgarmos esse fato às pessoas. As dádivas também devem ser entregues secretamente para que sejam recebidas. Veja o que a Palavra diz sobre a pessoa que se gaba do que não faz:

Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba de dádivas que não dá.
Provérbios 25. 14

Suponhamos que em uma região não chova há vários meses, que tudo esteja seco. Os religiosos sobem os montes; os católicos andam em procissão; os evangélicos fazem vigílias, enfim, todo mundo, à sua maneira, está pedindo chuva, mas ela não vem.

As fontes de água começam a secar; os pastos estão destruídos; o gado, morrendo; as plantações, queimadas. Aparentemente, não há perspectiva de melhora, nenhum sinal de chuva e as previsões dos meteorologistas são catastróficas.

Porém, certo dia, lá no horizonte, começa a aparecer uma nuvem; o céu vai se fechando, as pessoas vão ficando alegres com o vento que está aumentando, o qual anuncia que um aguaceiro está por cair. O céu escurece totalmente e o ânimo de todos se recobra.

Mas os minutos vão passando e as nuvens pesadas se dissolvem; o céu volta a ficar azul, e nenhuma gota d'água cai.
Adiantou alguma coisa? Não!
Assim acontece com o homem que se gaba de dádivas que não dá. Ele parece uma benção, ora, determina, luta em oração em favor de alguém, mas se gaba do que tem feito. Resultado: não realiza nada de fato: é como nuvens e ventos que não trazem chuvas.

Meu querido leitor, abra seus olhos! Deus vê o interior! A pessoa que se gaba de presentes que não dá tem intenções impuras. Alguém com intenções puras, mesmo que uma pessoa viesse a elogiá-lo por ter orado pelo próximo, não aceitaria a glória do homem, mas destacaria a ação de Deus, recusando, assim, os aplausos humanos. Quem quer realmente agradar ao Senhor deve se lembrar do texto de Isaías 42. 8, o qual o Senhor diz:

Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois a outrem não darei,  nem o meu louvor, às imagens de esculturas.

Se você só encontrou pedras em seu caminho, se só conheceu gente interessada em tirar aquilo que é seu, pessoas más e mesquinhas, que o têm prejudicado bastante, não acrescente a essas coisas a indignação do Senhor. Dê uma virada completa. Comece agora a praticar o conselho das Escrituras Sagradas. Ainda há tempo para reverter qualquer situação. Basta enviar presentes e dádivas; pois os presentes que enviamos de modo correto nos alargarão o caminho, e as dádivas enviadas às escondidas abaterão a ira.

Diante dessas informações, por que não usar agora esses meios que lhe farão mais feliz?
Toda revelação dada é para ser praticada; ela é como um mandamento. Daremos conta daquilo que fizermos ou deixarmos de fazer em relação ao que o Senhor Deus nos manda realizar.

Deixar de assumir o que o Senhor Deus nos ensina, é desprezar o melhor caminho para se resolver qualquer situação. Desejoso de ver o nosso bem, o Senhor Deus nos mostra a melhor maneira de agir em determinada situação. As vezes, o que ele nos revela não é o que gostaríamos que fosse, mas é o que funciona. Ao obedecê-lo, colocamos o Seu poder para agir em nosso favor, e conquistamos a vitória.

Dê ao Pai o direito de fazer de você um filho (a) bem-sucedido.

Em Cristo,
Lúcy Jorge

sexta-feira, 13 de abril de 2012

EM TERMOS PRÁTICOS




Observe ainda o que o Espírito Santo nos diz.

O presente dado em segredo abate a ira...
Provérbios 21. 14

Suponhamos que alguém esteja completamente irado com você. Não adianta procurá-lo, pois ele não lhe dará atenção alguma. Se você começar, em segredo, a mandar-lhe presentes, ele poderá não se esquecer completamente do agravo que recebeu nem deixar de ficar irado, mas os presentes que enviar farão com que sua ira seja abatida até chegar a um ponto razoável que lhe permita se reconciliar com ele. Então, você o procurará e dirá: "Fulano, eu errei. Fiz o que não devia. Falei mal de você, menti a seu respeito, causando-lhe certa humilhação, mas eu estou arrependido e quero o seu perdão".

Se fizer isso, seguindo a orientação bíblica, ouvirá dele mais ou menos o seguinte: "Não é você quem tem que pedir perdão; sou eu quem precisa fazê-lo. Você sempre foi meu amigo". Quadro como esse eu já vi repetidas vezes.

Porém, se tentar mandar presentes como o fariseu - aquele que só age com a intenção de receber aplausos de todos - , o presente não será entregue e nenhuma ira será abatida. Pelo contrário, a ira poderá até mesmo aumentar. O fariseu não entende que o seu tipo de ação só o faz ficar mais distante de Deus, ele precisa aprender que só o presente dado em segredo abate a ira.

O presente que não é dado em segredo, provém de uma pessoa que recebe seu galardão aqui na terra (como vimos anteriormente).
Possivelmente, esse presente aumentará a ira e dará ao inimigo mais condições de continuar usando aquela pessoa. O presente dado às claras recomenda mal a pessoa diante do Senhor.

A dádiva às escondidas
... A dádiva às escondidas aplaca a indignação.
Provérbios 21. 14



PRÓXIMO POST:   O que é dádiva ?


Em Cristo,

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sábado, 7 de abril de 2012

DEUS VÊ A INTENÇÃO



Suponhamos que alguém o tenha magoado.
Você, como cristão, resolve mandar-lhe presentes espirituais, mas anuncia essa intenção a todos.
Esses presentes, que estão sendo enviados às claras, sem dúvida alguma, não produzirão o resultado esperado. É pura perda de tempo tentar usar o poder de Deus para a promoção pessoal, ou para algum outro propósito que não seja o de fazer a vontade do Pai celestial.

Para complicar as coisas ainda mais, imaginemos que você declare para alguém de sua íntima confiança: "Ah, ele só está prosperando porque, modéstia à parte, eu sou de Deus, tenho um coração envolvido pelo Espírito Santo e o estou abençoando. Olha, se não fossem as minhas orações, se não fosse eu,ele não se levantaria mais. Ele não reconhece, mas só está sendo abençoado graças a mim".
Você está perdendo tempo. O Pai só recompensa aquele que faz a obra dEle secretamente.

Não faça com que as pessoas comentem: "É, o Fulano é muito espiritual, é um cristão verdadeiro. Se fosse outro, podia ir até lá e dar um tapa na cara do Beltrano, mas, em vez disso, está orando por ele. O Beltrano só não teve um acidente um dia desses, porque o Fulano está falando sério com Deus a respeito dele. Esse homem é uma benção!"

Há pessoas que anunciam de si coisas como: "Esta noite eu estava em plena comunhão com Deus e aí fiz uma oração forte pelo Beltrano, e o coloquei diante dEle. Eu clamei ao meu Senhor, dizendo: Deus abençoa, o Beltrano. Ele não sabe quem ele perdeu, pois, afinal de contas, eu podia ser o seu maior amigo. Mas, mesmo ele não reconhecendo, eu tenho me esforçado bastante para ajudá-lo. Modéstia à parte, estou fazendo o meu papel com sucesso".
Pode até acontecer de o sujeito que age assim estar bem intencionado, e se esforce para ajudar alguém enviando-lhe presentes, mas se a motivação de tal ato aparecer, ou se aproveitar para num momento de fraqueza se identificar como responsável pelo bem-estar do outro, tudo que fez não ajudará em nada.

Na verdade, aqueles que assim procedem estão gabando-se de presentes que não dão. Alguém pode dizer: "Mas, irmã, o que é isso? Você tem coragem de dizer que o Fulano inventou que está orando pelo Beltrano? Você o está acusando de ser mentiroso. Ele está falando a verdade; eu tenho provas de que ele está mandando os tais presentes, tanto que o Beltrano melhorou de vida". Mentira pura!
O Fulano está perdendo tempo. Quando alguém banca o "ator", ele joga por terra tudo que tem tentado praticar.

O que Deus leva em conta não é o que você fala ou o que aparenta ser, mas o propósito que há em seu coração. Se, ao mandar presentes, você declara o que está fazendo, querendo ou não, forma o seu grupinho de admiradores e, desse modo, você já está recebendo o pagamento que vem dos homens. Os seus presentes jamais chegarão ao destinatário, pois o Senhor Jesus, que garante que realizará tudo aquilo que você determinar, não poderá atendê-lo, visto que o motivo não é o de glorificar o Pai no Filho. Ademais, os anjos de Deus, os agentes divinos encarregados de cumprir as suas determinações, não darão a mínima para a sua palavra. Os anjos só obedecem à voz da Palavra e não à dos falsos cristãos.
 (Sl 103. 20).

Nesse exemplo, se o Beltrano prosperou é por sua própria capacidade, ou porque alguém, sem segundos interesses, que não "tocou trombetas" por seu ato, esteve orando por ele.
Não foi por causa dos jejuns e das orações do Fulano, que não passaram de obras vazias de um verdadeiro fariseu.

Mesmo que, em algum caso, você tenha sido o responsável pela recuperação de alguém ou pelo sucesso dele, não aceite a recompensa aqui. Para quem, de fato, faz a vontade do Senhor Deus haverá uma recompensa lá no céu.

Para Deus, o que vale é a intenção, o espírito com que você faz as coisas. Tudo o que fizermos deve ser praticado no princípio do amor, de dar a vida. Quem faz "tocar trombetas" para que todos vejam os pratos de sopa dados aos mendigos, ou em relação a qualquer outra boa ação praticada, recebe de pronto a recompensa dos homens, os quais comentam o quanto tal pessoa é caridosa. Nós, porém, devemos esperar pela recompensa que, lá na eternidade, Ele o justo Senhor, nos dará. O mesmo se dá com o pregador que após ter feito um belo sermão provoca comentários de sua prédica. E, ao ouvir os elogios, incha-se completamente e recebe de pronto a recompensa que certamente estaria à sua espera lá na eternidade.

Às vezes, a própria esposa do pregador ou algum outro amigo são usados para lhe tomar a recompensa. Muita gente, com boa intenção de nos agradar, profere certas afirmações que nos fazem sentir como se fôssemos os melhores, como se aquele sermão que abençoou tantas vidas ou o milagre que provou que o Senhor estava presente da fato tivessem acontecido por causa da nossa santidade ou virtude. Essas pessoas fariam muito melhor calando-se, pois o elogio dado a um ser humano sempre será uma pedra de tropeço. Nós não temos estrutura para ouvir elogios. Quando eles são dados, nos inchamos e achamos que somos melhores do que outras pessoas. Isso é um desatre.

Os apóstolos Pedro e João, logo após terem sido usados pelo Senhor para curar o paralítico que era colocado junto à porta do templo chamada Formosa, repeliram de pronto a admiração que as pessoas quiseram devotar a eles, como se fossem os responsáveis pelo milagre operado.

E todo o povo o viu andar e louvar a Deus; e conheciam-no, pois era ele o que se assentava a pedir esmolas à Porta Formosa do templo; e ficaram cheios de pasmos e assombro pelo que lhe acontecera. E, apegando-se ele a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles no alpendre chamado de Salomão. E, quando Pedro viu isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem? E, pela fé no seu nome, fez o seu nome fortalecer a este que vedes e conheceis; e a fé que é por ele deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde.
Atos 3. 9-12, 16

Quando alguém vaidosamente diz: "Eu estou orando muito pelo Fulano; por isso ele está prosperando", na verdade, está perdendo tempo. Aquilo que chama de oração não passa de palavras vazias que não realizam nada. No mundo de Deus, o que conta é a intenção do coração, e não o que a gente gostaria que fosse. Deus nunca atende a fariseu algum. Todo fariseu volta vazio do seu trabalho de oração.

E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo, a orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.
Lucas 18. 9-14


PRÓXIMO POST:   Em termos práticos


Em Cristo,


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sexta-feira, 30 de março de 2012

APRENDENDO A PRESENTEAR



O presente dado em segredo abate a ira, e a dádiva às escondidas aplaca a indignação.
Provérbios 21. 14

No mundo espiritual, o mais importante, no que se refere a presentear, a maneira como fazemos. Isso porque o calor do presente não é decidido por nós, pois os presentes são bens espirituais e não materiais. Nesse artigo, vamos estudar a forma correta de dar esses presentes.

Em Mateus 6. 1 - 18, Jesus ensina que são também pertinentes aos cristãos as três principais expressões de piedade do judaísmo: dar esmolas, orar e jejuar. Contudo, mostra que a diferença deve estar no modo como são praticadas, no que as motiva. Adverte que devem ser realizadas sem ostentações, sem o desejo de receber louvores.

O fariseu era constantemente chamado de hipócrita por Jesus. O significado dessa palavra de origem grega é ator; ou seja, o fariseu exibia a religiosidade que no fundo era falsa; ele representava, como um ator, sua suposta santidade, buscando o aplauso da "platéia", ou seja, do povo. Ainda hoje, vemos muitos deles em nosso meio. São pessoas que têm aparência religiosa, vestem-se com pompa, falam macio, mais parecendo pessoas de outro mundo, e quando praticam alguma caridade fazem de tudo para que todos saibam.

Era característica do fariseu chamar atenção para si quando ia entregar uma dádiva (v. 2) também era seu costume escolher lugares públicos para orar (v. 5). Dirigia-se a Deus da mesma forma que os gentios (não-judeus) aos seus deuses, repetindo palavras e dizendo coisas sem sentido, julgando que, com isso, suas petições seriam atendidas. Além disso, fazia questão de desfigurar o rosto para mostrar que estava jejuando; para isso, usava até cosméticos que o faziam parecer morto (v. 16). Tudo isso para chamar atenção; todo esse exibicionismo para que dissessem: "Que homem religioso!" O quadro se repete ainda hoje, com mais ou menos os mesmos disfarces ou atrativos.

Lembro-me de um caso verídico narrado por um irmão-pastor. Em sua igreja, uma família se viu, da noite para o dia, totalmente desamparada. O pai da família, um empresário falido, fugiu para a casa da amante, em outro estado, deixando a esposa e dois filhos pequenos para enfrentarem sozinhos todos os credores. Pois bem, a igreja se mobilizou e os membros cotizaram-se para saldar os aluguéis e outras dívidas pessoais atrasados. Outra irmã, que tinha uma pequena casa nos fundos, abrigou gratuitamente aquela família. Um outro, que era dentista, empregou a mulher como sua assistente, e assim todos iam ajudando a reeguer aqueles irmãos.

Era comum alguém fazer uma compra no mercado e mandar entregar, anonimamente, no novo endereço dos irmãos em dificuldade. Mas dentre os que ajudavam, havia uma senhora, por sinal uma diaconisa, isto é, uma obreira, que toda vez que mandava alguma coisa, dava um jeito de fazer todo mundo saber o que ela havia feito. Seria muito melhor, então, que aquela diaconisa levasse pessoalmente seus donativos aos carentes. Mas não. Ela se comportava como os outros, isto é, mandava entregar a contribuição anonimamente, mas depois ficava inventando meios de fazer conhecido o seu gesto. Isso é farisaísmo. E do mesmo modo que enoja em relação a bens materiais também causa repulsa quanto às coisas espirituais.

Sobre esse tipo de pessoa, Jesus afirma no versículo 6: Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
Esse comportamento mostra um total desconhecimento da pessoa de Deus, pois Ele não vê como o homem, não olha o exterior, mas sonda o coração ( v. 4, 6, 18). É impossível alguém enganá-Lo, pois Ele conhece até a intenção com que fazemos ou deixamos de fazer algo.

Conhece o Deus de teu pai e serve-o com um coração perfeito e com uma alma voluntária; porque esquadrinha o SENHOR todos os corações e entende todas as imaginações dos pensamentos; se o buscares, será achado de ti; porém, se o deixares, rejeitar-te-á para sempre.
I Crônicas 28. 2

Não estou dizendo que só podemos ajudar os necessitados às escondidas, sem sermos vistos, como se estivéssemos fazendo algo errado. Como conseqüência de nossas obras sociais, naturalmente, somos vistos pelos homens ao auxiliarmos os que precisam. O problema não está em ser visto ou não, mas na intenção do coração. Se o fazemos com intenção de aparecer, de receber elogios, já recebemos nosso galardão aqui na Terra; mas, se o realizamos com amor, buscando ajudar a quem precisa, Deus está vendo e nos recompensará, quer recebamos ou não a aprovação humana. Aliás, quando não somos vistos fazendo alguma coisa pelos necessitados, o próprio mundo nos condena, pois sabem que essa também é missão da Igreja.
Nos dizeres de Levertoff, "embora os discípulos devam ser vistos praticando boas obras, eles não devem fazer boas obras com o objetivo de serem vistos".



TEM  DE  SER  DADO  EM  SEGREDO

Se enviar presentes é orar por alguém, abençoando-o de tal modo que, às vezes, temos de lutar em oração, então a Palavra nos instrui acerca de como ele deve ser enviado.

Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto. E teu Pai, que vê secretamente, te recompensará.
Mateus 6. 6

O presente que atinge o destinatário, que tem valor, é dado em secreto. Há algo muito interessante no significado da palavra quarto ou aposento (v. 6) no original grego (tameion).
Ela era empregada para designar uma espécie de depósito, uma sala secreta em que somente o dono da casa entrava e na qual se guardavam os tesouros. Dessa forma, o Senhor Jesus estava querendo dizer que no lugar secreto onde oramos há tesouros reservados por Deus a nós.

Explicando melhor: o lugar secreto é o nosso coração, onde guardamos os nossos bens. Devemos, ao orar, entrar no profundo do nosso ser, descobrindo-o para o nosso Deus, pondo de lado todos os nossos desejos e vontade colocando-nos prontos para fazer a vontade dEle. Quando o coração estiver bem aberto para o Senhor, nós devemos orar.

O nosso lugar secreto é como o Santo dos Santos, o lugar separado por Deus no Antigo Testamento, onde ficava a Arca da Aliança, no qual somente o sumo sacerdote entrava uma vez por ano (Hb 9. 1-15). Hoje, o nosso aposento pode ser o Santo dos Santos, o lugar de encontro com Deus, onde Ele nos revela a Sua vontade.

Quando você der presentes, não o faça com interesse de receber algo dos homens, nem para sentir aquela sensação gostosa de realização, em que você venha dizer: "Puxa, eu sou o máximo; tenho feito exatamente como o Senhor quer". Também não "toque trombetas", pois, senão, o presente não chegará até a pessoa. Mesmo que o presenteado nunca reconheça que você é o responsável pelas boas coisas que aconteceram a ele, lá no céu, o nosso Deus haverá de recompensá-lo.


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Em Cristo,

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sexta-feira, 23 de março de 2012

A PERSEGUIÇÃO PERMANECE E O MANDAMENTO TAMBÉM...



A perseguição não terminou !
Até pouco tempo, em nossa pátria, irmãos nossos pagaram um alto preço por pregar a Verdade. Em alguns países do mundo, a perseguição está tão viva quanto nos dias do Império Romano.

Antes do comunismo ter fim na antiga União Soviética, a perseguição religiosa era tão feroz quanto fora no início da cristandade. Os livros Torturados por amor a Cristo e Cristo em cadeias comunistas, de Richard Wurbrand, revelam o quanto nossos irmãos do Leste europeu sofreram por professar a fé no Senhor Jesus. Eles só venceram porque praticaram ao pé da letra o mandamento do Senhor, orando pelos que os perseguem e amando os inimigos.

Muitos podem dizer: "Ah, eu sinto muito mas essa é a única parte da Bíblia que não consigo pôr em prática". Se esse é o seu pensamento, meu amigo (a), então digo que você não cumpre parte qualquer da Palavra, pois amor ao próximo é a segunda parte em que se resumem todos os mandamentos de Deus - a primeira é amar a Ele sobre todas as coisas.

Essa segunda parte é o ponto de partida para a vida abundante que Ele nos oferece. Certamente, aqueles que não conseguem amar o próximo como a eles próprios jamais poderão se aproximar de Deus para receber qualquer bênção. Amar o próximo, seja ele amigo ou inimigo, da mesma maneira que amamos a nós mesmos é um do melhores modos de mostrar ao diabo que o senhorio dele sobre a nossa vida acabou e que Jesus agora é o nosso autêntico e único Senhor.

O mandamneto de Mateus 5.44 inclui a ordem de orar por aqueles que nos perseguem. Alguém pode declarar que isso já é demais. Não, não é demais. É a medida exata do nosso serviço a Cristo. Lembre-se de que éramos trevas, estávamos debaixo do domínio e direção do maligno. Estávamos longe de deus, mas agora estamos perto. Temos sobre a nossa vida um novo Senhor, cuja essência é amor, e que quer derramar Sua natureza sobre nós, tirando à natureza do nosso antigo senhor.

Não importa o preço a ser pago. Se quisermos ser obedientes e fazer a vontade do nosso Pai, temos de Lhe obedecer, nos assemelhando a Ele, e orar por aqueles que nos perseguem, mentem a nosso respeito ou nos prejudicam. Temos de amá-los, enviando-lhes presentes espirituais, lutando espiritualmente para que sejam libertos das garras do nosso verdadeiro e único inimigo, o diabo.


A ORAÇÃO PELOS QUE NOS PERSEGUEM

A Palavra declara que a oração do justo surte grande efeito.

Orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.
Tiago 5. 16

Crendo no que o nosso Deus fala a nosso respeito, devemos entrar decididos na batalha de oração para libertar de qualquer envolvimento maligno aquela pessoa que teima em nos perseguir e nos odiar. Quando oramos por aqueles que nos amaldiçoam, estamos abençoando não só a vida deles, mas alargando o nosso próprio caminho, pois o presente do homem alarga-lhe o caminho, e o leva à presença dos grandes ( Prov. 18. 16)

Mas que tipo de oração devemos fazer por aqueles que nos perseguem para que sejam justiçados ou abençoados ?

Seria o mesmo tipo de clamor que fez Elias quando pediu que descesse fogo dos céus sobre os inimigos ?
Afinal, sendo filhos de Deus, temos autoridade para fazer como Elias. Não, nós não somos do mesmo espírito de Elias; somos do Espírito de Cristo.

E os discípulos Tiago e João, vendo isso, disseram:
Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.
Lucas 9. 54-56


Orar pelos inimigos, contudo, não significa que devemos ficar como "bobinhos", chorando diante de Deus para que Ele lhes dê emprego, saúde ou qualquer outra bênção. Isso também deve fazer parte da nossa oração por eles, mas orar pelos nossos inimigos significa ir muito além disso. Devemos chegar diante do trono do nosso Pai para combater os principados, as potestades, os príncipes das trevas deste século, as hostes espirituais da maldade que estão dominando e instigando aquele perseguidor a nos fazer mal. Pois a nossa luta é mais séria do que algumas lágrimas de piedade que derramemos em favor de alguém.

Porque não temos que luatr contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais.
Efésios 6. 12


AS VANTAGENS DE OBEDECER AO SENHOR

Como vimos anteriormente, quando alguém peca contra nós, fica, espiritualmente, sob nossa responsabilidade. Se nós, que somos de Deus não liberarmos, estaremos perdendo a oportunidade de acabar com aquela perseguição. Ele, por ter sido usado contra nós, encontra-se agora em nosso poder.

Àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes são perdoados; e, àqueles a quem os retiverdes, lhes são retidos.
João 20. 23

Se usarmos a autoridade que possuímos em o Nome de Jesus, certamente, libertaremos todos aqueles que estão sendo usados pelo diabo para nos prejudicar. Se os libertarmos, acabarão os nossos perseguidores e, por conseguinte, as nossas perseguições cessarão.

Contra as perseguições não adianta orar, importunar o Senhor, pedindo a Ele que as afaste de nós. Tudo que precisamos fazer é usar a autoridade, amarrando a força maligna que está usando a pessoa. Isso é enviar presentes para ela.
Se fizermos isso em o Nome do Senhor Jesus, Ele mesmo fará a obra (João 14. 13).


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Aprendendo a presentear




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quarta-feira, 14 de março de 2012

ORAR PELOS QUE PERSEGUEM





Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.
Mateus 4. 44

O texto de Mateus 5. 38-48 apresenta uma atitude de verdadeira abnegação em favor dos inimigos: ao que lhe bater em um lado da face, ofereça-lhe  também o outro; ao que pleitear por algo, declare-o vencedor; dê auxílio a quem peça; bendiga os que o maldizem; faça bem aos que o odeiam; ore pelos que o maltratam e perseguem.

Segundo muitos comentaristas, esse conceito de amar os inimigos não é encontrado em qualquer outro livro religioso dos mais diversos povos e nações. O nosso Deus, ao estabelecer esse modo de proceder para Seus filhos, queria que nós, por atos como esse, nos assemelhássemos a Ele. Se realmente existe um só Deus e se nós somos o povo escolhido por Ele, não é de admirar que Ele queira fazer que em nós exista a diferença que deve existir entre o santo e o imundo, entre aquele que Lhe serve e aquele que O rejeita. Ele quer que realmente sejamos à Sua imagem e semelhança.


CONTEXTO  HISTÓRICO

A época em que Jesus pregou essa mensagem era muito difícil. O povo judeu encontrava-se politicamente cativo pelos romanos; portanto, estes eram seus maiores inimigos. Havia influência de várias culturas (grega e romana, dentre outras), o que gerava a introdução de novas formas de pensar e de ver a vida, afetando, inclusive, a interpretação da Lei mosáica.

A Lei dizia: Amarás o teu próximo a como a ti mesmo (Lv 19. 18). Mas, quer por inserção dos escribas quando das cópias que faziam da Lei, quer por interpretação dos fariseus (religiosos da época), o mandamento era completao da seguinte forma: e aborrecerás o teu inimigo (Mt 5. 43). Ora, essa orientação não vinha de Deus, não constava na Lei; era uma ação diabólica para manter o povo preso a uma religiosidade que não levava a nada, que não gerava vida, pois sem ocumprimento do mandamento do amor é impossível andar com Deus.

Repare que o texto não diz: "está escrito", o que nos levaria à Lei. Antes, Jesus diz: Ouviste que foi dito (Mt 5. 43). Aquelas palavra (e aborrecerás o teu inimigo) eram ditas pelo povo como se fossem ordenanças de Deus. Então o Senhor Jesus, magestosamente, traz aquela mentira à tona; desmascara Satanás, que penetra sorrateiramente entre o povo de Deus, disseminando suas falsas doutrinas.

Hoje, infelizmente, o mesmo tem acontecido. Há quem não concorde com certas declarações da Palavra e, por isso, começa a criar frases que agradam às pessoas que se acercam delas. Com o passar do tempo, essas frases são aceitas como se fossem parte da Palavra. Mas são apenas tradições que nada tem a ver com a Verdade.

O inimigo continua usando a mesma tática nos dias de hoje.  Às vezes, as pressões são tantas que muitos filhos de Deus se desesperam e começam a tomar atitudes contrárias às orientações da Palavra. É preciso ter muito cuidado, pois os fins jamais justificarão os meios.

Na Idade Média, a Igreja Católoica, quando precisava de fundos para suas obras, usava o instituto da venda de indulgências, de maneira que as pessoas que fizessem elevadas doações compravam antecipadamente o perdão para os pecados que viessem a praticar posteriormente, bem como pelos já praticados. Hoje, há líderes que, no desespero de conseguir comprar alguma coisa ou de realizar alguma obra, orientam o povo a que se sacrifique, tirando como exemplo os sacrifícios do Antigo Testamento. De modo criminoso, eles passam por cima das declarações da Palavra de que as bênçãos nos são dadas gratuitamente pela fé. Contra essas aberrações, a Sagrada Escritura nos orienta:

Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios.
I Timóteo 4. 1

Voltando aos tempos de Jesus, vemos que, naqueles dias, ouvir que era preciso amar os inimigos era como receber uma punhalada pelas costas. "Amar um romano! Impossível!"
Havia revolta pela opressão política; além disso, não podemos nos esquecer de que o judeu, historicamente, era um povo que havia sido um grande conquistador (nos tempos do Antigo Testamento) e, por isso, não estava acostumado a mar os inimigos - traduzidos por qualquer pessoa que não fosse judia. Para um judeu, o próximo da Lei referia-se a um outro judeu, jamais a um gentio (aquele que pertencia à outra nação qualquer).

Se Jesus havia atingido aos falsos religiosos da época ao dizer para amarem os inimigos, agora, com aquela ordem para orar pelos perseguidores Ele atingia diretaamente os cristãos, pois estes eram os mais perseguidores, não só pelo judaísmo como também pelos romanos. Estava dizendo ao Seu povo que teriam de orar por aqueles que já os perseguiam por causa do cristianismo.

Nos dias do ministério terreno do Senhor Jesus, as autoridades judáicas estavam decididas a punir qualquer pessoa que declarasse Jesus como o Cristo. Tal fato pode ser claramente visto na passagem em que o cego de nascença foi curado pelo Senhor Jesus.

Os judeus, porém, não creram que ele tivesse sido cego e que agora visse, enquanto não chamaram os pais do que agora via. E perguntaram-lhes, dizendo: É este o vosso filho, que vós dizeis ter nascido cego? Como, pois, vê agora? Seus pais responderam e disseram-lhes: Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego, mas como agora vê não sabemos; ou quem lhe tenha aberto os olhos não sabemos; tem idade; perguntai-lho a ele mesmo, e ele falará por si mesmo. Seus pais disseram isso, porque temiam os judeus, porquanto já os judeus tinham resolvido que, se alguém confessasse ser ele o Cristo, fosse expulso da sinagoga.
João 9. 18-22

Mais tarde, essa perseguição tornou-se muito mais intensa, levando milhares de cristãos às arenas, para serem devorados por leões ou queimados vivos como espetáculo ao povo e ao império.

Muito bem, podemos assim imaginar quão difícil foi aos primeiros discípulos (eles eram judeus) aceitar aquela mensagem do Senhor Jesus; mas e hoje, como ela tem sido vivenciada pelo povo de Deus?

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

APRENDENDO A AMAR



Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Mateus 22. 39

O  que  é  amar ?
Socialmente, as pessoas se encontram, apertam as mãos, algumas beijam as faces uma das outras e fazem votos como: "Feliz Natal... Feliz Páscoa... Parabéns pelo seu aniversário... Tudo de bom para você..." Acham que, assim, estão amando. Em alguns casos, isso é até puro fingimento. O amor verdadeiro é diferente dessa "melação".


O AMOR DE DEUS

No original grego, a palavra amar, utilizada no texto de Mateus, significa acolher, entreter, agradar, contentar, e representa o tipo de amor de Deus (ágape) diferente do amor apaixonado entre um homem e uma mulher (eros), e do que une amigos (philéo). O amor faz parte da ética cristã; é o principal mandamento porque o próprio Deus é amor. Ele amou o mundo de tal forma que enviou Seu único Filho para morrer em favor da humanidade, tanto pelos bons quanto pelos ruins (Jo 3. 16). O amor de Deus não faz acepção de pessoas.

Deus Pai, Seu Filho Jesus Cristo, e o Espírito Santo são um. A essência, o caráter de Deus está em Seu Filho e nos é transmitido pelo Seu Espírito quando Ele vem habitar em nós; portanto, Cristo também amou o mundo de tal forma que deu Sua vida pelos homens, pelo amigos e inimigos (Rm 5. 6-10). Da mesma forma, o Espírito de Deus que habita em nós ama a humanidade e deseja nos usar para salvá-la. Ora, somos filhos de Deus, representantes do Senhor Jesus na Terra - exercendo Seu poder e autoridade - , temos de espelhar também o Seu tipo de amor incondicional. Não podemos dizer que somos cristãos (do grego christianous - aqueles que andam com Cristo) se não manifestamos plenamente a obra de Jesus, se não vivemos o amor de Deus, pois o maior de todos os mandamentos é o amor (Rm 13. 10).
Amar a Deus implica amar as pessoas.

Alguém ilustrou a estreita relação entre amar a Deus e o próximo, utilizando a figura da cruz de Cristo. A haste vertical tipifica nossa comunhão com Deus; contudo, essa cruz só esta completa com a haste horizontal, que tipifica nossa comunhão com os homens. Sem essa haste, não há como haver cruz - não há como existir comunhão com Deus.


COMO A TI MESMO 

Mateus 22. 39 nos fala de amor ao próximo na mesma proporção ao que temos por nós mesmos. Exceto nos casos de sadomasoquismo, todas as pessoas se amam, e prova disso é o cuidado que têm consigo. Gostam de cuidar do corpo, da aparência física, do estado emocional e psíquico. Nós, cristãos, além disso, cuidamos também de nossa vida espiritual. Tudo isso representa amor pelo ser, pelo indivíduo. Amar o próximo é cuidar dele como cuidamos de nós mesmos; é, portanto, dar-lhe atenção, sustentação em qualquer necessidade e, acima de tudo, fazer algo mais do que oar pela vida dele. Amar é batalhar por ele em todos os momentos, acolhendo-o na nossa fé, na unção que o Pai nos concedeu, enviando-lhe presentes espirituais constantemente.


AMAR OS AMIGOS

Podemos entender o que é verdadeiramente amar pelos ensinos do Senhor Jesus. Ele define o ato de amar da seguinte maneira:

Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a própria vida pelos seus amigos.
João 15. 13

Então, para amar, no sentido mais completo da palavra, a pessoa tem de dar a sua vida em favor dos seus amigos. Ou seja, tem de gastar parte do seu tempo orando por outra pessoa, colocando-e diante do Senhor para interceder por ela, lutando espiritualmente em oração para que ela seja curada, próspera, liberta das tentações e para que conheça melhor o Senhor Deus. O apóstolo Paulo nos fala desse amor ao se referir aos gálatas, por quem ele sofria tanto, e compara seu sofrimento ao de uma mulher na hora de dar à luz.

Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós.
Gálatas 4. 19

  Nossa luta em favor das pessoas deve ser comparada a que o nosso irmão Epafras enfrentava para que os colossenses viessem a crescer espiritualmente.

Saúda-vos Epafras, que é dos vossos, servos de Cristo, combatendo sempre por vós em orações, para que vos conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus.
Colossenses 4. 12

Ele estava sempre combatendo para que aquelas pessoas fossem conservadas firmes, perfeitas e completas em toda a vontade de Deus. Esta deve ser a maneira como devemos amar aqueles a quem mais prezamos.


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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O PERDÃO É ORDENANÇA À IGREJA



Nota-se que Jesus considerou o perdão como parte da disciplina se Sua Igreja (Mt  18. 15-20) - e não só o desviar-se do adultério, do roubo, da mentira etc., como muitos pensam. Deixar de perdoar é um pecado tão devastador quanto qualquer outro, pois deixa o homem imobilizado, preso à mágoa e ao rancor, torna-o morno espiritualmente e não lhe permite crescer na fé ou que suas orações sejam atendidas.

Do perdão depende toda a felicidade na vida cristã. A falta dele é a razão de muitos viverem deprimidos, dominados pelos espíritos causadores de tristeza e dissabores. Deixar de perdoar a quem quer que nos tenha ofendido ou nos causado algum mal é desfigurar a imagem de Deus que o nosso espírito recém-criado possui.

Se estivermos de acordo com a vontade de Deus, cumprindo os Seus mandamentos, teremos poder e autoridade para ligar coisas aqui na Terra. Por outro lado, quando não oferecemos ou concedemos o perdão a alguém que nos tenha causado  algum tipo de sofrimento, mantemos essa pessoa distante de Deus e, de vítimas, passsamos então a responsáveis por qualquer coisa ruim que aconteça a ela.

O culpado, aquele que errou contra nós, está em nossas mãos e a atitude mais bonita a se tomar, a mais bela ação a ser praticada é entrar na presença de Deus e dizer a Ele que liberamos aquela pessoa. O que nós fazemos e decidimos aqui na Terra é realizado no mundo espiritual. Além disso, perdoar é ficar livre da dor que o mal nos causou, é armazenar recompensa que nos será dada na eternidade.

Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.
Mateus 18. 18-20

Nossas orações são atendidas quando perdoamos aos outros. A resposta divina depende e é conseqüência disso. Observe que o texto de Mateus 18. 18-20 não é um assunto isolado; a promessa de ligarmos coisas na Terra vem depois de Jesus declarar que precisamos perdoar os irmãos (Mt  18. 15-17).

Jesus também ensinou sobre ofertas que ficam somente sobre o altar, isto é, que não são recebidas pelo Senhor (Mt  5. 23, 24). Quando nos apresentamos diante de Deus para adorá-Lo, o Espírito Santo testifica com o nosso espírito e sonda o nosso coração. Se estivermos retendo perdão a alguém, o Pai não pode perdoar nossos pecados, não podemos manter comunhão com Ele e a nossa oferta não pode ficar sobre o altar, por mais sublime, intensa, sincera que ela seja. Deus não a recebe e não pode nos abençoar.


PERDOAR  SEM  PEDIDO  DE  PERDÃO

Há quem diga a respeito do texto de Mateus 5. 23,24:
"Essa passagem é para quem falha comigo. Essa pessoa é que tem a adoração recusada e é ela que precisa me procurar e se reconciliar comigo".

É verdade. Mas veja bem, quando estamos magoados com alguém e nos recusamos a perdoar (até porque ele nem nos procurou ainda para se desculpar), Deus tem algo contra nós, não é verdade? Afinal, Sua Palavra ensina que nosso dever é perdoar sempre independente do arrependimento do nosso ofensor.
Ora, se alguém tem alguma coisa contra nós (no caso, o próprio Deus), nossa oferta vai ficar no altar, até que resolvamos a questão com o Senhor, liberando perdão a quem nos ofendeu.


ATÉ  SETENTA  VEZES  SETE

Algumas pessoas abusam do número de vezes que nos causam problemas. Elas chegam a tirar a nossa paciência. Há quem ache até impossível perdoá-las devido às muitas vezes que pedem desculpas. Veja que, perdoar, é um ato que tem de ser repetido todas as vezes que nos for solicitado. Pedro indagou do Senhor Jesus quantas vezes deveria perdoar seus ofensores, e o Senhor respondeu mostrando-lh que o perdão é ilimitado.

Então, Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete.
Mateus 18. 21,22


POR  QUE  DEVEMOS  PERDOAR ?

Devemos perdoar pelos mesmos motivos verificados no capítulo 2, no tópico Por que devemos enviar presentes. A pessoa que nos ofendeu estava a soldo do diabo; ela foi um um dos instrumentos que ele usou para nos fazer sofrer. Se estivéssemos verdadeiramente vivendo na presença de Deus, aquele que mal não nos teria acontecido (Sl  91. 10).

Contudo, em vez de emendarmos o nosso fracasso e liberarmos a pessoa que, por ter sido, usada pelo diabo encontra-se em nossas mãos, simplesmente lhe fechamos a porta da graça, não entendendo que estamos dando ao diabo mais uma vitória: não seremos perdoados, e por conseguinte, estaremos desprotegidos e abertos às suas sujas  operações. Ao perdoarmos, somos também perdoados por Deus; liberamos a vida da pessoa que se opõe a nós e tornamos possível que as bençãos de Deus nos alcancem.

Um aspecto interessante que vemos no livro de Mateus é que, somente depois de falar sobre o perdão, Jesus ensinou sobre o divórcio (Mt  19. 1-9). Coincidência, Ou está na falta de perdão a razão maior para a ruptura conjugal? Quando não há perdão, tudo é motivo para discórdia, tudo é razão para o divórcio, pois quem não perdoa possui o tipo de coração que Jesus mencionou ao fariseu: por causa da dureza de vosso coração (Mt  19. 8).

Quem quiser vencer as intempéries da vida precisa enviar presentes. E quem está pronto para enviá-los só o fará se primeiro perdoar. É difícil? Sim, mas principalmente para quem ainda não está vivendo a plenitude de bênção de Deus. Mas, quem quiser vencer a dificuldade que existe para o perdão basta recordar os seus erros passados, lembrando das suas falhas e do perdão que Deus lhe concedeu, e fazer o mesmo com quem foi usado pelo inimigo para fazê-lo sofrer.

Veja-se como servo no sentido literal e histórico da palavra - servo do amor.  Não tente procurar direitos ou bens. A sua dívida para com o Senhor era por demais alta. Agora, entenda que, se você perdoar, não estará fazendo nada demais; estará apenas cumprindo uma obrigação.

Porventura, dá graças ao tal servo, porque fez o que lhe foi mandado? Creio que não. Assim também vós, quando fizerdes tudo oo que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer.
Lucas 17. 9,10


O  PERDÃO  DIVINO

Para Deus, perdoar significa esquecer completamente, lançar fora, longe de modo que Ele jamais volta a nos inquirir por aquele erro já peroado. A lembrança do sofrimento que alguém nos infligiu nos fará sentir de novo a dor. Não seria por esse motivo que o noso Deus lança lá no mar do esquecimento os nossos erros, e desles, Ele declara, já não Se lembrar mais?

E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades. Ora, onde há remissão destes, não há oblação pelo pecado.
Hebreus 10. 17

Querido leitor, 3exerça o tipo de perdão divino; lance fora, jogue no "mar do esquecimento" as ofensas feitas contra você. Perdoe de coração e Deus lhe perdorá também, e abrirá as portas celestiais para que Suas bênçãos recaiam sobre a sua vida.

Tome a decisão mais bela de toda a sua caminhada cristã: perdoe. Não espere que aquela pessoa usada pelo diabo venha lhe procurar. Faça o que o Senhor Deus fez por você. Ele Se antecipou. Quando você nem se importava se Ele existe ou não, ou onde você passaria a eternidade, Ele veio e se revelou a você.

A pessoa que o ofendeu encontra-se agora mesmo dominada pelo espírito de inferno que a fez agir contra você. Se você agora mesmo orar ao Pai suplicando por ela e declarando diante dEle que ela está perdoada, o nosso Deus vai poder estender a ela o perdão, e Ele poderá receber as suas orações e ofertas.

Não deixe o diabo causar-lhe mais algum mal. Tome a decisão mais sensata e brilhante que o servo de Deus pode tomar. Perdoe de coração a quem foi usado pelo inimigo para lhe ofender. A sua felicidade com Cristo depende desse ato. Faça isso agora, mesmo que seja com lágrimas, e o faça em o Nome do Senhor Jesus.


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Em Cristo,


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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

PERDOAR AS OFENSAS



Suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.
Colossenses 3. 13

Falar de perdão, assim como de amor, é falar do próprio Deus; é referir-se à graça imerecida, é viver algo que o mundo não prega. Aquele que converte ao Senhor Jesus, que pretende levar a sério a vida cristã, precisa compreender bem a necessidade de perdoar ao próximo; desse ato depende toda a felicidade que uma pessoa almeja encontrar em Cristo.

Perdoar é uma das mais fortes evidências de que realmente houve um encontro com Deus, e quem não perdoa faz com que o inimigo encontre uma abertura pela qual ainda controla a vida da pessoa. O perdão pleno e incondicional é a prova de que o indivíduo saiu do império das trevas e foi transportado para o Reino do Filho do Seu amor (Cl 1. 13).


PERDOAR  PARA  SER  PERDOADO

A Bíblia é clara ao mostrar que, se queremos ser perdoados por Deus, temos que fazer o mesmo pelos nossos semelhantes. O perdão é inerente à nova vida que alcançamos em Cristo Jesus, fazendo parte da bênção que recebemos por tê-Lo residindo em nós. Soma-se a isso o fato de que é na extensaõ que perdoamos que também somos perdoados. Sem dúvida, é pelo ato de perdoar que se cumpre  a máxima na qual o Senhor afirmou que é dando que se recebe (Lc 6. 38).

E quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas. Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está nos céus, vos não perdoará as vossas ofensas.
Marcos 11. 25 -26

Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamoos aos nossos devedores.
Mateus 6. 12


DÍVIDA  IMPAGÁVEL

Os textos destacados nos mostram que o perdão é condição fundamental para que Deus nos atenda e responda nossas orações. Não podemos esquecer que somos devedores dEle; fomos perdoados de nossa dívida original (o pecado que herdamos de Adão) e somos perdoados constantemente por nossas falhas.
Essa é a natureza de Deus: o perdão. Portanto, se queremos andar com Ele, se queremos merecer Seus favores, precisamos tirar tudo que impede a Sua ação em nossa vida. E uma das coisas que devemos fazer para limpar o caminho é perdoar as falhas daqueles que erram contra nós.
Somos considerados filhos de Deus por causa da Sua graça e do Seu perdão; então, como ousamos não perdoar os que nos ofendem?
Da nossa vida o Senhor Deus espera que seja dito: "Tal Pai, tal filho".

A Bíblia deixa claro que temos uma dívida que jamais poderíamos pagar. Por isso, devemos olhar constantemente para essa condição inicial em que estávamos antes de sermos resgatados pelo perdão e amor de Deus.

Por isso, o Reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com seus servos; e, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher, e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse. Então, aquele servo, prostando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Então, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem dinheiros e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. Então, o seu companheiro, prostando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis; antes, foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, constristaram-se muito e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. Então, o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. Assim vos fará também meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.
Mateus 18. 23-35

Dez mil talentos são, aproximadamente, vinte milhões de dólares. Uma dívida altíssima para qualquer pessoa pagar. No entanto, o felizardo que alcançou a graça de ter a dívida abonada estava a sufocar um coitado que não tinha como pagar-lhe o equivalente a cinqüenta dólares. O ponto a notar-se nesse ensinamento do Senhor é que o perdão pode ser cancelado. O devedor dos vinte milhões de dólares suplicava que o milionário (rei) fosse generoso com ele, retardando o pagamento da sua dívida. O soberano foi mais que generoso: ele perdoou toda a dívida. Mas, por não ter agido de igual modo com aquele que lhe devia, o monarca cancelou o perdão e ordenou que ele fosse colocado na prisão até que toda a sua dívida fosse paga.

Alguém pode dizer, impressionado: "Como aquele homem não perdoou após ter sido perdoado de uma dívida muito maior? Eu jamais faria isso!" Contudo, diariamente temos feito como o homem impiedoso da parábola de Jesus, pois fomos perdoados de uma dívida eterna, mas nos recusamos a perdoar as ofensas dirigidas a nós. Aquele homem, pela sua atitude impiedosa, foi condenado pelo Senhor, assim como seremos se não perdoarmos. Quem não perdoa está sob o juízo de Deus, justo Juiz, e, por isso, não pode ser abençoado.


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Em Cristo,

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