quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

QUEM CONDUZ OS PRESENTES ?




Até aqui, temos compreendido que enviar presentes espirituais significa orar, interceder fervorosamente por alguém que o ofendeu, que está ofendido com você ou que, por algum motivo, o persegue.
Mas quem levará esses presentes?
O próprio Senhor Jesus.

E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
João 14. 13

Quando oramos pedindo ao Senhor Deus algo em Nome do Senhor Jesus, Ele próprio Se compromete a realizar o nosso pedido. No caso de você estar pedindo presentes a Deus para alguém, Jesus, então, mostrará  de algum modo para aquela pessoa que você não é nada daquilo que ela pensa. E você, por ter praticado a Palavra do Senhor, receberá o pagamento de Deus pela boa ação que executou ao interceder por alguém que estava lhe prejudicando ou ofendida com você.


POR QUE DEVEMOS ENVIAR PRESENTES ?

A grande verdade é que, na maioria dos casos, a pessoa que nos magoou, ou nos causou algum mal, só o fez porque estavámos desprotegidos, espiritualmente falando. Quando alguém ainda não deu a sua vida para o Senhor Jesus, aceitando-O como seu salvador pessoal, ou quando a pessoa, mesmo sendo de Deus, não pratica a fé bíblica, ela está espiritualmente desprotegida. Nessa condição, o diabo usa um outro alguém que também esteja na mesma condição espiritual e realiza os seus intentos. O diabo, sempre, é o responsável direto pela ação ruim que nos foi feita, e não a pessoa usada para nos fazer o mal.

Quem sabe, o meu prezado leitor (a) tem  estado tanto tempo a suplicar por alguma benção, tem feito até "sacrifícios", mas o Senhor Deus não tem podido atendê-lo porque você não Lhe tem obedecido, ou seja, não tem orado por aqueles que o perseguem, e amando aqueles que se declaram seus inimigos ?

A desobediência ao mandamento  do Senhor o impede de ser atendido em suas orações, fazendo também com que o seu caminho se feche. Sabendo que a Palavra garante que o presente alarga o caminho de quem o dá, a melhor e mais nobre atitude a tomar em qualquer situação é enviar presentes, perdoando por quem está contra você e amando os seus inimigos.

Alguém está contra você, ou tem-se declarado seu inimigo ?
Disseram que ele quer acabar com você ?

Só há um jeito de resolver essa situação de modo satisfatório, sem que haja qualquer remorso ou prejuízo: ame a pessoa enviando presentes.
Não foi isso que o Senhor orientou Jacó a fazer, quando Esaú estava indo para acertar as contas com ele ?
Se funcionou com Jacó, vai funcionar com você. No caso de Jacó, eram presentes materiais (uma tipificação dos espirituais); no nosso, são presentes espirituais. O princípio, porém, é o mesmo: obedecer a Deus. A Escritura jamais falhará, ainda que os céus e a Terra passem, as palavras do Senhor Jesus jamais passarão (Mc 13.  31).

Não deixe o diabo continuar oprimindo você. Ele teve sucesso quando usou alguém para lhe causar algum mal; agora, ele quer continuar lhe causando mais mal, fazendo com que você não abençoe a quem o ofendeu, enviando-lhe presentes espirituais.

Obedecer ao Senhor é a atitude mais correta que alguém tem a tomar na vida. Não importa o quanto você sofreu com a atitude daquela pessoa, ou o quanto ainda continua sofrendo, simplesmente a perdoe. Ao fazê-lo de coração, e ao enviar-lhe os presentes espirituais, abençoando-a, você conhecerá o quanto o Senhor Deus é forte e poderoso, o quanto Ele poderá fazer por você.

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Em Cristo,

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

OS VERDADEIROS PRESENTES


O presente alarga o caminho de quem o dá e leva-o à presença dos grandes.
Provérbios 18. 16


Vamos falar agora sobre os verdadeiros presentes. Para que possamos entender esse conceito, imaginemos, antes, algumas situações. Suponhamos que você tenha um problema que depende da decisão de um juiz de Direito e, pelo que sabe, ele não quer julgar sua causa.
O que você eve fazer?
Como pode vir a achar graça aos olhos dele, compelindo-o a julgar com justiça o seu pleito?

Vejamos uma outra hipótese: você ofendeu uma pessoa a tal ponto que ela está decidida a destruí-lo. Você está arrependido e até gostaria de procurá-la para pedir perdão, mas ela está tão irada que a vontade dela é torcer-lhe o pescoço e acabar com a sua vida.
O que fazer então?

Para ambos os casos, ou para qualquer outro, a Palavra de Deus nos orienta a que enviemos os verdadeiros presentes, os presentes espirituais.

O Senhor Deus nos informa sobre a importância do ato de enviar presentes.
O presente alarga o caminho de quem o dá e leva-o à presença dos grandes.
Prov. 18. 16

O presente a que o texto se refere não é o material, citado no capítulo 1. Também, como já foi visto, não é aquele que os corruptores usam para conseguir favores escusos que, além de serem diabólicos, podem piorar a situação e trazer sérias complicações espirituais.

Nós, que somos de Deus, temos um poder espiritual que sequer conhecemos em sua plena extensão. Quando pensamoos em poder, logo nos vem à mente a capacidade de expulsar demônios, curar enfermos e realizar tantas maravilhas, como os nossos irmãos do passado fizeram. Mas isso é somente parte do poder que o nosso Deus concede para que façamos a Sua obra.

Falta-nos entender que faz parte a capacidade de dobrarmos nossos joelhos e pedirmos em favor de alguma pessoa, abençoando-a de tal modo que qualquer sentimento de maldade seja dissipado do coração dela. Enviar presentes espirituais é interceder ardentemente não só pelos amigos, mas também pelos que nos odeiam, perseguem ou maldizem. É dedicar tempo não só suplicando bênçãos para aquela pessoa, mas também libertação para que o diabo não mais possa usá-la.

O texto bíblico supracitado ensina que o ato de enviar presentes alarga o caminho, o  qual pode ser compreendido como sua própria revelação sobre as coisas, as pessoas e o próprio Deus, bem como a concepção que outras pessoas têm a seu respeito.


A  CONCEPÇÃO  PRÓPRIA

Quanto ao seu próprio entendimento, que tipo de caminho você gostaria de ter em sua vida: apertado ou largo?
O nosso caminho pode ir se estreitando cada vez mais, ou pode ir se alargando com o passar dos dias. Se tivermos um entendimento estreito, certamente, não teremos condições de ver e de compreender tudo que o Senhor tem para nós. Se tivermos um entendimento maior, a nossa vida será bem diferente do que tem sido até agora. Maas atenção, esse caminho largo a que me referi é o de Provérbios 18, isto é, a condição mais fácil, em Deus, de se conseguir vencer os obstáculos que se interpõem à nossa vida e fé. Não confunda com o caminho largo criticado por Jesus, que é a preferência por uma vida fácil e descomprometida, cheia de prazeres pecaminosos, de desobediência e de irresponsabilidade.


A  CONCEPÇÃO  ALHEIA

Quanto ao entendimento que outras pessoas têm a respeito de nós, este também pode ser alargado, fazendo-nos ser mais bem recebidos porelas. Vamos supor que você, numa infelicidade tremenda, fez alguma coisa ruim para alguém. Hoje, se você  pudesse, desfaria aquele ato, e até se propõe a procurar a pessoa ofendida para se desculpar e repara o erro; mas ela está tão chateada com você que o desejo dela é vê-lo arrasado. Todas as suaas tentativas de aproximação fracassaram. Tudo que ela quer é ter a satisfação de dar uma boa gargalhada ao saber da sua destruição, pois só consegue enxergá-lo como inimigo.
O que fazer?


ENVIE  PRESENTES

Só há uma maneira segura de ser bem-sucedido: mandar presentes.
A Bíblia garante que se você enviar presentes espirituais para aquela pessoa, abençoando-a em oração, ela passará a vê-lo de maneira diferente, porque o seu presente alargar-lhe-á o caminho perante ela.

Pode ser também o caso de um professor que simplesmente não simpatizou com você.
O que fazer?
Envie presentes!
Diga: "Senhor, eu vou abençoar aquele professor que está me prejudicando. Eu vou cobri-lo de bençãos em Nome do Senhor Jesus, vou cercá-lo com Teu amor, vou protegê-lo com Teu poder".

Em seguida use sua autoridade espiritual e repreenda o inimigo que o está usando, fazendo com que ele, que se preparou para ser um mestre, aja como se fosse um delinqüente. Sabemos que a atitude hostil em relação a você ou à turma se deve a uma forte opressão satânica presente na vida dele. Ao liberar o poder que o Senhor lhe concedeu, você vai fazê-lo cair na realidade e agir normalmente. Obedecer ao Senhor, enviando presentes, fará com que o tal professor tenha outra visão da sua pessoa.

Os presentes enviados em o Nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo funcionam em qualquer situação. Você pode usar esse método no emprego, quando o empregador não está demonstrando satisfação com o seu trabalho, ou quando os colegas estão lhe prejudicando; no lar, quando o relacionamento conjugal ou familiar não vai bem.

Aliás, muitas vezes, aqueles que se colocam contra nós, que agem como se fôssemos inimigos, são exatamnete aquelas pessoas de quem esperávamos receber amor, afeto e compreensão: nossos familiares. Eles se revoltam quando algum membro da família se converte ao Senhor Jesus, tornando-se, por isso, perseguidores daquele novo cristão.

Isso também ocorre outras vezes, quando determinada pessoa, por não ser cristã, tem certo comportamneto e, ao se converter, torna-se transformada pelo Senhor, deixando os vícios e a carnalidade para trás. Ora, os antigos amigos,  que estavam acostumados a participar de uma vida pecaminosa com ela, agora, não aceitam sua mudança de vida, seu comportamento de cristão, escarnecendo dela e, às vezes, até mentindo ou inventando calúnias a fim de desmoralizá-la.

Em qualquer situação que você enfrente, o caminho criado pelo Senhor - enviar presentes espirituais - opera.

Esse assunto de enviar presentes, contudo, costuma esbarrar em algumas barreira. Talvez o amigo leitor esteja agora mesmo se remoendo por dentro, pensando em alguém que lhe fez mal, e dizendo: "Como poderei orar, mandar presentes para fulano(a), que me causou tão grande prejuízo?" Em alguns casos, a situação pode estar por demais difícil, pois a pessoa a quem devemos enviar o presente pode ser um estuprador ou um facínora que tirou a vida de algum membro de sua família. Outra pessoa pode dizer: "Aquele indivíduo me prejudicou, falou tanta asneira a meu respeito, foi diante das câmeras de televisão, na delegacia... Não! Eu não posso ter a mínima consideração por tal pessoa!"

Vejamos o que as Escrituras dizem:

Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.
Mateus 5. 44

E então, o que você decide ?
Irá obedecer ao Senhor ou vai ignorar o conselho dEle ?
A Bíblia ensina que obedecer é melhor do que sacrificar.

Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios como  em que se obedeça à palavra do SENHOR ? Eis que o obedecer é melhor do que sacrificar...
I Samuel 15. 22


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Em Cristo,

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O INIMIGO MANDA PRESENTES A EZEQUIAS



Naquele tempo, enviou Merodaque - Baladã, filho da Baladã, rei de Babilônia, cartas e um presente a Ezequias; porque ouvira que Ezequias tinha estado doente. E Ezequias lhes deu ouvidos e lhes mostrou toda a casa de seu tesouro, a prata, e o ouro, e as especiarias, e os melhores ünguentos, e a sua casa de armas, e tudo quanto se achou nos seus tesouros; coisa nenhuma houve que lhes não mostrasse, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio. Então, o profeta Isaías veio ao rei Ezequias e lhe disse: Que disseram aqueles homens, e de onde vieram a ti? E disse Ezequias De um país mui remoto vieram, de Babilônia. E disse ele: Que viram em tua casa? E disse Ezequias: Tudo quanto há nos meus tesouros que eu lhes não mostrasse. Então, disse Isaías a Ezequias: Ouve a palavra do SENHOR. Eis que vêm dias em que tudo quanto houver em tua casa, com que entesouraram teus pais até ao dia de hoje, será levado para a Babilônia; não ficará coisa alguma, disse o SENHOR. E ainda até de teus filhos, que procederem de ti, e que tu gerares tomarão, para que sejam eunucos no paço do rei de Babilônia.
Isaías 39. 1 -7

O rei Ezequias (rei de Judá), por causa dos presentes que recebeu do rei babilônico, pôs todo o seu reino a perder. Ao ser presenteado pelo monarca da Babilônia, sorriu, achou coisa do outro mundo, abriu o seu coração e mostrou ao inimigo suas possessões, exibindo com orgulho suas riquezas. A partir daquele momento, estava selado o cativeiro de Judá.

Nunca devemos esquecer quem é o nosso inimigo. Também não devemos esquecer de que estamos em uma guerra contínua contra as forças do mal, e que não há a menor hipótese de algum dia ser decretada a paz. Essa luta só terminará com a segunda vinda do Senhor Jesus.

É bom reparar que, dificilmente, o inimigo se apresenta como é; ao contrário, ele costuma se disfarçar em bondoso ajudador, alguém preocupado conosco. Por causa dos presentes enviados pelo inimigo, muitos têm posto a perder as grandes bênçãos de Deus.

Alguns homens não aprendem. O diabo, para ganhá-los, manda-lhes mulheres lindas, e eles nem enxergam que isso é laço. De repente, o sujeito começa a ser notado, paquerado, e as coisas começam a acontecer. Os "amigos" apresentam-se como idôneos e o estimulam a ir fundo, falam de suas experiências e o cumprimentam por ser o sortudo. Ele, como um inocente diante do perigo, acha-se o maior, até que quando acorda - se é que acorda - já é tarde. O mesmo acontece com muitas mulheres. Depois a vergonha e a marca de tal ato acompanha essas pessoas por toda a vida.

Cuidado com os presentes do inimigo. Estamos numa guerra e o diabo sabe quanto um presente representa para o ser humano. Os amantes, por exemplo, em nada diferem dos cônjuges, não são melhores do que estes em coisa alguma, a não ser na maneira como agem. Por não viverem ao lado da pessoa no dia-a-dia, não enfrentam as crises costumeiras de uma vida a dois. Assim, fica fácil estar sempre a presentear, a enviar um cartão, um buquê de flores, um presentinho, fazendo com que a pessoa viva no mundo da fantasia, afastada da realidade. E a quantos esses presentes não têm corrompido. Pessoas que não vigiam, e caem no pecado do adultério, que, mais tarde, os fazem amargurar-se por toda a vida. Não aceite nada do inimigo.

Na minha caminhada tenho ajudado muita gente com problemas espirituais. Não são poucos os casos de pessoas que vieram até mim pedindo ajuda por estarem na miséria, com problemas conjugais e de saúde. Na hora em que vou orar por essas pessoas, quase sempre, manifestam-se espíritos malignos e, muitas vezes, o demônio confessa que entrou naquela vida por intermédio de um presente que a pessoa ganhou. Presente de inimigo deve sempre ser rejeitado.

Agora, é bom que se diga que estas coisas acontecem com quem não está firme na Rocha, praticando a fé real.

Quantos cristãos estão deixando envolver em falcatruas, dizem meias-verdades, tornam-se omissos diante dos erros e são capazes de qualquer atitude para serem aceitos e respeitados. O inimigo de nossas almas, muitas vezes, tem usado pessoas para nos enviar presentes materiais que nos aprisionam espiritualmente e, indiretamente, estabelecem uma aliança entre nós, aquela pessoa e Satanás.

Querido leitor, cuidado com os presentes do inimigo!
Verifique se não há uma segunda intenção por trás daquela doação, daquele sorriso. Veja se o presente parte, realmente, de um coração amigo, que só deseja o seu bem, sem exigir de você qualquer coisa que vá de encontro à Palavra de Deus.
Lembre-se de que a Bíblia nos orienta a que sejamos prudentes como as serpentes e símplices como as pombas ( Mt 10. 16).

Os presentes exercem um poder muito grande sobre a vida dos que são presenteados, bem como os presenteadores. Por isso, é de suma importância que qualquer oferta que não seja oriunda ou baseada na Palavra de Deus, seja de pronto, descartada. 


PRÓXIMA POST:  Os Verdadeiros  Presentes 


Em Cristo,

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domingo, 22 de janeiro de 2012

O PRESENTE DE SAUL




Então, Saul disse ao seu moço: Eis, porém, se lá formos, que levaremos então, àquele homem?
Porque o pão de nossos alforjes se acabou, e presente nenhum temos que levar ao homem de Deus; que temos? E o moço tornou a responder a Saul e disse: Eis que ainda se acha na minha mão um quarto de um siclo de prata, o qual darei ao homem de Deus, para que nos mostre o caminho.
I Samuel 9. 7, 8

Saul procurava as jumentas de seu pai que se haviam perdido. Avisado de que nas proximidades do local havia um homem de Deus, resolveu consultá-lo sobre o paradeiro dos animais. Era notório em Israel que sempre que alguém fosse se aproximar de Deus por meio de Seus servos, deveria levar ao profeta um presente. Ninguém deveria ir à presença do Senhor de mãos vazias. A pessoa não comprava Deus - tampouco Seu profeta, com dádivas materiais. Elas eram tipo das dádivas espirituais que hoje devemos oferecer. Esses presentes simbolizavam a confiança que a pessoa tinha naquele ministério.

Saul fora tão dirigido pelo Senhor que, ao aproximar-se do profeta, foi por este saudado como aquele que tinha a chamada para reinar em Israel, fato que o próprio Saul desconhecia completamente até aquele momento.

Então, Saul tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e o beijou, e disse:
Porventura, te não tem ungido o SENHOR por capitão sobre a sua herdade?
I Samuel 10. 1

Deus havia escolhido Saul para ser rei de Israel. Saul jamais pensara que seu encontro com Samuel mudaria tanto sua vida.
Ele havia pensado em pedir os favores do homem de Deus para encontrar aos poucos animais de seu pai, mas o temor que demonstrara ter para com Deus foi-lhe o bastante para ser ungido como o comandante das ovelhas do Senhor.


PRÓXIMO POST:  O inimigo manda presentes a Ezequias



Em Cristo,


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domingo, 15 de janeiro de 2012

OS PRESENTES DE JACÓ



O encontro de Jacó com seu irado irmão Esaú é um dos mais bonitos registrados nas Escrituras Sagradas. De um momento para o outro, o Senhor mudou o coração de Esaú, que vinha com quatrocentos homens para destruir Jacó. Assim relata a Palavra:

E os mensageiros tornaram a Jacó, dizendo: Fomos a teu irmão Esaú; e também ele vem a encontrar-te, e quatrocentos varões com ele. Então, Jacó temeu muito e angustiou-se; e repartiu em dois bandos o povo que com ele estava, e as ovelhas, e as vacas, e os camelos. Porque dizia: Se Esaú vier a um bando e o ferir, o outro bando escapará. Disse mais Jacó: Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque, ó Senhor, que me disseste: torna-te à tua terra e à tua parentela, e far-te-ei bem; menor sou eu que todas as beneficências e que toda fidelidade que tiveste com teu servo; porque com cajado passei este jordão e, agora, me tornei em dois bandos. Livra-me, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú, porque o temo, para que porventura não venha e me fira e a mãe com os filhos....
Genesis 32. 6 - 21


A  ORIGEM  DA  HISTÓRIA

A história da disputa de Esaú e Jacó iniciou-se quando ambos estavam ainda sendo gerados em Rebeca. A Bíblia diz que ainda no ventre eles já lutavam entre si. Na verdade, ao nascerem, Jacó estava com sua mão agarrada ao calcanhar de seu irmão gêmeo, Esaú. Por isso, foi-lhe dado o nome de Jacó,que traduzido é suplantador (Gn 25. 24-26).
Mais tarde, Jacó fez jus ao seu nome, pois negociou e adquiriu a benção que seria destinada ao primogênito, Esaú.
Um pouco antes da hora da morte de Isaque, quando este, de tão velho, não conseguia distinguir qual dos dois filhos estava ali para receber a benção, Jacó usou de sutileza e tomou a benção em lugar de seu irmão (Gn 27. 6-29).
De posse da benção da primogenitura, Jacó teve de fugir para a casa de Labão, irmão de sua mãe, que habitava em Harã, pois Esaú jurara matá-lo, assim que o pai morresse, por causa do ato de tirar-lhe a benção (Gn 27. 41-45).
Muitos anos se passaram. Jacó passou a viver em Padã Harã, onde casou-se e teve muitos filhos. Em determinado momento, contudo, Deus mandou que retornasse à terra de seus pais. Obedecendo ao Senhor, ele iniciou a caminhada de volta a Canaã, onde certamente encontrara seu irmão.


O  RETORNO  A  CANAÃ

Sabendo o tipo de irmão que tinha, enviou mensageiros para dar a seu mano as notícias de sua vinda e para saber qual seria sua reação. Quando os mensageiros disseram que Esaú vinha ao encontro dele com 400 homens, Jacó temeu que seu irmão o matasse e dizimasse sua família e bens.
A primeira atitude de Jacó foi sábia: ele clamou ao Senhor, pedindo-Lhe que o livrasse da mão de seu irmão. Esta é uma boa atitude que deve ser tomada por quem estiver em apuros.Mesmo tendo sido o Senhor que o mandara voltar para a sua terra, ele precisava clamar a Deus. Esta lição vale para quem, mesmo estando obedecendo ao Senhor, estiver enfrentando problemas. Ele já tivera alguns encontros com Deus, mas lhe faltava algo: ele sentia que precisava de uma direção sobre o que fazer.
Quando orava a Deus, veio ao seu coração o desejo de enviar a Esaú alguns presentes. Toda vez que, com sinceridade, orarmos pedindo orientação ao nosso Deus, Ele nos instruirá quanto ao que fazer. Jacó soube ouvir o que o Senhor Deus falara ao seu coração.
Há quem diga que, até aquele momento Jacó ainda não tivera um encontro profundo com o Senhor, de maneira que não confiava plenamente nEle. Discordo disso completamente, e creio que, por confiar no Senhor, ele orou. É certo que um encontro com Deus, como o que hoje podemos ter, ele ainda não tivera e nem nunca teve. Era-lhe simplesmente impossível, pois ele viveu antes do Calvário. Mas Abraão também não teve tal encontro, apesar de ter sido chamado pai dos que crêem. Também nenhum dos profetas do antigo testamento teve a felicidade de ter tal experiência com o Senhor, a qual, hoje, está disponível a qualquer pessoa que ouvir o Evangelho. Dizer que Jacó resolveu agir por si mesmo, enviando presentes materiais a Esaú na tentativa de aplacar-lhe a ira é demonstrar completa ignorância a respeito de como o Espírito do Senhor orienta aqueles que O procuram.
A situação era séria. A Palavra de Deus diz que uma das coisas mais difíceis de se conseguir é aplacar a ira de um irmão ofendido.
O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio.
Provérbios 18.19 
O Senhor orientou Jacó a enviar vários mensageiros com muitos presente. Isso é uma grande lição para nós. Em qualquer situação adversa, na qual alguém deseja a nossa destruição, devemos enviar "mensageiros" com muitos presentes. No caso de Jacó, como tudo ainda era simbolicamente representado no plano material, os presentes também deveriam ser materiais.
As intenções de Jacó não eram de corrupção. Não fora ele que arquitetara esse plano para aplacar a ira do irmão; ele só obedecia ao impulso santo que viera ao seu coração após clamar ao Senhor pedindo ajuda.
Dizer, como alguns tem afirmado, que Jacó não confiava no Senhor, é puro engano. Ele cria realmente que Deus estava à frente daquele negócio, que o estava protegendo,agindo em seu favor. Ele sabia que o Senhor Deus não iria mandá-lo sair da terra, na qual adquirira várias possessões com a benção dEle, para morrer totalmente sem que se cumprisse Suas promessas. Ele sabia também que não bastava só a primeira ordem do Senhor Deus; era necessário que Ele lhe desse novas direçoes.
Em qualquer situação embaraçosa pela qual estiver passando, a pessoa, que é de Deus e que quer vencer, deve buscar a direção do Senhor. Mesmo que já tenhamos recebido o sinal verde para qualquer empreendimento, nos é necessário, a cada provação, ou situação desfavorável, voltar a Ele para mais orientação.
Às vezes, nas Suas orientações, Ele nos manda fazer algumas coisas que parecem estranhas ao nosso pensar. O profeta Isaías disse ao rei Ezequias que colocasse a sua casa em ordem por que morreria. Contudo, depois ele recebeu de Deus novas e boas notícias, dando conta conta de que o rei seria curado e ao terceiro dia subiria à Casa do Senhor, e ainda teria mais, quinze anos de vida. Junto com essa revelação, ele também recebeu orientação para fazer um emplasto de folhas de figo e colocá-lo sobre a úlcera.
E dissera Isaías: Tomem uma pasta de figos, e a ponham como emplasto sobre a chaga; esaraá.
Isaías 38.21
Alguém pode indagar: "Mas Deus não podia curar só pela Palavra dEle?".
Nunca é bom ser precipitado. As orientações do Senhor são para serem aceitas. Ainda hoje Ele tem orientações para dar àqueles que buscam Sua ajuda.

Deus, como Pai amoroso que é, conhece nossas fraquezas e limitações. O Senhor sabia que, dada às limitações de Jacó quanto a sua fé, ele precisaria enviar os tais presentes. O homem, enquanto estiver aqui na Terra, jamais será completo. Por mais perto que steja de Deus, sempre terá alguma deficiência. Só Ele pode nos ajudar. É boa política nunca questioná-Lo; é boa atitude sempre obedecer aos Seus estímulos no nosso coração.


JACÓ  LUTA  COM  O  ANJO

Gênesis 32. 22-32 nos traz o relato da luta entre Jacó e um varão (anjo) que se aproxima dele no meio da noite com uma espada em punho. Quando Jacó estava só, às margens do riacho Jaboque, aquele varão, que na concepção de muita gente era o próprio Senhor Jesus antes da encarnação, veio ter com ele (Os 12. 1-5). Eles travaram uma luta; nela, Jacó foi ferido no nervo da coxa, ficando manco e marcado por Deus para sempre. Ao término da luta, seu nome foi mudado para Israel, que significa aquele que lutara com Deus, e o Senhor o abençoou
Jacó saiu fortalecido daquele pleito. Lutar com Deus sempre ajuda. Quem persevera orando vence situações em que, aparentemente não há a mínima chance de se obter vitória. Jacó sabia que, se lutara com Deus e o Senhor o conservara com vida, seria capaz de encarar seu irmão. Dali para frente, estava pronto para enfrentar o mundo todo de uma só vez, se preciso fosse. Tinha plena certeza de que Deus estaria com ele ao se encontrar com Esaú, pois Ele o abençoara.


O  REENCONTRO  COM  ESAÚ

Preparado por Deus para o reencontro com o irmão, Jacó levantou os seus olhos e o viu aproximar-se. Ele não voltou a orar, nem caiu em desespero. Era preciso enfrentar o problema com a direção que o Senhor lhe dera.
Jacó teve uma atitude sábia diante do irmão; inclinou-se em terra em sinal de humilhação. Naquele momento, poderia ser considerado fraco pela sua família; poderia ter sido brutalmente morto por Esaú, visto que, além de estar curvado, possuía um defeito na perna que não o deixaria correr ou ser um bom lutador. Por ser manco, estaria em desvantagem se fosse medir forças com seu irmão.
Mas Jacó sequer preocupou-se com isso. Ele tinha a bençaõ e a direção do Senhor sobre o que fazer naquela situação. Se agisse segundo a Palavra do Senhor, ele não seria desamparado. Após aquela batalha com o Anjo do Senhor, sentia-se fortalecido por Ele, era como se fosse um novo homem.
Jacó aprendera com Deus a utilidade de enviar presente. Ele sabia que quando Deus nos pede que façamos alguma coisa, por mais insignifivante que seja, devemos atender. Se ele não tivesse obedecido ao Senhor, Este não poderia lhe ter dado o livramento. Fora o Senhor quem lhe mandara sair de onde estava e trazer toda a sua família para Canaã. Ao ordena-lhe a partida para a terra que Ele lhe apontara, Deus tinha o compromisso de protegê-lo e guardá-lo. Se ele, porém, tivesse deixado de lado a simples orientação do Senhor no sentido de enviar alguns presentes para o seu mano, provavelmente, a história teria sido outra. O mesmo ocorre com qualquer pessoa. Não basta ter ouvido a voz do Senhor e se ter embrenhado no mundo a obedecer-Lhe. É preciso continuar obedecendo.
Se traçarmos um paralelo com nossa vida, podemos concluir que, se Deus não estiver na direção total, se não entregarmos reaalmente todas as coisas no Seu altar, seremos completamente derrotados por Satanás.
Por fim, para a surpresa de todos, vemos que Esaú não partiu com violência contra Jacó. Ao contrárrio, correu-lhe ao encontro, arremessou-se-lhe em um grande abraço e o beijou. Os dois choraram juntos, perdoaram-se. Deus retirou do coração de Esaú todo rancor e mágoa, de modo que, certamente, nem ele sabia explicar como isso ocorrera.
O presente realmente funcionou.
Sempre funciona!

Querido leitor, em qualquer situação que estiver, envie presentes. Não quero dizer com isso que você deva subornar. Não são os presentes da corrupção e da falsidade que mudarão a mente e o coração de alguém. Esses presentes não vêm de Deus. Agora, o presente que a Palavra de Deus nos instrui a mandar é aquele que resolverá a situação, como veremos mais adiante.

PRÓXIMO POST:  O Presente de Saul.


Em Cristo,

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

PRESENTE: A DÁDIVA QUE ABENÇOA A QUEM O DÁ



Aqueles que obedecem ao Senhor, enviando presentes espirituais, são os que, certamente, desfrutarão da vida abundante que o Senhor nos promete.
 

INTRODUÇÃO:

Na certeza de que a Palavra do Senhor não volta vazia, pelo contrário,  realiza e faz prosperar naquilo para que foi enviada (Is.55.11), quero compartilhar a orientação que o Espírito Santo de Deus pôs nas Sagradas Escrituras sobre  o ato de dar presentes.

Quando Deus abriu-me os olhos para essa verdade, percebi que ela seria de grande valia para todas as pessoas, as quais, mesmo sendo praticantes da Palavra, por vezes passam por problemas que, à primeira vista, são insolúveis.
No momento em que eu recebia a revelação, podia ver que as situações, a princípio enigmáticas, passariam a ser vistas de maneira diferente. Naquela hora, descortinou-se para mim a certeza de que os casos que desafiam a paciência de muitos santos - gente que em outra situações é vitoriosa - agora seriam resolvidos pelo poder de Deus. Isso é o que espero que aconteça com todos os meus leitores. Prepare-se, portanto, para receber mais uma aula do Espírito Santo de Deus, o nosso amado professor.
Espero que, ao término deste estudo, você diga o mesmo que muitas pessoas têm dito após lê-lo:
"Como eu precisava dessa mensagem... Agora sei o que fazer em qualquer situação em que, aparentemente, não haja solução". Ao enviar presentes, você resolverá situações nas quais o diabo vinha tendo vitória em sua vida.
Creia nisso e seja feliz!


A fim de enterdermos bem a arte de enviar presentes espirituais eu resolvi fazer uma série de mensagens que serão postadas semanalmente.



PRESENTES MATERIAIS

Naquele tempo trará um presente ao Senhor dos Exércitos um povo alto e polido, e um povo terrível desde o seu princípio.
Isaías 18. 7a

Segundo a orientação bíblica, devemos mandar presentes quando alguém está ofendido conosco. Atitude que para muitos, pode parecer esquisita, de maneira que alguém pode questionar:
"Isso não cheira a suborno? Agindo assim, não estaria tentando comprar a pessoa?" Seria corrupção se mandássemos presentes materiais com a finalidade de que o presenteado fizesse vistas grossas à justiça, ou se o propósito fosse corremper para que tivéssemos algum lucro não lícito.

Temos visto pessoas, nas diversas áreas de nossa sociedade, que enviam presentes materiais, fazem conchavos e promessas, apadrinham-se com o fim de conseguir algum benefício, quase sempre desonesto. Não, meu amigo (a), esse não é o presente de que a Bíblia fala, nem é esse o método que vem de Deus para que conquistemos a vitória. Para fazer com que muitas coisas funcionem para você, como na verdade devem funcionar, é preciso enviar  presentes espirituais.
É desse modo que o Espírito Santo nos orienta a agir, e, como tudo o que Ele nos ensina, esse ato também é limpo, reto e justo.

A fim de enterdermos bem a arte de enviar presentes espirituais vejamos algumas passagens bíblicas em que pessoas, no Antigo Testamento, foram orientadas pelo Senhor Deus a enviar presentes. Nos próximos posts. 
Elas remeteram bens materiais, pois, como sabemos o ministério deles era material. Eles por exemplo, lutavam contra homens; nós lutamos contra as forças do inferno.

Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
Efésios 6. 12


Próximo Post:   OS PRESENTES DE JACÓ


Em Cristo,
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

BLOG FRUTO DO ESPÍRITO EM FÉRIAS!

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Desejo a todos os visitantes, leitores e seguidores deste blog um ano de 2012 na Presença do Senhor Jesus, orando e vigiando em todo o tempo no Espírito, para que não sejamos pegos de surpresa.
JESUS ESTÁ VOLTANDO!!!
E precisamos estar com as nossas lâmpadas cheias do óleo da unção,  na comunhão
com o Espírito Santo e no pleno conhecimento das Verdades do Evangelho de Cristo,  Senhor e Salvador de todo aquele que crê.

Retornando em breve, dando continuidade a série das mensagens:
PRESENTE: A DÁDIVA QUE ABENÇOA A QUEM  O DÁ


Em Cristo,

 
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

CRISTO: O Grande Médico

  
                                       

Cristo é o grande Médico. Ele mesmo suportou nossas aflições e as nossas dores levou sobre si [...] e pelas suas pisaduras, fomos sarados (Is 53. 4-5).
Há cura em Jesus, pois Ele veio para pregar boas-novas aos mansos[...] restaurar os contritos de coração[...] apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram.
(Is 61. 1-2).
O ano aceitável do Senhor é o Ano do Jubileu, quando todas as dívidas são canceladas, as terras retornam aos verdadeiros donos, e os escravos são libertos da servidão.

Louve a Deus! O Ano do Jubileu vem sendo proclamado pela volta do nosso Salvador. Seus pecados podem ser perdoados; há uma herança para receber. Você não precisa mais viver sob o jugo da escravidão. Quando o Senhor entra em sua vida, sara o passado, cura as feridas e liberta da prisão. A Escritura diz, ainda, que o Senhor dar-lhe-á ornamento por cinza, óleo de alegria por tristeza, veste de louvor por espírito angustiado.
(Is 61. 3).
A beleza, a alegria e o louvor podem fazer parte da existência quando a pessoa recebe a unção restauradoura desse amor.

O nosso Redentor diz: Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo.
(Ap 3. 20).
Ele espera que você abra a porta e O convide a entrar. Sua presença amorosa trata da restauração de sua alma. Um outro texto bíblico registra: Levou-me à sala do banquete, e o seu estandarte em mim era o amor.
(Ct 2. 4).
O Príncipe da Paz prepará uma mesa para aqueles que estão sozinhos e não se sentem amados ou desejados. O Rei dos reis colocará o estandarte de Seu amor incondicional sobre essas vidas, porque as acolhe em qualquer circunstância. Não é necessário fazer-se de "bonzinho" nem conquistar Seu afeto por meio de um desempenho pessoal. Jesus pode proporcionar beleza no lugar de ruínas. Permita que Ele entre em sua vida e seja seu Médico, de modo a libertá-lo da prisão.

Nosso Libertador lhe perdoou; perdoe, então, a quem o feriu. Jogue fora todas as promissórias guardadas por tanto tempo. Liberte aqueles que o machucaram, e o Pai celestial irá curá-lo das dores.
Experimente essa benção!

Escolha amar. Jesus disse: Um novo mandamento vos dou: Que vos amei uns aos outros; como eu vos ameia vós, que também vós uns aos outros vos ameis.
(Jo 13. 34).
Por ter recebido amor incondicional, ame todas as pessoas da mesma maneira. Fechar-se para os outros é sinal de rejeição, a qual é uma forma de ódio, e não é possível andar em comunhão com Cristo e odiar seu irmão. Na verdade, aquele que alimenta o rancor anda em trevas (1 Jo 2. 11).
Abra seu coração, escolha ser afetuoso e andar na luz do amor de Deus e em Sua presença. Só então você achará a cura para sua alma.

Liberte-se do passado. Convide o Senhor para conduzi-lo às experiências passadas que foram dolorosas e deixe-O interceder com Seu tratamento e amor naquela situação. Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente. (Hb 13. 8).
Ele é capaz de netrar em seu passado para tratá-lo. Na cobertura do Seu cuidado fraterno nessa circunstância, você experimentará cura e libertação.

Quaiquer que sejam as necessidades de seu coração, o Príncipe da Paz poderá satisfazê-las. Ele pode curar suas mágoas e livrá-lo de todas as amarguras. O nosso Mestre é perfeitamente capaz de restaurar tudo o que o inimigo destruiu. Porque restaurarei a tua saúde e sararei as tuas chagas, diz o SENHOR; pois te chamam enjeitada, dizendo: É _________________ por quem ninguém pergunta.
 (Jr 30. 17).
Diga seu nome no espaço em branco acima e seja curado. Deus fará coisas novas e você experimentará em seu interior uma paz sem igual. Ao passar pela libertação espiritual, veja a recomendação bíblica:
Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que farei uma coisa nova, e, agora, sairá à luz; porventura, não a sabereis?
 (Is 43. 18-19).
Espere as novidades que logo acontecerão mediante a presença de Cristo em sua vida.
Receba a sua benção!

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A CURA DO HOMEM NO RELACIONAMENTO CONJUGAL


Eduardo era um indivíduo bem-sucedido na área secular.
Sua profissão o colocara em um papel de liderança diante das pessoas. Era corajoso e responsável. Atendia bem a todos, e a comunicação não parecia ser problema para ele. Sua imagem era a de um homem que inspirava confiança e sucesso e dava a impressão de ser bastante expansivo. No entanto, a moeda tem dois lados. Em seu lar, agia de modo oposto ao que era no mundo. A liderança em casa fora assumido pela esposa, e ele contentava-se em manter a passividade e continuar envolvido nos próprios prazeres particulares. O diálogo quase não existia, e a televisão o atraía mais que a sua família. Esse personagem extrovertido do mundo renunciara a toda liderança e responsabilidade em seu lar.

A esposa de Eduardo reclamava de negligência, indiferença e falta de amor. Na verdade, queixava-se de não conhecer bem seu marido, porque a personalidade dele mudava de acordo com as características do amigo com quem ele estava no momento, enquanto em casa era completamente apático. Quem era aquele homem com o qual se casara? Como teria caído nessa? Agora, restava-lhe a decepção, as mágoas e o abandono. Seu casamento tornara-se insuportável.

Muitos homens, à semelhança de Eduardo, demonstram ser bem-sucedidos, mas, dentro do lar, são passivos indiferentes e calados.
O que causa essa reversão de papéis?
No caso de John, era a raiz da rejeição, vinda de sua infância, e a perda de identidade. Em sua mente, ele lutava para descobrir seu papel. No mundo, conseguira encontrar um desempenho que çhe trouxe sucesso. Conseguiu amigos com sua habilidade para se adaptar e ser flexível. Tudo isso ele construiu de modo superficial. No entanto, no lar, a comunicação tinha de ser feita sobre os moldes de seu valor pessoal. Seu jogo de cena foi descartado para um modo de ser mais passivo, sendo responsável pelo abandono da família. Os assuntos financeiros, a disciplina das crianças e a maioria das outras decisões ficavam por conta da mulher.

Quando isso acontece, o que a mulher deve fazer?

Primeiro, reconhecer a causa do problema. Eduardo era provavelmente de um lar no qual não costumava ter boa acolhida da parte do pai. Enquanto seus irmãos iam para a floresta trabalhar, ele tinha de ficar em casa com a mãe e ajudar nas tarefas domésticas. Antes de ele nascer, os pais queriam uma menina ao invés de um menino, e, por esse motivo, prejudicaram-no no sentido de encontrar a si mesmo. Além disso, o fato de precisar cumprir tarefas mais comuns às mulheres, levou-o a perder sua identidade. A falta da aceitação paterna cedeu terreno para o crescimento da amargura e,em seguida, à auto-rejeição. Consequentemente, ele não conseguia transmitir amor à esposa. Por sua vez, ela tinha a impressão de nunca chegar a conhecê-lo verdadeiramente.
Segundo, deve acabar com as mágoa e frustrações. Ao reconhecer a raiz do problema, precisa liberar o marido de todas as decepções e expectativas. Tenha uma atitude de perdão para com ele e soltar a amargura interior. Somente assim haverá terreno para comunicação e mudança. Esposa, tome a iniciativa.
Terceiro, deixe o Pai celeste desenvolver amor e aceitação em você. Isso produzirá um bom resultado; embora fraco no começo, seja paciente. Com isso, Deus terá como trabalhar em seu favor, e a comunicação fluirá melhor.
Quarto, procure ajudá-lo a acabar com a auto-imagem negativa que surgiu da rejeição. Para isso, faça todo o possível para edificar a auto-estima dele.
Fale de coisas positivas que o elogiem e mostre-lhe seu amor e respeito. Valorize os pontos significativos da personalidade dele. Mantenha sempre as declarações bíblicas em mente quando estiver conversando ou falando dele: Quanto mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo,tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (Fp 4. 8).
Quinto, gradativamente, transfira a responsabilidade do lar para ele, recusando-se a tomar decisões que cabem a ele. Cuidadosamente, mas com firmeza, coloque mais vezes nas mãos dele a incumbência com as crianças e a disciplina delas. Conte-lhe sobre as questões da casa que precisam ser resolvidas. Explique-lhe claramente as necessidades do convívio familiar e recuse-se a resmungar, caso ele não se ocupe delas imediatamente.
Sexto, faça coisas que ele aprecia. Prepare sua comida predileta, dê-lhe atençao especial efaça dele a pessoa mais importante do lar. Diga-lhe o quanto ele é essencial para você. Encontre maneiras de alegrá-lo e mostrar-lhe seu respeito e admiração. Faça de seu horário de chegada, após o trabalho, um momento de festa; arrume-se e espere por ele. Transmita amor, respeito e alegria a seus filhos, ao dizer-lhes que guardem seus brinquedos e se arrumem, e estimule-os com alegria à chegada do pai com palavras como: "O papai está chegando!". Faça isso todos os dias. Não receba na porta com problemas. Tais questões podem esperar até depois do jantar.
Sétimo, não seja egoísta em sua atitude. Você tem uma escolha: pensar o tempo todo nas próprias necessidades e decepções, ou mudar a situação e tornar-se uma esposa amável e com facilidade de perdoar. Dê-lhe bastante carinho e atenção, e tudo retornará, com dividendos, em seu próprio benefício. Invista em seu marido e no bom convívio no lar. Isso não significará que você  perderá identidade, mas ajudará o esposo a desenvolver um caráter mais fortalecido.
Oitavo, não se promova. Em época de direitos iguais, um espírito competitivo por parte da esposa pode levar o cônjuge a se retrair para a passividade e a falta de comunicação. Ele irá sentir-se ameaçado e intimidado por aquela que está determinada a ter seu próprio lugar. Ao promover o esposo, você estará promovendo-se também. Ele não poderá ser o homem dos seus sonhos, se você estiver o tempo inteiro em destaque.


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domingo, 13 de novembro de 2011

A CURA DA MULHER NO RELACIONAMENTO CONJUGAL







 O mais importante e íntimo convívio que alguém pode ter é o casamento.
Ele sempre fez parte dos planos de Deus, pois o homem não foi criado para viver sozinho. No interior de cada um, há o interesse pela vida conjugal, porque os seres humanos precisam relacionar-se entre eles. Contudo, o pecado e as conseqüências da queda trouxeram à humanidade uma série de fatores que atingem a vida conjgal a ponto de desfazê-la. Ao agirem na alma humana, os sentimentos de culpa, inferioridade, abandono, desconfiança e baixa auto-estima, costumam levar graves problemas aos relacionamentos.

Após a queda do homem, a comunhão com Deus tornou-se enfraquecida pelo medo, de modo que se escondeu do Criador. Não houve mais interesse em amnter a comunicação. Seu interior ficou fechado pelo receio da condenação e de ser desprezado.

Os olhos de Adão estavam voltados para si mesmo e ele viu que estava nu, por isso usou folhas de figueira para cobrir-se. O temor de ser reconhecido e a tentativa de esconder-se têm marcado a humanidade desde então. Muita gente passa a vida inteira tentando cobrir-se. Folhas de figueira não são a resposta.
O acróstico a seguir foi concedido por uma querida irmã,
 [fig leaf significa Folha de figueira, em inglês]:

Fear  (medo)                                          
Insecurity  (insegurança)                     
Guilty  (culpa)                                       

Loneliness  (solidão) 
Exile  (exílio) 
Anxiety  (ansiedade)
Frustration  (frustração)                                                          

O verso descreve claramente a pessoa que teme vínculos afetivos. A aproximação com alguém assim é difícil, porque pode haver comunicação e entendimento verdadeiros. O indivíduo cria uma fachada que não permite aprofundar o conhecimento.

Com o casamento, é possível tirar a máscara e permitir que as pessoas conheçam suas verdadeiras personalidades. Acredito que todos os indivíduos realmente desejam ser autênticos, mas o receio de serem rejeitados leva-os a esconder os sentimentos mais íntimos. Ao tomar a decisão de começar a vida conjugal, ele está disposto a enfrentar a si mesmo e aos seus problemas. Por meio desse vínculo, permite, afinal, que Deus o conduza à maturidade e à autonomia de viver:

A carência de amor não significa necessiadade de se casar. A possibilidade de ser desprezado é o componente mais desencorajador em um relacionamento conjugal.
Por exemplo, a jovem que foi rejeitada pelo pai deve preparar-se para lutar contra a auto-imagem negativa, a qual trará temor de deixar que alguém a conheça melhor. Visto não ter recebido amor e aceitação do pai, ela desejará saber se poderá realmente ser amada por outra pessoa. O pensamento de se casar será uma grande dúvida que sempre irá deixá-la amendrontada. O medo de não conseguir agradar ao marido irá levá-la a se afastar de um envolvimento mais sério. Tem dúvidas quanto a seu corpo ser aceitável pelo esposo e também se pode realmente ser sincera e se comunicar. Questiona, ainda, se será realmente amada, na possibilidade de um homem passar a conhecê-la melhor. A dificuldade por desprezar a si mesma pode criar um problema nos preparativos para o casamento.

Antes do matrimônio, a jovem deve traabalhar essas áreas, sendo curada e estabelecendo comunicação com seu pai terreno. É uma boa preparação para a vida conjugal viver integralmente a condição de filha antes de se tornar esposa. Faça o possível para receber o afeto paterno; caso isso não aconteça, permita-se receber a cura mediante o amor do Pai Celestial.

Ao se casar, o homem precisa estar consciente das necessidades básicas da esposa. Ele deve familiarizar-se com a história da vida dela, fato que irá mantê-lo informado sobre as suas verdadeiras necessidades. Se a mulher foi rejeitada quando menina, necessitará de grande segurança e comunicação no casamento. O esposo pode ter um papel importante no sentido de ministrar-lhe restauração emocional. Ele deve amá-la como o Senhor amou a Igreja e Se deu por ela. Nessa situação, o marido deve fazer tudo para transmitir estabilidade na vida a dois, ainda que, para isso, seja preciso caminhar a segunda milha (Mt 5. 41).

Se for casado com a mulher que tenha sofrido rejeição durante as fases de infância e adolescência, não desanime nas horas qm que ela tiver medo e retraimento. Deus renovará suas forças para que você transmita a ela afeição e acolhimento. A esposa precisa saber de seu amor constantemente, não apenas na cama de casal. Assim terá a segurança de ser amada, mesmo fora das relações sexuais. Seja sempres sensível às suas necessidades.

Se ela tiver a auto-imagem negativa, faça tudo para erguê-la. Preste atenção naquilo que sua esposa faz bem e realce os pontos ais significativos de seu caráter. Dessa forma, ela retribuirá seu amor. Nunca seja crítico, a não ser com uma boa finalidade, para não parecer uma atitude de rejeição. Se quiser dar sugestões para que ela melhore, sempre o faça em particular e com espírito de mansidão. Tenha cuidado para nunca lhe demonstrar desprezo, pois, com isso, ela irá voltar-se para si mesma e para seus antigos medos. Edifique sua vida conjugal a cada dia e fortifique-a de modo coisa alguma possa destruí-la. Desse modo, você terá uma esposa amorosa e inteiramente dedicada. No caso de alguns temores surgirem, esteja ao lado dela neses momentos. Sua presença e compreensão poderão ajudá-la a libertar-se dos sentimentos ameaçadores. Não a pressione nem a critique; deixe Jesus trabalhar em cada situação. Dê seu completo apoio e orem juntos. Permaneçam unidos até a vitória completa.
Um homem deve realmente amar sua esposa assim como se ama, mas de maneira saudável. Sem amor próprio o indivíduo não pode dar afeto à esposa, pois terá a tendência de tratá-la da mesma forma como faz consigo. A auto-rejeição ou o ódio dele mesmo disseminará um elemento de morte no casamento. Se o marido nutrir desprezo e ódio por si próprio, agirá de modo semelhante com a mulher. O esposo irá tratá-la exatamente como ele cuida de si mesmo, o que pode ser uma pressão insuportável na vida conjugal. Se ela sofrer de auto-estima baixa, também piorará a questão. Portanto, é necessário que a pessoa tenha boa auto-imagem, para que seja capaz de amar o cônjuge adequadamente.

Quando o amor vem de Deus, ele é responsável e constante. Apesar dos problemas ou de qualquer outra circunstância, o amor é sofredor, disposto a ceder o que for necessário para o bem estar do próximo. As Escrituras dizem: Vós, maridos amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela (Ef 5. 25).
Eis o exemplo de renúncia e compromisso - Ele deu a Si mesmo até a morte, sem nunca desistir.

Próxima postagem: 
A CURA DO HOMEM NO RELACIONAMENTO CONJUGAL.

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

FERIDO E CURADO


Jesus foi intensamente ferido. Assim que a serpente O reconheceu como a semente prometida à mulher
(Gen 3. 15), ela perseguiu o Filho do Homem de todas as maneiras possíveis. Estava determinada a ferir-lhe a cabeça, não Seu calcanhar.

Ele foi rejeitado desde o princípio. Nasceu em uma manjedoura, entre animais, e foi colocado onde eles se alimentavam. Era apenas uma criancinha para enfrentar um mundo hostil. O profeta Isaías escreveu: 
Porque foi subindo como renovo perante ele como raiz de uma terra seca
Is. 53. 2a
A descrição desse cenário árido mostra adequadamente a condição da humanidade em relação ao Filho do Homem: não havia lugar para o Unigênito de Deus.

Quando estava com quase um ano de idade, Sua vida foi ameaçada por um rei iníquo, e Seus pais tiveram que fugir do país. Depois da morte do rei, Maria, José e o menino Jesus retornaram à sua terra natal, mas com muita precaução, temendo as autoridades. O Messias foi criado em uma cidade pobre e desprezada. Seu pai terreno era carpinteiro, e foi assim que aprendeu um ofício. As responsabilidades de família caíram sobre Ele após a morte de José e, por esse motivo continuou a trabalhar naquela profissão para ganhar o pão com o suor do rosto. Precisava cuidar de Sua mãe e dos irmãos mais novos até que crescessem. A existência sempre Lhe fora muito difícil desde a manjedoura.

Parecia que a serpente estava esperando para ver as atitudes de Cristo; talvez, ela estivesse enganada e aquele não fosse o Filho de Deus. Um dia, toda dúvida desapareceu quando Ele dirigiu-Se ao rio Jordão e foi batizado. Quando saiu da água, uma voz do Céu disse: 
Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
 Mt 3. 17b

O prazer do Pai era a única coisa que Ele tinha; a motivação de Sua vida. Demônios eram expulsos, e as pessoas, libertadas. Os doentes recebiam a cura, os aleijados andavam, e os cegos viam, pois Deus tinha aparecido para Seu povo.

Após o batismo, Ele retornou a Nazaré, entrou na sinagoga, tomou o Livro e leu ao povo: 
O Espírito do Senhor está sobre mim, pois me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.
Lc 4. 18,19

Declarou-se a guerra ao inimigo da humanidade, porque Ele veio para libertar os feridos. Deveria, pois, sofrer por isso. Portanto, não foi bem recebido; nem Sua cidade natal acreditava nEle. Os líderes religiosos ficaram com inveja e, três anos depois, exigiram Sua morte. Em troca do bem que Ele fez, recebeu blasfêmias:
Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios.
Mt 12. 24b
O Salvador foi interrogado e sofreu menosprezo, não teve onde reclinar a cabeça. Finalmente, a pressão tornou-se tão grande a ponto de um dos Seus discípulos concordar em entregá-lO nas mãos dos inimigos. Julgado diante de muitos acusadores, Ele foi espancado e humilhado. O ódio e o desprezo humanos caíram sobre o Rei dos reis. Finalmente, quando estava pendurado na cruz, no momento da morte, olhou pra um dos acusadores que O repudiavam e lhe perdoou. Para completar, ao morrer experimentou a "rejeição" de Seu Pai. O profeta Isaías havia declarado:
  Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos[...] moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pela suas pisaduras, fomos sarados.
Is 53. 3,5

Jesus Cristo suportou padecimentos para que pudéssemos ser libertos. Teve muitas aflições, mas deu a paz, e foi pisado com a finalidade de proporcionar-nos a cura. Ele não sofreu por Si mesmo, mas por toda a humanidade - pelos que choram, para
que se lhes dê uma coroa em vez de cinza, óleo de alegria, em vez de pranto, vestes de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR, para a sua glória.
Is 61. 3

Na vida daqueles que tiveram a existência reduzida a cinzas por Satanás, o Senhor é capaz de recriar a beleza; para os que choram, Ele dará óleo de regozijo, e a todos os deprimidos e derrotados o Salvador pode dar um manto de louvor. Essas são as provisões do Todo-Poderoso em favor do abandonado , ferido e doente. Você também pode receber a cura, meu querido (a) leitor (a).

Ele foi rejeitado em nosso benefício. Receba  hoje a cura, mas primeiro, perdoe àqueles que o repeliram. Cite o nome deles diante de Deus e anistie cada um por cada ato praticado contra você. Seja específico, deixe o Espírito Santo revelar a injustiça. Ore assim: "Sonda-me, ó Deus[...] E vê se há em mim algum caminho de dor" (Sl 139. 23,24 - paráfrase). À medida que o Espírito Santo trouxer à memória essas lembranças, siga o princípio bíblico:
Soltai, e soltar-vos-ão.
Lc 6. 37b
Quando alguém libera, por meio do perdão, todas as pessoas que o machucaram, recebe do Altíssimo a libertação da dor. Repetindo: Seja específico e dê ao Pai tempo para trabalhar nessas áreas de sua alma. Ele é capaz de sarar cada ferida, até mesmo as mais profundas.

Segundo, lembre-se de que o Filho do Homem suportou que era seu para que você pudesse ser livre. As Escrituras dizem:
Porque o SENHOR te chamou como a uma mulher desamparada e triste de espírito; como a uma mulher da mocidade, que é desprezada, diz o teu Deus.  
Is 54. 6
O Altíssimo promete: Porque restaurarei a tua saúde e sararei as tuas chagas, diz o SENHOR; pois te chamam a enjeitada, dizendo [...] por quem ninguém pergunta.
Jr 30. 17
Transfira todo o desprezo recebido para Ele, que pode dar-lhe a cura.

Terceiro, aceite o amor de Deus em sua vida. Saiba que fomos aceitos no Amado (Ef 1. 6), que não nos rejeita. Não temos de conquistar Seu amor nem precisamos ser "bonzinhos", porque o Senhor nos ama apenas pelo que somos. Jesus Se comprometeu com a humanidade ferida. O Criador entregou Seu Filho, como nos dará também com ele todas as coisas ? (Rm 8. 32b). Você foi aceito, e o Pai irá acolhê-lo sempre. Vá até o Soberano, receba Seu amor e O ame. O Salvador nos remiu para ter comunhão conosco. Portanto, abra o seu coração e conte-Lhe os seus segredos. Lembre-se: Ele se preocupa com sua vida.

Quarto, perdoe-se e aceite-se. Esqueça todas as mentiras de Satanás, nas quais você acreditou. Quando uma pessoa passa a ser nova criatura, por intermédio de Cristo, ela se torna obra das mãos de Deus, e Ele é capaz de moldá-la segundo a Sua vontade. Deixe o Criador trabalhar. Anule a baixa auto-estima; chega de se odiar por todos os seus erros e suas imperfeições. Tire as mãos da propriedade do Altíssimo, pois Ele quer transformá-lo em Seu filho. Pare de lutar e tenha paciência: " Ele obterá beleza das cinzas". O Todo-Poderoso irá vestí-lo com Sua justiça, de modo que possa dizer:
Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegra no meu Deus, porque me vestiu de vestes de salvação, me cobriu com o manto de justiça, como um noivo que se adorna com atavios e como noiva que se enfeita com as suas jóias.
Is 61. 10
Alegre-se no Senhor e seja paciente.
O Pai celestial ainda não terminou Sua obra.



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